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Evento apresenta panorama do sistema de inovação e propriedade intelectual da Suíça

por última modificação: 13/03/2018 19h12
Evento teve apresentações de representantes do IPI

Evento teve apresentações de representantes do IPI

Com a primeira visita de uma delegação do Instituto de Propriedade Intelectual da Suíça (IPI) ao Brasil, foi realizado, no dia 12 de março, no Rio de Janeiro, o evento Podium Talk para discutir a propriedade intelectual (PI) nos dois países. O evento foi promovido pela Swissnex Brazil, que é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Suíça para Educação, Pesquisa e Inovação, visando à promoção do intercâmbio de conhecimentos e ideias relacionadas a esses temas.

O presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, participou do debate, ressaltando a importância da PI em todo o processo de inovação, desde as pesquisas até a chegada dos produtos no mercado. Ele também comentou o trabalho do Instituto para apoiar as empresas a obterem proteções, por meio da divulgação de informações, de tutoriais para busca tecnológica e da oferta de cursos. 

Pimentel pontuou que a equipe técnica do INPI está totalmente empenhada em reduzir o backlog. Além do aumento de produtividade já obtido, o Instituto trabalha com a possibilidade de instituir um procedimento simplificado de deferimento de patentes, proposta que está em análise na Casa Civil da Presidência da República. 

Oferecendo um panorama do sistema de inovação suíço, o chefe de Assuntos Internacionais do IPI, Mathias Schaeli, explicou que o país apresenta condições atrativas para pesquisadores de todo o mundo, aposta no ensino técnico de alto nível e adota um modelo de incentivo menos concentrado no governo central, estimulando a livre iniciativa e a competitividade. A visão foi compartilhada por Felix Addor, vice-diretor geral do IPI, que acrescentou a importância de se ter simplicidade nas regras, nos procedimentos e na cooperação entre empresas e setor público. 

Já o advogado e professor Pedro Barbosa defendeu a necessidade de maior participação do Estado brasileiro, em função das características do ambiente de negócios local, além de destacar o baixo número de mestres e doutores para se dedicarem a atividades de pesquisa. 

Por sua vez, Maria Carmen de Souza Brito, membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI), adicionou outros fatores que estimulam a inovação, como obter patentes em tempo razoável, dispor de um ambiente que favoreça as parcerias entre universidades e empresas e inibir o problema da  pirataria.