É praticamente impossível evitar conflitos no trabalho. Mas, para o bem de todos, é fundamental criar estratégias para lidar com estes problemas. Com esta preocupação, as Ouvidorias públicas federais, sediadas no Rio de Janeiro, se reuniram no dia 5 de agosto, na sede da Petrobrás, no Centro, para discutir conceitos que melhor possam definir o assédio moral e estratégias de prevenção.
Participaram do encontro os representantes de, pelo menos, 13 instituições federais (ANS, Ancine, INPI, Fiocruz, Eletronuclear, Petros, BR Distribuidora, UFRJ, BNDES, Petrobrás, Inmetro, Eletrobrás e Inca). Coordenado pela Ouvidora-chefe do INPI, Denise Belém, o evento contou com uma apresentação de Nilson Perissé, gerente de Demandas da Ouvidoria da Petrobrás.
Em sua apresentação, Perissé afirmou que o assédio se diferencia do conflito por sua freqüência e duração. Ou seja: o assédio se configura quando situações constrangedoras ocorrem diversas vezes e por um longo tempo.
Para evitar tais problemas, ele apresentou sugestões, como o treinamento de chefes e o fortalecimento das Comissões de Ética das instituições.
– Um bom ambiente de trabalho precisa prevenir conflitos e contar com estratégias eficazes de combate ao assédio moral, principalmente no âmbito do serviço público. Esperamos contribuir para isso – afirmou Denise Belém.
O debate entre as Ouvidorias seguirá em outubro, com um novo encontro a ser realizado na UFRJ para discutir o tema “Mediação de conflitos”.