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You are here: Home Notícias Brasil corre atrás do prejuízo para produzir tecnologia do biodiesel 22 de November de 2008

Brasil corre atrás do prejuízo para produzir tecnologia do biodiesel



Num momento em que a busca de alternativas ao petróleo tornou-se uma questão de sobrevivência, o Brasil começa a recuperar o tempo perdido em relação às tecnologias do biodiesel. O ranking mundial dos pedidos de patentes ligados ao combustível mostra que o país ainda está longe de países como Estados Unidos, Alemanha, Japão e China, mas apresenta crescimento acima da média internacional.

É o que revela o estudo “Mapeamento Tecnológico do Biodiesel e Tecnologias Correlatas sob o enfoque dos pedidos de patentes”, da pesquisadora Cristina d’Urso de Souza Mendes, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo o estudo, os pedidos brasileiros de patentes relacionados ao biodiesel cresceram dez vezes, passando de dois para 20, entre 2003 e 2006. No mesmo período, o total de depósitos no mundo subiu menos de cinco vezes, saindo de 90 para 427 no mesmo período.

O resultado desta evolução é que, no ranking internacional, o Brasil passou da 13ª posição em 2003 para o 5º lugar, em 2006, atrás apenas dos quatro países citados acima. O crescimento coincide com o lançamento do Programa Nacional da Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), do Governo Federal, que lançou uma série de ações para fomento da pesquisa, desenvolvimento e produção do biodiesel.

A produção de novas tecnologias e seu patenteamento são ações fundamentais para o Brasil ampliar os recursos obtidos com um combustível que ganha espaço mundo afora e para diversificar os produtos nacionais no mercado externo. Atualmente, há uma forte concentração, entre as patentes de brasileiros, para tecnologias de produção de biodiesel, desprezando outras utilidades, como composições e aditivos, catalisadores e aplicações automobilísticas.

Além disso, a pesquisadora ressalta que o desenvolvimento de novas tecnologias é essencial para atender à demanda interna e evitar que, no futuro, o Brasil dependa de tecnologias estrangeiras, que poderiam encarecer o combustível. A legislação brasileira exige um percentual de 2% de biodiesel misturado ao diesel mineral, o que deverá causar uma demanda de 800 mil m³ do combustível neste ano. Para 2015, estima-se uma necessidade 2,2 milhões de m³.

Para chegar a estas conclusões, a pesquisadora analisou mais de quatro mil documentos do mundo inteiro até chegar aos 1.808 pedidos de patentes sobre biodiesel depositados entre 1996 e 2006. Além da análise citada, o estudo ainda apresenta uma avaliação mundial sobre tipos de tecnologias protegidas.

Confira os dois volumes do estudo.