Numa sociedade em que o valor intangível das empresas cresce, cada vez mais, é fundamental que aqueles que trabalham com inovação saibam como redigir uma patente corretamente. A mensagem foi passada hoje, 12 de agosto, pelo presidente do INPI, Jorge Ávila, no primeiro dia do curso de redação de patentes, organizado pelo Instituto e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
Ávila afirmou que o curso pretende reduzir um dos gargalos no sistema brasileiro de inovação, onde pesquisadores de universidades, empresas e núcleos tecnológicos ainda encontram dificuldades para redigir de forma precisa uma patente.
- O ambiente tecnológico do país conta com mais pessoas capacitadas em traduzir patentes vindas do exterior do que de redigir o primeiro texto de uma patente nacional. O curso pretende preencher uma mão-de-bra ainda escassa no Brasil – concluiu o presidente.
A primeira aula foi apresentada pela diretora da Divisão de Propriedade Intelectual e Novas Tecnologias da OMPI, Maria Beatriz Amorim que revelou o resultado de patentes mal redigidas. Uma pesquisa realizada em 2006 apontou que de 30% dos pedidos de patentes feitos no Brasil, apenas 10% eram concedidos. A causa, muitas vezes, era atribuída simplesmente a uma redação deficiente.
O treinamento de redação em patentes, que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), vai até o dia 21 deste mês e debaterá, entre outros temas, a preparação e o depósito de patentes, as estratégias de patenteamento e ética profissional.