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You are here: Home Notícias Sem propriedade intelectual, mercado bilionário se reduz a zero 05 de December de 2008

Sem propriedade intelectual, mercado bilionário se reduz a zero



Um mercado de 196 bilhões de dólares, crescendo a 6% por ano e cheio de empresas, como IBM e Intel, dispostas a comprar inovações de outras empresas. O cenário da indústria de software é muito favorável às novas empresas, inclusive as brasileiras, mas todo este potencial se reduz a zero sem a propriedade intelectual. Foi o que alertou o presidente do INPI, Jorge Ávila, na palestra Magna que abriu o Seminário Internacional Promoção da Inovação e da Propriedade Intelectual em Tecnologia da Informação, no dia 28 de maio, em Curitiba (PR).

Com um crescimento de 6% ao ano e com empresas do porte de uma IBM ou Intel, dispostas a comprar inovações de outras empresas. O cenário da indústria de software é muito favorável às novas empresas, inclusive as brasileiras, mas todo este potencial se reduz a zero sem a propriedade intelectual. Foi o que alertou o presidente do INPI, Jorge Ávila, na palestra Magna que abriu o Seminário Internacional Promoção da Inovação e da Propriedade Intelectual em Tecnologia da Informação, no dia 28 de maio, em Curitiba (PR).

- Ao contrário de um modelo antigo, em que a propriedade intelectual servia apenas para impedir a cópia, hoje, na Economia do Conhecimento, os ativos intangíveis são essenciais para participar de redes de inovação aberta. Não há invento com valor que caia no domínio público. Ou, dito de outra forma, se precisa ter figurinhas para trocar num ambiente de colaboração – comentou Ávila, citando a IBM e a Intel como empresas que investem na compra de tecnologia desenvolvida por outras instituições.

O presidente do INPI também lembrou que a propriedade intelectual não é incompatível com os modelos de software livre. Pelo contrário, para garantir que o software nunca seja apropriado por alguém que faça uma inovação nele, é preciso haver uma propriedade clara e contratos de licenciamento que garantam os benefícios da inovação para todos.

- A realidade atual é que a propriedade intelectual deixou de ser uma barreira para se tornar uma ponte, que permite a realização de novos negócios – disse.

Sobre o Brasil, Ávila lamentou que ainda existam poucas patentes relativas a softwares, mas ele acredita que o cenário está mudando com a conscientização dos empresários e a discussão de um marco legal que atenda aos interesses brasileiros. Aliás, segundo ele, estes são os objetivos principais deste seminário.

- É preciso desenvolver no Brasil um mercado favorável à inovação, em que todos possam atuar- concluiu.

Na mesma linha, o diretor do Escritório de Assistência Técnica e Capacitação para a América Latina e o Caribe da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Alejandro Roca Campaña, destacou que o debate sobre a propriedade intelectual é essencial para o desenvolvimento de todos os países.

- A economia atual se baseia no conhecimento e é exatamente aí que a propriedade intelectual atua. Ainda mais no caso do software, que é um produto suscetível à cópia por seu baixo custo de apropriação – afirmou.

Além de Ávila e Campaña, participaram da abertura do seminário John Forman, da Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), Maurício Neves, do BNDES, Hans Schors, da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e Jorge Costa, do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).