
Quarta-feira, 24 de outubro de 2007.
Comentários, dúvidas e sugestões:
sercom@inpi.gov.br
1. R$ 22 milhões para pesquisa em biocombustíveis
2. Chuveiro esperto
3. Biotecnologia ainda engatinha no país
4. Cenário novo para as atividades de transferência de tecnologia agrícola
5. Empresas estrangeiras registram samba e bossa nova como marca
6. União Européia quer intensificar combate ao comércio de produtos falsificados
7. Para justiça, Roche violou patente do Amgen
8. TV no celular amplia rede 3G
9. Google lança versão brasileira de seu serviço de mapas
10. Cientistas querem o dobro do investimento atual em energia limpa
11. Brasil é único país sem subsídio para o etanol, diz OCDE
12. Embrapa inaugura oito laboratórios em SP
13. Guerra de patentes prossegue nos EUA
R$ 22 milhões para pesquisa em biocombustíveis volta
Mídia eletrônica: Agência FAPESP
http://www.agencia.fapesp.br
23/10/2007
Agência FAPESP – Por meio de duas seleções públicas de propostas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pretende investir na formação e fixação de recursos humanos e no estímulo a pesquisas voltadas para a produção de etanol e biodiesel.
Serão investidos, ao todo, R$ 22 milhões provenientes dos Fundos Setoriais de Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), de Agronegócio (CT-Agro) e de Biotecnologia (CT-Biotecnologia).
Segundo o CNPq, o primeiro edital é voltado a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva dos biocombustíveis, que serão realizadas por meio de cursos seqüenciais ou de extensão tecnológica e de projetos voltados ao desenvolvimento de produtos ou processos inovadores.
Profissionais vinculados a empresas ou cooperativas que atuam no setor podem submeter propostas até 23 de novembro. O CNPq investirá R$ 5 milhões entre 2007 e 2009, sendo que pelo menos 70% desse valor será destinado a projetos de instituições sediadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
O segundo edital, criado com o objetivo de estimular atividades científicas e tecnológicas para a produção de etanol e biodiesel, conta com R$ 17 milhões a serem liberados até 2010, sendo 30% destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
As propostas devem abordar aspectos ambientais, econômicos e sociais e enquadrar-se em um dos dois eixos temáticos propostos por esse edital: Avanços científicos, tecnologias de vanguarda e tecnologias com inovações radicais para a produção de etanol; e Avanços científicos e tecnológicos para a cadeia de produção de matéria-prima e industrialização do biodiesel.
As propostas devem ser submetidas até 25 de novembro por instituições e grupos de pesquisa com experiência consolidada na área de bioenergia ou em temas correlatos ainda não plenamente incorporados aos processos de geração de bioenergia.
Os resultados dos dois editais serão divulgados na primeira quinzena de dezembro.
Mais informações: http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/031.htm e www.cnpq.br/editais/ct/2007/039.htm
Chuveiro esperto volta
Mídia eletrônica: Agência FAPESP
http://www.agencia.fapesp.br
Por Marcos de Oliveira
19/10/2007
Pesquisa FAPESP – Foi em pleno banho ao lavar os pés sujos de terra avermelhada que o tecnólogo José Geraldo de Magalhães teve uma idéia ao perceber a água quente se esvaindo pelo ralo. Pensou em desperdício e começou a imaginar um sistema que aproveitasse esse calor para ajudar a esquentar a própria água do chuveiro.
Sete anos depois daquele dia na sua cidade natal, em Rio Vermelho, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Magalhães acompanha, desde setembro, a distribuição gratuita de um lote de 7 mil peças de seu invento para pessoas carentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte num programa elaborado e financiado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Chamado de recuperador de calor para chuveiros elétricos, o sistema possibilita uma redução de 44% no gasto de energia elétrica de uma residência. O recuperador é produzido pela empresa Rewatt Ecológica, da qual Magalhães é um dos sócios.
O funcionamento é simples. Em vez da água da caixa ou da rede de distribuição ir direto para o chuveiro, ela segue por uma mangueira e chega a uma plataforma de plástico reforçado instalada no chão do banheiro, com 58 centímetros (cm) de diâmetro e 4 cm de altura com tapete e estrutura antiderrapante.
