
Sexta-feira, 30 de novembro de 2007.
Comentários, dúvidas e sugestões:
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1. Vale vai investir US$ 50 milhões em novo logotipo
2. Brasil ocupa a última posição na lista dos centros de dados 'verdes'
3. Ranking global lista companhias mais inovadoras
4. Alunos brasileiros ficam entre os últimos em ciências
5. Ciência cresce mais no Norte, afirma CNPq
6. Novos produtos já unem internet, telefone e TV
7. Google vai investir em projetos de energia renovável
Vale vai investir US$ 50 milhões em novo logotipo volta
Valor Econômico
Francisco Góes e Rafael Rosas*
30/11/2007
Vale é a nova marca da Companhia Vale do Rio Doce. A empresa quer implementar a nova identidade visual o mais rápido possível nos 30 países onde tem operações. Mas a mudança poderá demorar até quatro anos para ser concluída e exigirá investimentos de US$ 50 milhões. O nome CVRD continuará a ser usado unicamente como razão social da companhia. As empresas controladas também adotarão a marca Vale.
A CVRD Inco, no Canadá, passará a ser Vale Inco. A compra da empresa canadense por US$ 17,6 bilhões, em 2006, foi o principal movimento da mineradora brasileira no seu processo de internacionalização. Passada a compra da Inco, a Vale considerou que era o momento de unificar sua identidade, missão e objetivos. A estratégia é transformar a Vale em uma marca global.
O novo nome é acompanhado de um logo dourado e verde na forma de V que, segundo o presidente da companhia, Roger Agnelli, tem vários significados: "Pode ser um coração, o símbolo de infinito, mas também pode significar a mineração a céu aberto, um plano de lavra", disse o executivo. O verde, segundo ele, é o respeito à natureza e o dourado significa a riqueza da companhia, sobretudo de seus recursos humanos.
O novo posicionamento de comunicação e a nova marca foram criados pela americana Lippincott Mercer, especializada em design e estratégia de marcas, e sua parceira no Brasil, a Cauduro Martino. A agência Africa criou a campanha publicitária a ser veiculada no Brasil e em países como Canadá, Estados Unidos e Reino Unido.
Agnelli recebeu ontem no Rio executivos da Vale de todo o mundo para apresentar a nova marca. O objetivo é ter uma identidade única que expresse atributos que vão resultar em atitudes comuns nos países onde a empresa está, respeitando diferenças locais, disse Olinta Cardoso, diretora de comunicação institucional da Vale.
Na entrevista, Agnelli falou sobre o cenário de preços do minério de ferro. Disse que a tendência é de alta, mas não fez projeções sobre percentuais e prazos para encerramento das negociações. Ele também afirmou que a Vale vem conversando com clientes estrangeiros para atrair mais uma siderúrgica para o Brasil. O esforço inclui usinas brasileiras, como a Usiminas, que a Vale gostaria de vê-la se expandindo. (* Do Valor Online)
Brasil ocupa a última posição na lista dos centros de dados 'verdes' volta
Valor Econômico
João Luiz Rosa
30/11/2007
Com paisagens como a floresta amazônica e o Pantanal, não é difícil entender porque a imagem do Brasil é freqüentemente associada à natureza. Uma pesquisa da fornecedora americana de software Symantec mostra, no entanto, que no campo dos centros de dados - as instalações em que as empresas armazenam suas informações -, o país ainda tem muito pouco de verde.
No levantamento, feito com 800 gerentes de centros de dados de grandes empresas, o Brasil ficou em 14º lugar - a última posição - entre os países consultados sobre as transformações para tornar esses lugares mais verdes. Na concepção da pesquisa, verde significava estar pelo menos na fase de teste de alguma medida de preservação ambiental, como conservação de energia e substituição de fontes energéticas poluidoras.
De acordo com a mostra, apenas 36,5% das empresas já iniciaram esses esforços no país, contra 63,5% que permanecem fora da onda verde. Austrália, Estados Unidos, França, Japão e Itália também apresentaram índices inferiores a 50%. Na outra ponta, a China ficou na frente, com 73%.
