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You are here: Home Notícias A língua portuguesa como fator de integração 22 de November de 2008

A língua portuguesa como fator de integração



Num mundo cada vez mais competitivo, a inovação tornou-se o idioma global. Porém, as línguas nacionais, como o Português, ainda ocupam uma posição de destaque como fator de incentivo à cooperação e ao desenvolvimento tecnológico. Foi o que afirmou o presidente do INPI, Jorge Ávila, nesta segunda-feira, dia 30, na abertura do 1o. Seminário Internacional “Propriedade Intelectual nos Países de Língua Portuguesa”, realizado no Rio de Janeiro.

Para Ávila, a língua portuguesa é um estímulo decisivo para a realização de ações conjuntas entre países como Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, entre outros, que reúnem mais de 240 milhões de pessoas mundo afora. Entre estas ações, uma delas já está em andamento: a produção de um banco de dados comum, em português, com informações de patentes, que podem subsidiar novas pesquisas científicas e tecnológicas nos países citados.

Da mesma forma, a elevação do Brasil ao status de Autoridade Internacional de Busca e Exame Preliminar de Patentes (ISA/IPEA, na sigla em inglês) permitirá o depósito internacional no idioma de Camões, incentivando os países de língua portuguesa a participar do Tratado de Cooperação de Patentes (PCT) e conquistar novos mercados para suas tecnologias.

- Podemos dizer que a propriedade intelectual é o grande ativo do século XXI. Portanto, cada vez mais nações se integram à economia do conhecimento. Neste cenário, a língua portuguesa será essencial para facilitar a troca de informações e estimular a inovação em nossos países – disse Ávila.

O presidente do INPI aproveitou para dizer que a Academia de Propriedade Intelectual do Instituto está pronta para realizar parcerias com instituições brasileiras e estrangeiras. Além de oferecer um curso de Mestrado, a Academia pode organizar grupos de pesquisa e para atividades conjuntas, sempre com o objetivo de ampliar o conhecimento e o debate sobre os mecanismos de proteção da inovação.

O evento conta com a coordenação da professora Ana Célia Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e da pesquisadora Cláudia Inês Chamas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Também fazem parte da comissão organizadora os professores Jorge Ferrão, reitor da Universidade do Lúrio (Moçambique), e Manuel Mira Godinho, da Universidade Técnica de Lisboa (Portugal).