Dentro dela existe um trocador de calor feito de alumínio, na forma de um encanamento em espiral, que recupera o calor da água quente do banho e aquece, em cerca de 20 segundos, a água limpa no interior do cano. A água aquecida é levada, por pressão natural ou por um pressurizador, para o chuveiro.
A diferença do novo sistema é que quando a água chega ao aparelho ela já está pré-aquecida em comparação à existente na caixa. Normalmente a água natural parte dos 20º Celsius (C) e é esquentada no chuveiro até 38ºC, que é a temperatura do banho quente no inverno.
“Se ela já estiver com 27ºC, a diferença cai de 18º para 11ºC”, diz a professora Júlia Maria Garcia Rocha, do Grupo de Estudos e Energia (Green) do Instituto Politécnico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Foi ela quem coordenou os dois testes que comprovaram tecnicamente a viabilidade do sistema, primeiro a pedido de Magalhães e depois da Cemig.
“No início, nós não acreditávamos que o recuperador funcionasse. Depois fizemos os testes, o modelamento teórico e, no final, sugestões para melhorar o equipamento”, diz Júlia. “Fiquei tão impressionada que coloquei o recuperador na minha casa.”
Biotecnologia ainda engatinha no país volta
Valor Econômico
João Luiz Rosa
24/10/2007
A maioria das companhias brasileiras de biotecnologia é extremamente jovem, tem a estrutura típica de uma pequena ou microempresa - o que significa poucos funcionários e faturamento restrito, abaixo de R$ 1 milhão - e está concentrada na região Sudeste. Uma boa parte delas, o equivalente a 35,21% do total, está sob o guarda-chuva de uma incubadora de negócios.
É este, em resumo, o cenário traçado por um amplo estudo que será divulgado hoje, em Belo Horizonte, pela Fundação Biominas, uma entidade privada sem fins lucrativos. O trabalho preenche uma lacuna no setor de tecnologia: até agora, pouco ou quase nada se sabia sobre essas empresas no país, incluindo o número de negócios existente.
De acordo com o levantamento, há 71 companhias de biotecnologia no Brasil. A maioria delas (22,5%) está voltada para aplicações na agricultura, uma área que é seguida de perto pela criação de insumos (21,1%), como enzimas e reagentes usadas na produção de outras substâncias.
O número de companhias está dentro das expectativas, diz Eduardo Emrich Soares, diretor presidente da Fundação Biominas. "Em geral, atribuiu-se um total de 1,8 mil a 1,9 mil empresas de biotecnologia na Europa e de igual número nos Estados Unidos. No Brasil, em comparação com esse quadro, o resultado não surpreende", afirma o executivo.
Um estudo publicado pela revista Nature Biotechnology no ano passado, com base em dados de 2004, mostrava que havia 51 empresas na Bélgica e 34 na Noruega - ambos os números inferiores ao brasileiro. Os especialistas da Fundação evitam, porém, fazer uma comparação direta entre os resultados. "De 2004 para cá muita coisa pode ter mudado nesses países", justifica Fernando Pereira, que coordenou a pesquisa na instituição.
Ao todo, 51% das empresas identificadas foram fundadas a partir de 2002. O desempenho delas reflete essa juventude: três quartos da mostra tem faturamento anual máximo de R$ 1 milhão - sendo que 17,9% ainda não tem receita própria - e pouco mais da metade (52%) empregam no máximo nove funcionários.
A pesquisa também mostra que o número de patentes é baixo - quase 85% das companhias ainda não registrou sequer uma patente no país -, mas o resultado não significa, necessariamente, que elas não estejam produzindo inovação, ressalta Pereira.
Para começar, em geral os ciclos de desenvolvimento são mais longos na biotecnologia do que em outras áreas, como a tecnologia da informação. Isso significaria que parte das descobertas ainda está longe de uma conclusão, considerando que as empresas são muito recentes. Além disso, como em geral as companhias são fundadas por pesquisadores acadêmicos, é possível que parte das invenções tenha sido registrada no nome do profissional ou licenciadas por empresas maiores, diz Pereira.
