Além de garantir o diferencial dos produtos brasileiros, a Indicação Geográfica também pode abrir caminho para o reconhecimento no exterior e a conquista de novos mercados. Foi o que aconteceu com o vinho do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, que, após obter o certificado de IG, foi reconhecido pela União Européia no ano passado. Este processo deverá ganhar impulso com o auxílio do INPI.
Em viagem a Lisboa (Portugal), na semana passada, Maria Alice Calliari, coordenadora-geral de Outros Registros da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do INPI, iniciou o trabalho na Europa. Ela conheceu a legislação portuguesa (e européia), realizou contatos com especialistas locais e aprendeu como funciona a gestão de produtos de sucesso, como o queijo de Azeitão. O próximo passo é conhecer melhor os procedimentos da Comissão Européia, responsável pela concessão da Indicação Geográfica no continente.
De acordo com Maria Alice, estes contatos são fundamentais para que o INPI possa rediscutir as normas brasileiras e dar subsídios aos produtores que pretendem buscar o reconhecimento em outros países.