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Evento discute futuro da agenda de PI e inovação

por última modificação: 22/09/2017 16h36

Na tarde do último dia (21/9) do X Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento (Enapid), a primeira mesa-redonda inserida no eixo “Ensino e Pesquisa” trouxe discussões sobre as perspectivas de pesquisa em PI nos próximos 10 anos.

Lourdes Velasco González, da Oficina Espanhola de Patentes e Marcas (OEPM), falou dos benefícios da PI para a economia europeia e do processo de construção de oficinas voltadas para a racionalização e harmonização dos procedimentos de registro nos escritórios da União Europeia.

Em seguida, Claudio Lins e Vasconcelos, da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), ressaltou a qualidade das produções artísticas e culturais brasileiras e defendeu investimentos em ensino na área.

– Em dez anos, a Academia brasileira precisa “abraçar” a PI como algo que pertence ao País.

Para o professor da Academia do INPI, Alexandre Guimarães, os estudos acadêmicos são ferramentas importantes para a área e podem subsidiar os processos de tomada de decisão governamental. Seu estudo sobre o backlog de patentes, por exemplo, mostra alto dispêndio de compras governamentais com medicamentos antirretrovirais – quadro gerado pela demora na análise e concessão de patentes. Segundo Guimarães, tais gastos poderiam ser convertidos na contratação de mais pesquisadores e em investimentos no plano de carreira, proporcionando assim uma economia de recursos públicos.

Por fim, Graziela Zucoloto, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), comentou os resultados obtidos pela parceria INPI-IPEA, destacando a publicação do livro sobre propriedade intelectual e aspectos regulatórios em biotecnologia, que traz análise aprofundada sobre o que pode ser ou não patenteado na área.

Na segunda mesa-redonda do eixo de ensino e pesquisa, foi discutido o futuro da agenda de Propriedade Intelectual e Inovação.

Maria del Pilar Noriega apresentou a experiência da rede de PI, Indústria e Energia na Colômbia, com foco em cooperação técnico-científica, capacitação de recursos humanos e transferência de tecnologia.

Por sua vez, Lia Hasenclever, da UFRJ, discutiu a importância da propriedade intelectual nas mudanças dos regimes tecnológicos na economia atual.

Eneida Berbare, da Braskem, também participou do debate, que contou com a moderação de Adelaide Antunes, do INPI.

Confira os arquivos das apresentações:

Mesa redonda "O que será pesquisado em PI nos próximos 10 anos?"
- Lourdes Velasco González (OEPM)
- Alexandre Guimarães (Academia do INPI)
- Graziela Zucoloto (IPEA)

Mesa redonda "Futuro da agenda de PI e Inovação"
- Maria del Pilar Noriega (ICIPC)
- Lia Hasenclever (UFRJ)
- Eneida Berbare (Braskem)

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