Entre os principais problemas, as companhias de biotecnologia apontam a aquisição de máquinas e equipamentos e o acesso à mão-de-obra especializada. Parte das dificuldades, segundo Pereira, está relacionada ao fato de que essas empresas dependem principalmente de financiamento público, que não pode ser empregado na compra de equipamentos importados. O problema é que a maioria dos aparelhos usados na área não tem similar nacional.
Aos poucos, porém, o cenário está mudando, afirma Soares. "Ao mesmo tempo que o setor de biotecnologia começa a evoluir, os fundos de capital semente começam a se estruturar ao redor da área." A maior parte dos investidores ainda é formada por pessoas físicas, mas a tendência é de que os fundos de participação comecem a atuar no setor, à semelhança do que já ocorre nos Estados Unidos. "O BNDESPar (braço de participações do BNDES) já investiu em dois negócios, a Nanocor e a Genoa", diz o presidente da Biominas.
Atrair os investidores é uma das metas da Biolatina, o congresso latino-americano de negócios em biotecnologia que será realizado em setembro do ano que vem, em São Paulo. Com o evento, que será organizado pela Fundação Biominas, a meta é reunir 1,5 mil participantes e criar uma vitrine de oportunidades, afirma Soares.
Cenário novo para as atividades de transferência de tecnologia agrícola volta
Mídia eletrônica: Agrosoft
http://www.agrosoft.org.br
23/10/2007
No decorrer da evolução socioeconômica das nações, o progresso técnico tem sido o elemento-chave que impulsiona as economias, na busca de padrões de subsistência das sociedades, à medida em que acarreta o crescimento do produto gerado por trabalhador ou o aumento na matriz produto/insumo. Assim, ao longo do século passado, a humanidade alcançou êxito formidável na produção de riqueza e, ao mesmo tempo, conseguiu registrar enormes frustrações e revezes, mensurados pelos vultosos passivos de pobreza social e degradação ambiental.
No caso específico da agricultura, o uso maciço de pesticidas e fertilizantes químicos mudou a estrutura dessa atividade. A indústria convenceu os agricultores de que podiam obter lucros extraordinários em áreas imensas e controlando doenças e pragas com produtos químicos. As conseqüências dessa prática de monocultivo são a grande perda de variedade genética nos campos e, por conseguinte, riscos de grandes áreas cultivadas serem dizimadas por uma única praga. Além disso, as monoculturas têm afetado a saúde das pessoas que residem nas áreas agrícolas. Incapazes de obter uma dieta balanceada, através da produção de alimento cultivados nas proximidades da monocultura, seu estado nutricional as tornam vulneráveis e propensas a enfermidades.
O paradigma de inovação tecnológica na agropecuária sofreu significativas alterações nos últimos anos com o aparecimento de ferramentas inéditas, sobretudo as biotecnológicas. Entra em cena uma nova lógica de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), caracterizadas por um mercado consumidor globalizado, que exige produtos limpos gerados através de processos limpos, sob os aspectos ambiental, moral e ético, e em que são levados em consideração valores culturais e até psicossociais.
A configuração desse novo paradigma tecnológico na agricultura, inspirado nos conceitos de sustentabilidade, requer transformações fundamentais também no padrão de transferência e difusão de tecnologia. A revolução tecnológica ora em andamento induz a que as formas convencionais de ocupação, e da própria estrutura tradicional do trabalho, cedam lugar à automação do processo de produção e o deslocamento da mão-de-obra produtiva para o setor de serviços. Dificilmente será possível acompanhar o ritmo dessas transformações com ao atual sistema de transferência e difusão de tecnologia colocado à disposição dos agricultores brasileiros, sobretudo aqueles da agricultura de base familiar.
Para o aumento da produtividade, tem sido fundamental o acesso a informações técnicas e mercadológicas. Instituições de pesquisa e desenvolvimento, universidades, órgãos de extensão rural, empresas prestadoras de serviços e cooperativas têm contribuído significativamente para o crescimento da produtividade do setor agropecuário, tornando públicas essas informações a um custo relativamente baixo e, em alguns casos, até nulo.
