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INPI participa de workshop no Japão sobre uso de informações de patentes

por última modificação: 22/12/2016 13h53
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Representantes dos países no workshop no JPO

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em parceria com o Escritório Japonês de Patentes (JPO, na sigla em inglês) realizou, no início de dezembro de 2016, o workshop “Disseminação e Uso Efetivo de Informação de Patentes, em Tóquio, Japão.  Participaram do evento representantes dos escritórios da Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Índia e Brasil. O INPI foi representado pelas servidoras Cristiane Gorgulho, pesquisadora da Divisão de Estudos e Projetos da Diretoria de Patentes, e Lara Guerreiro, analista que atua no Escritório de Exame e Difusão Regional de Goiás, com disseminação e atendimento ao público. 

As dificuldades nos processos de publicação apontadas durante o evento são vistas pela OMPI e pelo JPO como fatores que inibem o investimento de empresas naqueles países. Visto que, de acordo com Kei Kawakami, oficial do escritório de planejamento de políticas para informação de patentes do JPO, a informação de patente confiável é responsável por prevenir depósitos infrutíferos, ajudar na redação de reivindicação de novos pedidos e auxiliar na compreensão do estado da técnica. 

Parcerias

Tanto a OMPI quanto o JPO se propuseram a ajudar os participantes a buscar soluções para os problemas técnicos que enfrentam. No caso brasileiro, ambas se prontificaram a discutir uma cooperação com o INPI para disponibilizar tecnologia aplicável para tradução do banco de dados do Instituto e, assim, ampliar a disseminação dos documentos brasileiros. O JPO espera ainda estreitar as relações com o INPI para o intercambio de bulk data, ou seja, dados brutos sobre os pedidos para que cada instituição possa fazer o uso estratégico de acordo com suas políticas nacionais de incentivo à inovação.

As iniciativas brasileiras de ampliar a disseminação dos documentos de patentes por meio de parcerias regionais foram bem vistas pelos participantes do workshop, assim como o trabalho desenvolvido com o meio acadêmico para melhorar a qualidade da redação de pedidos brasileiros. Representantes das Filipinas e Índia se interessaram também pelas publicações sobre patentes do INPI, como o Radar Tecnológico e os Estudos Setoriais.