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Integração regional será ajuda para empreendedores

por última modificação: 05/05/2016 18h16
Marianela Delor Pedrozo, diretora técnica do DNPI

Marianela Delor Pedrozo, diretora técnica do DNPI

A opinião é de Marianela Delor Pedrozo, diretora técnica da Direção Nacional da Propriedade Intelectual (DNPI) do Uruguai. O país integra o Sistema de Cooperação sobre Aspectos de Informação Operacional e Propriedade Industrial (Prosur) e participa, nos dias 5 e 6 de maio, da reunião do Comitê Diretivo, no Rio de Janeiro, na sede do INPI. Aproveitando a passagem pelo Brasil, Marianela revela os problemas do DNPI quanto ao tempo de análise de pedidos e conta como o escritório se mobiliza para resolver esse e outros desafios.


INPI – Na sua opinião, como o sistema de propriedade intelectual pode contribuir para o desenvolvimento econômico do Uruguai?

Marianela Delor Pedrozo A propriedade intelectual no Uruguai está se tornando, pouco a pouco, uma ferramenta a mais para o desenvolvimento das empresas. Nosso escritório, na administração atual, começou a divulgar a temática no ano passado, a partir de acordos a nível universitário, voltados para empreendedores, centros de pesquisa etc. É importante que levem consigo o conceito de PI, tanto de marcas quanto de patentes. Este ano também estamos trabalhando com a OMPI em um plano nacional em diversas instâncias, seja universitária, empresarial, etc, sobre o tema da PI.

INPI – Quais são os principais desafios do seu escritório nacional?

Marianela Delor Pedrozo O principal desafio para nosso escritório é fortalecê-lo institucionalmente e começar a atuar com temáticas que o escritório não focava antes. Fizemos uma auditoria para avaliar a questão do atraso na concessão de direitos, estamos utilizando um novo regime de trabalho com metas e indicadores, temos o intercâmbio no Prosur, o PPH. Existe um posicionamento do governo nacional para que o Uruguai entre no PCT. Na semana passada, recebemos autoridades internacionais e demos os primeiros passos para que nosso Parlamento nacional, neste governo, possa firmar o tratado PCT.

INPI – O tempo de análise é um problema no Uruguai?

Marianela Delor Pedrozo O Uruguai tem um grande problema quanto ao atraso de análise, que está sendo tratado a nível técnico e jurídico para ser reduzido. Nosso grande desafio para este quinquênio é chegar à média internacional em patentes, que seriam seis ou sete anos. Estamos trabalhando para isso.

INPI – Como o Prosul pode contribuir para superar os desafios dos escritórios nacionais de PI?

Marianela Delor Pedrozo O Prosur, com todas as ferramentas e os serviços que vai oferecer, é fundamental para estimular nossos empreendedores regionais. Em primeiro lugar, para trabalhar em equipe, para que os empreendedores nacionais de um país usem todas as ferramentas de um país irmão. Se você quiser apresentar um pedido de marca ou de patente, seria da mesma forma como se fosse em seu próprio país. Este nível de coordenação entre os escritórios nacionais é o que queremos ter na região.