Atualmente, graças ao uso de modernos meios de comunicação, há vários serviços destinados ao produtor rural, como por exemplo: venda de máquinas e equipamentos agrícolas, leilões de animais e sêmen, consultoria, ensino a distância, informações sobre mercado, clima, tecnologias etc. A Internet atua na aproximação dos diversos segmentos das cadeias produtivas, e destas entre si.
Em que pese a existência de inúmeros benefícios quanto à utilização da Internet na agropecuária, alguns empecilhos impedem que seu uso evolua com mais rapidez. O custo operacional dessa tecnologia, a inexistência de eletrificação rural em várias regiões produtoras, além de alguns fatores de natureza cultural com relação ao uso do computador, são algumas barreiras a serem enfrentadas.
Mesmo em algumas regiões brasileiras, onde os esforços e as políticas visando à capacitação de produtores já avançam para um patamar acima da média do país, o ambiente educacional dos agricultores se defronta com sérias dificuldades. Há deficiência no ensino regular básico oferecido nas escolas da zona rural; são precários os programas específicos de capacitação; e, na maioria dos estados brasileiros, são frágeis as relações das redes de extensão rural com as instituições de pesquisa agropecuária, sejam elas públicas ou privadas.
Contrapondo-se a algumas dessas constatações, a Embrapa Tabuleiros Costeiros, numa parceria de êxito com o Departamento de Desenvolvimento Agropecuário do Estado de Sergipe (DEAGRO) e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vem realizando atividades de transferência de tecnologia, principalmente dias de campo, em diversos municípios sergipanos e alguns da Bahia – com culturas alimentares (milho, feijão, feijão-de-corda, mandioca, banana e amendoim); forrageiras alternativas (sorgo, milheto, melancia de cavalo e gliricídia); culturas potenciais para biocombustíveis (pinhão-manso, girassol e mamona); produção animal (pastagem e ovinos). São realizadas também atividades de TT com as culturas do coco, mangaba e citros, além de conservação ambiental. Nos últimos quatro anos, observou-se uma grande evolução quanto à participação dos usuários e clientes nos dias de campo, palestras e cursos de curta duração, com destaque para os pequenos e médios produtores rurais e assentados do Movimento dos Trabalhadores sem Terra.
A integração e as parcerias com outras instituições – públicas e privadas – devem ser incentivadas e fomentadas, no propósito de viabilizar a utilização dos resultados de pesquisa pelos produtores, sobretudo as novas gerações de produtores rurais, como meio de criar oportunidades, destarte elevando o nível de emprego e renda no setor primário.
AUTORIA
José Gouveia de Figueiroa
Mestre em Administração e Comunicação Rural pela UFRPE, Recife (PE)
Analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju (SE)
E-mail: gouveia@cpatc.embrapa.br
Sayonara Marinho Soares Borges
Graduada em Jornalismo pela Universidade Tiradentes, Aracaju (SE)
Aluna de MBA em Marketing Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Recife (PE)
E-mail: sayonara@cpatc.embrapa.br
Empresas estrangeiras registram samba e bossa nova como marca volta
Mídia eletrônica: O Globo Online
http://oglobo.globo.com
Martha Beck, O Globo
23/10/2007
BRASÍLIA - Dois dos mais importantes símbolos da música brasileira - o samba a bossa nova - foram registrados como marcas em outros países. Embora a Prefeitura do Rio tenha publicado recentemente decreto instituindo a bossa nova como Patrimônio Cultural Carioca e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tenha declarado o samba carioca Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, um levantamento do escritório de advocacia Montaury Pimenta mostra que empresas estrangeiras vêm se aproveitando da fama verde-amarela.
Em julho de 2003, a americana Markanna Studios registrou a bossa nova como marca de discos e fitas. E, em dezembro de 2006, na Austrália, a DMG Radio registrou a bossa nova para prestação de serviços artísticos. Há ainda pedidos de registro no Chile (no caso, samba), na Espanha e no Japão.
Segundo o advogado Luiz Edgard Montaury, as empresas detentoras dessas marcas podem impor dificuldades à entrada de um disco de algum artista brasileiro com as palavras samba ou bossa nova no título. Mesmo com chances de o artista ganhar na Justiça, diz, os custos serão elevados. Essa também é a avaliação do presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila:
- Acho esses registros um absurdo. Isso gera um risco muito grande para qualquer gravadora brasileira.
