Artigo alerta para importância da informação tecnológica
Usar o documento da patente como fonte de informações técnicas e empresariais economiza tempo e dinheiro. Isso é o que garante Alex Todorov, pesquisador do Centro de Divulgação, Documentação e Informação Tecnológica do INPI, no artigo O Uso da Informação Tecnológica no Desenvolvimento e Patenteamento de Biotecnologia. O pesquisador revela que, no Brasil, é uma realidade freqüente universidades investirem, às vezes até dez anos de estudo, em tecnologias já patenteadas.
“Esqueçam um pouco o conceito da patente como um diploma legal concedido pelo Estado (...), e pensem na patente como um documento capaz de fornecer informações”. Assim começa o texto de Todorov, publicado no livro Novas Tecnologias da Genética Humana: Avanços e Impactos para a Saúde, lançado pelo Projeto Ghente e que esclarece a importância do uso da informação contida nos documentos de patente para o desenvolvimento tecnológico e para o próprio pesquisador.
Em seu texto, Todorov aponta os tipos de informações que podem ser extraídas das patentes. Entre elas, o levantamento de que empresa domina certa tecnologia; em que países tal invenção já foi patenteada; a identificação de tecnologias emergentes e a busca para a solução de algum problema técnico.
Além disso, ele explica que é possível o pesquisador, por meio da busca na documentação de patentes, descobrir novas oportunidades de negócios, já que poderá encontrar processos semelhantes ao seu e assim fechar acordos.
Todorov destaca ainda o Programa de Fornecimento Automático de Informação Tecnológica (Profint) do INPI, com o qual empresas podem fazer convênio gratuitamente e receber mensalmente informações atualizadas de pedidos de patentes que estão sendo publicadas em sua área de interesse. Isso permite que essas empresas acompanhem seus concorrentes.
O livro com a publicação de Alex Todorov já está disponível no site do Projeto Ghente. Para lê-lo na íntegra, clique aqui.