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JPO mostra experiência com terceirização de busca e contratação de temporários

por última modificação: 08/12/2017 17h05
Exibir carrossel de imagens Takuya Yasui, vice-diretor sênior da Divisão de Assuntos Administrativos do JPO

Takuya Yasui, vice-diretor sênior da Divisão de Assuntos Administrativos do JPO

O caminho percorrido pelo Escritório Japonês de Patentes (JPO, na sigla em inglês) para resolver o grande atraso que havia na resposta aos pedidos de patentes foi apresentado para examinadores, técnicos e aposentados do INPI, além de público convidado, no dia 5 de dezembro. 

No seminário sobre terceirização de atividades preliminares à decisão técnica em pedidos de patentes, realizado na sede do INPI, Takuya Yasui, vice-diretor sênior da Divisão de Assuntos Administrativos do escritório, mostrou que duas medidas foram adotadas: a terceirização da busca (hoje dez empresas prestam o serviço para o JPO) e a contratação de examinadores temporários. Estes são contratados por cinco anos, renováveis por mais cinco. Essas pessoas são funcionários do JPO, porém, após o tempo contratado, não permanecem na instituição.

A empresa terceirizada, por sua vez, possui equipes formadas por egressos de empresas privadas que trabalham para fazerem as buscas. Os supervisores dessas equipes muitas vezes são os aposentados do JPO.

O relatório da empresa terceirizada é apresentado para o examinador do JPO em reunião face a face, na qual são explicados todos os critérios usados. Se considerar necessário, o examinador pode realizar uma pesquisa complementar. 

Segundo o palestrante, 40% do tempo dos examinadores de patente no Japão são dedicados a entender o pedido e 30% para realizar a busca. Com as mudanças, possibilitadas por alterações na lei japonesa, o tempo para primeiro exame passou de 29,3 meses em 2008 para 10,4 meses em 2014. 

Além da palestra de Yasui, Naoto Kagoshima, representante do JPO no Consulado Geral do Japão, contou sua experiência como examinador de marcas, quando foi criada a busca terceirizada na área. 

No dia seguinte ao seminário, os palestrantes, assim como Hitomi Matsumoto, vice-diretora da Divisão de Assuntos Administrativos do JPO, e Masaki Okamoto, da Agência de Comércio Exterior do Japão em São Paulo (Jetro, na sigla em inglês), participaram de reuniões com a Diretoria de Patentes e com a Presidência do INPI.