União Européia quer intensificar combate ao comércio de produtos falsificados volta
Mídia eletrônica: Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br
23/10/2007
Bruxelas, 23 out (EFE)- A Comissão Européia (CE) manifestou hoje seu interesse em negociar um novo acordo contra o comércio de falsificações com Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, entre outros países, para ampliar a proteção mundial aos direitos de propriedade intelectual da União Européia (UE).
Com esse objetivo, a CE solicitará um mandato de negociação aos Estados-membros do bloco de países do continente.
Em nota, o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, afirma que "a Europa sempre esteve na vanguarda mundial para proteger a propriedade intelectual e lutar contra as falsificações".
Nela, o comissário ressalta que um novo acordo internacional nesse âmbito "reforçará a cooperação global e estabelecerá novas normas" que permitirão fixar parâmetros adequados mundialmente.
A Comissão lembra que no ano passado, nas fronteiras da UE, foram apreendidos mais de 1,6 milhão de produtos cosméticos e de cuidado pessoal falsos, assim como 1,2 milhão de alimentos e bebidas, o que representa um aumento de 40% em relação a 2005.
Também no ano passado, foram apreendidos na UE mais de 2,7 milhões de remédios falsos, quase 10% do total de remédios vendidos em todo mundo, assim como peças de avião, equipamentos elétricos e brinquedos.
O novo acordo prevê o combate às falsificações por meio de três ações principais, a primeira das quais é o favorecimento "da cooperação internacional para que ela defina parâmetros e melhore a comunicação com as autoridades dos países".
Bruxelas lembra que a UE já avança nessa questão com parceiros comerciais como os EUA, e esses parâmetros poderiam depois ser adotados por outros países que queiram fazer parte do acordo.
Para facilitar a assinatura dele, a UE propôs estabelecer mecanismos de transição e oferecer assistência técnica para incentivar os países em desenvolvimento a apoiá-lo.
O segundo objetivo do acordo é promover, junto ao setor e a parceiros comerciais, o direito à propriedade intelectual por meio de um sistema de aplicação comum.
A CE ressaltou que está "constantemente pressionando" países como a China para que desenvolvam uma legislação contra a falsificação e para que tomem medidas penais contra aqueles que não respeitarem a propriedade intelectual.
A comissão acredita que "uma cooperação mais próxima no âmbito das patentes internacionais pode reforçar a pressão".
A terceira ação seria criar um marco legal moderno e consistente, que reflita como evolui o roubo da propriedade intelectual no mundo, especialmente os sistemas digitais e o aumento dos riscos para a saúde por causa de alimentos e remédios falsificados. EFE ava pb/ma
Para justiça, Roche violou patente do Amgen volta
Gazeta Mercantil
23/10/2007
SÃO PAULO, 23 de outubro de 2007 - A justiça dos Estados Unidos se pronunciou nesta terça-feira a favor do grupo norte-americano de biotecnologia Amgen contra o laboratório suíço Roche, por violação de patente sobre a composição do hormônio EPO. O júri de Boston avaliou que um medicamento contra a anemia, o Micera, produzido pelo laboratório suíço, viola 11 licenças da Amgen relativas à composição do hormônio EPO (eritropoietina), afirmou a empresa norte-americana em um comunicado.
"O Amgen está satisfeito com a decisão e tentará obter uma outra decisão da justiça para proibir a Roche de comercializar (o Mircera) nos Estados Unidos", acrescentou o laboratório. (Redação - InvestNews)
TV no celular amplia rede 3G volta
Folha de São Paulo
DA REPORTAGEM LOCAL
24/10/2007
No Brasil, a Anatel anunciou que a rede de terceira geração (3G) será licitada em 18 de dezembro deste ano, processo que deve propiciar cobertura celular em todos os municípios até 2010 e primeiro passo para a expansão da internet móvel de alta velocidade.
Enquanto isso, do outro lado do mundo, aparelhos de segunda geração (2G) se tornam peça de museu ou lixo: em agosto, as vendas desses telefones no Japão caíram 93%, para 17 mil unidades.
