Rio, 11/06/2008
Juliana Borel (INPI)
Rosilene Quirino faz parte, há quatro anos, do grupo de artesãs Fio Nobre. A ex-cabelereira afirma ter encontrado sua verdadeira vocação no trabalho com a folha de bananeira quando participou do curso de capacitação nessa arte oferecido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Rosilene é apenas um exemplo das pessoas que são beneficiadas com o projeto Empreendedorismo Social do Sebrae.
Em exposição pela terceira vez no Fashion Business, no Rio de Janeiro, o Sebrae mostra forte preocupação com o desenvolvimento social, orientando grupos e cooperativas de diferentes comunidades a gerir seu negócio. Peças de bambu, bijuterias de cerâmica negra e bolsas de retalho são alguns dos materiais produzidos pelos grupos que muitas vezes chegam sem qualquer noção de como funciona o mercado.
- Quando oferecemos os cursos, ajudamos a aprimorar a técnica e a qualidade do trabalho e do talento que as artesãs já possuem. Nosso esforço foca a orientação na gestão do negócio – explica José Lima, gestor do projeto do Sebrae.
O gestor explicou que toda essa orientação é baseada na filosofia do comércio justo, aquele que valoriza as técnicas de criação locais, gerando renda para todos os envolvidos na confecção das peças e utilizando materiais ecologicamente corretos.
Lima deixou claro que quem organiza e toma as decisões finais sobre a gestão dos negócios é o próprio grupo, o Sebrae apenas orienta o melhor caminho.
- A iniciativa parte da própria comunidade. Ela nos procura para que possamos orientar e acompanhar o andamento de suas trocas comerciais – finalizou.