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Academia do INPI ajuda mestrando a implantar NIT em indústria

última modificação: 26/11/2015 11h06
Foto: Natália Calandrini Fábio Lopes é aluno do mestrado

Fábio Lopes é aluno do mestrado

A Academia da Propriedade Intelectual e Inovação do INPI terá, no início de 2016, mais uma defesa de dissertação do seu mestrado profissional. Trata-se do trabalho final do aluno Fábio Lopes Pinto sobre a estruturação do Núcleo de Inovação, Tecnologia e Propriedade Intelectual (NTPI) da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o primeiro núcleo de indústria associado ao Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec).

Há exatos 30 anos, Fábio Lopes concluía o curso técnico em metalurgia na Escola Técnica Pandiá Calógeras, inaugurada em 1944, em Volta Redonda(RJ), para atender à necessidade de mão de obra na montagem e operação da Usina Presidente Vargas da CSN. Depois ele se mudou para Porto Alegre (RS) e se graduou em engenharia metalúrgica pela UFRGS em 1999. Como engenheiro trabalhou em empresas naquele estado, em São Paulo e no Paraná.

O hoje coordenador de Tecnologia e Propriedade Industrial revela que não imaginava estar de volta à sua cidade natal e na própria CSN à frente de um projeto tão importante que já registrou resultados financeiros expressivos.

Criação do NTPI

Foi na Diretoria Executiva de Produção da CSN em Volta Redonda, em 2012, que tudo começou. Fábio Lopes cuidava da gestão dos projetos e de estudos técnicos para a instalação de novas linhas de produção e, a partir das novas questões que surgiam, veio a proposta de estruturar um comitê com foco na gestão da inovação na companhia.

A necessidade da troca de experiências com outras indústrias levou à organização, em 2013, do “1º Encontro de Empresas Inovadoras”, uma parceria da CSN e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com participação da Vale do Rio Doce, Petrobrás, entre outras instituições. O objetivo era conhecer como aquelas empresas enfrentavam seus desafios e obtinham resultados nos processos de gestão da inovação com efeitos no aumento da produtividade.

Daí até chegar ao INPI não demorou muito. Ainda em 2013, uma visita em busca de qualificação em proteção de direitos de propriedade industrial marcou o início de uma parceria de sucesso. A partir dos cursos oferecidos pela Academia do INPI, Fábio Lopes aprofundou seus conhecimentos, o que propiciou o diagnóstico e a identificação da oportunidade de melhoria da gestão dos ativos intangíveis da CSN. Isso levou à proposta de estruturação do NTPI e, em seguida, ao ingresso no mestrado profissional do INPI em dezembro daquele ano por meio de seleção pública.

O Núcleo de Inovação, Tecnologia e Propriedade Intelectual da CSN iniciou suas operações em 2014 para cuidar da gestão da tecnologia e da propriedade industrial, a fim de proteger o negócio e elevar a competitividade da companhia.

Além da proteção de novos produtos e processos, o NTPI se preparou tecnicamente para disseminar a cultura da propriedade industrial dentro da CSN, bem como o uso de bancos de patentes de modo a mapear as tecnologias no segmento do aço e seus concorrentes.

Também foi implantado um novo modelo de cooperação técnica que já soma 12 acordos nas etapas de planejamento e execução, abrangendo a Universidade Federal Fluminense (UFF), o Instituto Militar do Exército (IME), o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e outros centros de tecnologia.

Parceria com o INPI

A professora da Academia do INPI, Rita Pinheiro Machado, destaca que o Instituto vem contribuindo com a crescente expertise instalada nos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) desde 2005, por meio de cursos de noções básicas de PI na modalidade à distância, em convênio com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), cursos de extensão, oficinas de redação e busca de patentes e treinamentos especiais como os de licenciamento tecnológico.

Para Rita Pinheiro Machado, orientadora de Fábio Lopes, a experiência da parceria do INPI com a CSN, por meio da capacitação de seus funcionários e da própria implantação do NTPI, representa um avanço:

– Uma empresa tão tradicional quanto a CSN estar investindo em formar expertise interna para proteção e gestão dos ativos intangíveis é fundamental para a sua manutenção em um ambiente tão competitivo.  

Com artigos publicados no Brasil e no exterior, o futuro Mestre em Propriedade Intelectual e Inovação conta com satisfação que participou, no mês de setembro, do evento “6º Diálogos da MEI”, a convite da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  Afinal, o “Diálogos da MEI” é uma iniciativa que tem por objetivo criar um espaço para fortalecer os debates sobre os temas da Agenda de Inovação Empresarial com presidentes e executivos estratégicos das empresas.

Segundo o próprio Fábio Lopes, graças à Academia do INPI o engenheiro foi transformado em um especialista capaz de propor e estruturar um modelo de núcleo de tecnologia e propriedade industrial para uma grande indústria. E ele completa:

– O apoio e incentivo que recebi da CSN para a realização do mestrado profissional e para a estruturação do Núcleo, que é fruto de um trabalho em equipe, foi possível por se tratar de uma empresa que, além de tudo, reconhece a importância da propriedade intelectual.

Companhia Siderúrgica Nacional

A CSN é um dos maiores grupos industriais do Brasil. Fundada em 1941, foi a primeira produtora integrada de aços planos, um marco no processo brasileiro de industrialização. Em 1993, tornou-se um grupo privado e passou a diversificar seus negócios numa estrutura integrada. Hoje, desenvolve e oferece produtos de alto valor agregado para a indústria automobilística, fabricantes de eletrodomésticos, setor de embalagens e construção civil.

Vina Studart, CGCOM/INPI