Em compensação, cerca de 4 milhões de celulares 3G entraram no mercado nesse mesmo mês, um crescimento de 50,7% em relação ao ano anterior. Os dados são da Associação da Indústria de Tecnologia da Informação e Eletrônicos do Japão.
A entidade atribui o interesse pelo novo sistema ao crescimento de dispositivos habilitados com receptores de canais da TV digital, que totalizavam 11,7 milhões de unidades vendidas no final de julho.
Na última semana, por exemplo, a operadora japonesa KDDI anunciou para novembro uma linha de celulares em cooperação com a Samsung e a Hitachi. Os aparelhos virão com o sintonizador de TV digital 1Seg, presente no PSP (Playstation Portable).
E as discussões em torno das oportunidades que os celulares oferecem terão um palco especial no mês que vem, quando acontece o Mobidec 2007, em Tóquio. Promovido pelo MCF (Fórum de Contéudos Móveis), o evento debaterá temas como publicidade, comércio via celular, TV digital móvel e conteúdo gerado pelo usuário.
Pelo que se vê, em relação à tecnologia celular, o espaço que separa Brasil e Japão é equivalente à distância geográfica entre os dois países. (CR)
32%
das queixas do site Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br) referem-se a problemas nos serviços de telefonia e a erros nas contas
310
milhões de pessoas têm conta do Hotmail no mundo; no Brasil, são 29 milhões
100
mil novas empresas de tecnologia da informação devem ser criadas nos próximos quatro anos, informa estudo recente da consultoria IDC
US$ 8
milhões é a receita com vendas de programas ilegais pela internet no primeiro semestre deste ano, segundo cálculos da Business Software Alliance
Google lança versão brasileira de seu serviço de mapas volta
Empresa venderá anúncios de texto, chamados links patrocinados, vinculados a endereços no Google Maps
O Estado de São Paulo
Renato Cruz
24/10/2007
O Google lança hoje a versão brasileira do Google Maps, serviço que permite encontrar endereços e traçar rotas na internet. Até o fim do ano, as empresas brasileiras poderão colocar gratuitamente suas informações nos mapas do Google, com nome, endereço, telefone, descrição e até foto. 'Mesmo as empresas que não tiverem um site próprio poderão ter presença na internet', disse Alexandre Hohagen, diretor-geral do Google Brasil. Quem tiver um site, poderá incluir também o endereço da internet no mapa.
Assim como outros serviços do gigante da internet, o modelo de negócios do Google Maps é baseado na receita publicitária. Os anúncios de texto, chamados links patrocinados, aparecem do lado dos mapas. O anunciante poderá vincular o anúncio a uma região geográfica e mostrar no mapa a sua localização, quando o internauta clicar. O Google Maps permite a criação de mashups, que são a combinação das informações do Google com outras aplicações. 'As pessoas podem colocar o Google Maps no seu site e identificar o que quiser', explicou Patrícia Pflaeging.
Os mapas foram fornecidos pela Maplink e o Google fechou parcerias de conteúdo com empresas como Guia da Semana, Oba Oba, Basilico e WebMotors, para abastecer os mapas com informações sobre lugares como restaurantes e concessionárias de veículos.
O laboratório do Google em Belo Horizonte foi o responsável pela adaptação do serviço para o Brasil. 'Começamos em maio do ano passado', contou Bruno Diniz, engenheiro de software que está à frente do projeto. Desde setembro as imagens do Brasil estão disponíveis. Em maio, começou a ser possível identificar endereços e, em julho, traçar rotas. A partir de hoje, dá para fazer buscas por temas, como 'pizzaria no Itaim'.
O Apontador, empresa brasileira especializada em mapas, vê como positiva a entrada do Google no mercado local. 'O Google é mais um parceiro que um concorrente', afirmou Rafael Siqueira, diretor de Tecnologia do Apontador. Hoje, a principal fonte de receita da empresa são projetos de mapas para terceiros, como Vivo, Nextel, Claro e Globo.com. 'O Google permite criar aplicações na sua plataforma, mas não desenvolve os projetos, o que é uma oportunidade para nós.' Siqueira não descarta desenvolver aplicações para o Google Maps, apesar de ter tecnologia própria.
O gerente de Informática do Guia Mais, Luiz Marcelo Correa, afirmou que a chegada do Google deve ampliar o mercado. 'Temos um conteúdo que nos diferencia', disse Correa.
Mais informações no site link.estadao.com.br
Cientistas querem o dobro do investimento atual em energia limpa volta
O Estado de São Paulo
The New York Times, Nova York
24/10/2007
Especialistas em energia reunidos pelas academias científicas mundiais anteontem recomendaram fortemente que as nações se afastem do carvão e de outros combustíveis - principais fontes dos gases causadores do efeito estufa e do aquecimento global - e ofereçam novas opções de energia para os 2 bilhões de pessoas que ainda cozinham seus alimentos queimando lenha ou estrume.
Num relatório encomendado pelos governos da China e do Brasil, os 15 especialistas recomendaram, no mínimo, uma duplicação dos orçamentos de pesquisa em energia tanto públicos como privados e um encargo firme - e crescente - sobre as emissões de gases causadores do efeito estufa para estimular uma transferência dos investimentos para tecnologias mais limpas e mais eficientes.
O relatório Iluminando o Caminho - Rumo a um futuro de energia sustentável, de 200 páginas, foi postado online em www.interacademycouncil.net pelo InterAcademy Council, uma associação que representa as 150 academias científicas e de engenharia do mundo. Bruce Alberts, ex-presidente da Academia Nacional de Ciências dos EUA, disse que as academias defenderiam as propostas com os respectivos governos.
O relatório inclui uma série de recomendações de pesquisas, políticas econômicas e iniciativas de longo prazo no setor privado. Três pontos foram destacados como merecedores de atenção imediata: aumento da eficiência do uso de combustíveis fósseis; desenvolvimento de técnicas para capturar e armazenar, com pouca despesa, os bilhões de toneladas de dióxido de carbono emitidos e sistemas para obter energia do sol e de outras fontes renováveis.
Brasil é único país sem subsídio para o etanol, diz OCDE volta
Organização prevê crescimento de 161% na produção brasileira e acusa países ricos de ampliar apoio estatal
O Estado de São Paulo
Jamil Chade
24/10/2007
O Brasil vai aumentar em 161% sua produção de etanol até 2016, somando 44 bilhões de litros do combustível e quase 500 milhões de toneladas de cana. O País ainda é o único onde a produção de etanol não precisa hoje de subsídios governamentais para ser competitivo, mesmo que o barril do petróleo caia para US$ 35. As projeções foram divulgadas ontem pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que acusa os países ricos de estarem transferindo os subsídios que o Brasil tanto combateu na agricultura para os biocombustíveis.
A OCDE não esconde que a demanda crescente pelo etanol - dentro e fora do Brasil - deve ser um dos principais fatores que influenciarão os demais mercados de commodities nos próximos dez anos. Segundo o levantamento, os subsídios dos demais países estão distorcendo o mercado mundial, e devem aumentar ainda mais. Apenas em 2006, entidades de pesquisa revelam que esse apoio teria sido de US$ 7 bilhões.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a produção de etanol deve crescer em 50% em 2007 e dobrará até 2016. Em dez anos, 110 milhões de toneladas de milho serão usados para o combustível e 46 bilhões de litros serão produzidos. Além dos subsídios, o que explica a alta, segundo a OCDE, são também as barreiras à importação para manter afastada a concorrência.
Na Europa, o crescimento do etanol será de 170% entre 2006 e 2010, mas a partir de uma base menor. Por isso, os europeus não conseguirão chegar à meta de produzir 5,75% do combustível que necessitam a partir do etanol até 2010. As projeções são de que chegarão a 3,3%, com 30 bilhões de litros.
Mesmo assim, países como Alemanha, França, Suécia e Reino Unido estão implementando esquemas fiscais para favorecer a produção e consumo.
Mas o avanço do etanol nos países ricos teria um custo. 'O Brasil é o único país onde a produção de etanol é viável e pode ocorrer sem apoio do governo. Nos demais países, a produção é amplamente subsidiada e distorciva. O milho nos Estados Unidos, por exemplo, claramente é inviável', disse o chefe da divisão de Comércio da entidade, Stephan Tangermann.
Um dos efeitos do etanol é a pressão nos preços de alimentos, já que haveria uma competição por terras entre os usineiros e os demais produtores. Projeções feitas em 2006 apontam que óleos vegetais ficariam 15% mais caros até 2016 por causa do etanol, com alta de 7,5% no milho e 5% no trigo.
'Essa alta poderá ser ainda maior', disse Tangermann. Ele destacou ainda as preocupações ambientais e o fato de não haver clareza sobre os efeitos do etanol nas economias. Na Europa, 55% da produção de sementes vegetais irão para os biocombustíveis, ante 30% do milho nos Estados Unidos.
BRASIL
Pelas estimativas da OCDE, 60% do açúcar produzido no Brasil será destinado ao etanol até 2016, ante 51% em 2006. Mas a entidade garante que isso não significa que faltará açúcar. Pelo contrário, o País dominará 50% das exportações mundiais de açúcar em dez anos, ante 40% hoje. Atualmente, o País já é o maior produtor mundial de açúcar e etanol. Mas o domínio será ampliado graças a um aumento de produtividade e queda nos custos de produção, e o País continuará a ser o principal fator de influência no preço internacional do produto.
Embrapa inaugura oito laboratórios em SP volta
O Estado de São Paulo
24/10/2007
Ontem a Embrapa Informática Agropecuária, em Campinas (SP), inaugurou novo prédio para abrigar oito laboratórios de pesquisa da unidade. O novo espaço vai abrigar também a Agência de Inovação da Unicamp (Inova), e parte da Incubadora de Empresas da Unicamp (Incamp). As obras do edifício terminaram em abril e o investimento total foi de R$ 778 mil.
Guerra de patentes prossegue nos EUA volta
Mídia eletrônica: Convergência Digital
http://www.convergenciadigital.com.br
Da redação
23/10/2007
A Qualcomm, em comunicado à imprensa nos Estados Unidos, anuncia ter obtido vitória inicial na disputa de patente contra a Nokia, depois de o juiz Paul Luckern ter recomendado o encerramento da investigação da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC), a partir de queixa apresentada pela fabricante finlandesa de celulares.
Segundo informe da Qualcomm, o juiz Paul Luckern emitiu uma "determinação inicial" que, efetivamente, encerra a investigação iniciada por uma queixa da Nokia ao ITC. Em abril deste ano, quando encerrou o contrato de licenciamento de patentes entre as partes, as empresas iniciaram uma série de batalhas legais envolvendo uso de tecnologia CDMA.
A disputa acirrou a tal ponto que a Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, desistiu de produzir terminais CDMA, e briga pela questão da 3G e o WCDMA. No primeiro semestre, a gigante finlandesa foi ao ITC para solicitar a proibição da importação de terminais móveis com chipsets da Qualcomm, em função da disputa legal em torno de patentes.
A Qualcomm, por sua vez, agora, afirma que o juiz Paul Luckern acatou o seu pedido de encerrar a investigação "tendo em vista a arbitragem legal pendente entre as partes no que se refere ao acordo de licenciamento de 2001". Ainda conforme a empresa, a decisão será final, a não ser que a Comissão decida revê-la dentro dos próximos 30 dias.
No mês de setembro, o ITC interrogou as partes a partir da queixa apresentada pela Qualcomm contra a Nokia, acusando a fabricante de celulares de infringir três de suas patentes. Uma decisão final sobre o caso, no entanto, só deverá sair no ano que vem. A vitória parcial diante da Nokia não significa o fim da guerra de patentes de 3G.
A Qualcomm ainda tem pela frente uma disputa com a Brodcom, que obteve uma liminar junto ao ITC para a suspensão da importação de telefones com chipsets da Qualcomm, medida que foi suspensa através de um recurso de apelação da companhia norte-americana. A questão permanece em julgamento, ainda sem data final para a proclamação de uma sentença.
A guerra de patentes levou uma série de fornecedores, principalmente os asiáticos, a solicitarem medidas judiciais para continuarem vendendo seus aparelhos nos Estados Unidos. Na Europa, a Qualcomm também passa por uma investigação da Comunidade Européia.
*Com tradução do Portal Cnet.News e do jornal Financial Times