Embora a pesquisa não tenha tido o objetivo de aprofundar-se nas razões que diferenciam os países, a percepção é de que a posição brasileira reflete um dilema típico do país: o do crescimento econômico versus a falta de infra-estrutura. "Com o avanço da economia, a preocupação das empresas brasileiras é adequar-se às exigências do crescimento", diz Marcelo Silva, diretor de consultoria da Symantec. A prioridade estaria em investir na infra-estrutura para garantir que um apagão ou outro risco do gênero limitasse as oportunidades de negócio. A preocupação ambiental só viria mais tarde.
Na China, onde a discrepância entre crescimento econômico e falta infra-estrutura é ainda mais flagrante, a preocupação demonstrada pelas empresas pode significar um esboço de reação à imagem do país, que está no rol dos menos preocupados com o ambiente, comenta Silva.
A pesquisa da Symantec mostra que, em todos os países, ainda há uma grande distância entre a intenção preservacionista e a concretização desses planos. Quase três quartos dos entrevistados disseram estar interessados em adotar alguma estratégia ambiental em seus centros de dados, mas a cada sete companhias analisadas, apenas uma foi bem-sucedida e adotou alguma ação desse tipo.
Para as empresas de tecnologia, o quadro representa uma grande oportunidade de negócio na oferta, afirma Silva. "Apesar da distância entre as intenções e a concretização, a pesquisa mostra que 71% do universo pesquisado diz considerar a questão, o que significa que cinco em cada sete empresas já levam o tema a sério", diz ele.
A cada vez que a infra-estrutura de uma empresa dá mostras de chegar perto de sua capacidade, a reação mais comum é comprar equipamentos, afirma Silva. O foco é nos servidores, que administram os recursos de uma rede, e nas máquinas de armazenagem de dados. O problema, diz o executivo, é que muitas vezes não são consideradas questões que impactam o ambiente, como o espaço disponível para guardar os equipamentos, a capacidade da rede elétrica e a necessidade de refrigeração. "O investimento total pode ser algumas vezes maior que o custo do equipamento."
Agora, como forma de resolver o problema, dois conceitos estão ganhando força: o da consolidação - a troca de um grande número de máquinas por menos equipamentos, mais poderosos - e o da virtualização, a criação de máquinas virtuais dentro das reais. Na pesquisa, 51% dos entrevistados disseram ter planos de consolidação e 47%, de virtualização.
É nesses mesmos dois conceitos, fortemente baseados em software e serviços, que as empresas de tecnologia podem explorar novas oportunidades, afirma Silva. O exemplo é da própria Symantec. Há alguns meses, a empresa, da área de segurança digital, comprou a Veritas, para entrar no segmento de software para gestão de equipamentos.
Ranking global lista companhias mais inovadoras volta
Valor Econômico
André Borges
30/11/2007
Por US$ 999, o site americano 23andMe envia para a sua casa um pequeno kit com um manual e um tubo plástico, onde você armazena sua saliva e a envia para a empresa. Daí é esperar alguns dias para receber, na porta da sua casa, um histórico detalhado sobre seu código genético, a árvore genealógica e os traços hereditários que levaram você a ser exatamente quem é.
São propostas como essa (ainda restrita aos Estados Unidos) que levaram a 23andMe - que tem seu nome inspirado nos 23 pares de cromossomos que formam o genoma humano - a ser apontada como uma das 39 empresas mais inovadoras do mundo, segundo o ranking Technology Pioneers 2008, elaborado todo ano pelo Fórum Econômico Mundial.
A proposta do Fórum é mapear o que há de mais promissor em inovação nas áreas de biotecnologia e saúde; energia e meio-ambiente; e tecnologia da informação. Neste ano, o ranking recebeu inscrições de 273 companhias de diversos países. Depois de uma seleção feita por empresas de capital de risco, especialistas de cada setor, professores e jornalistas, chegou-se a lista final.
Inovações à parte, a seleção do Fórum não chega a surpreender. Das 39 companhias apontadas pelos especialistas, 23 têm sede nos Estados Unidos, um volume de participação já identificado nos rankings dos últimos anos. "Os americanos são e devem continuar a ser os grandes vencedores", disse ao Valor o diretor do Technology Pioneers, Rodolfo Lara, em entrevista por telefone. "Além da cultura de inovação, os Estados Unidos contam com o acesso fácil a capital de risco, o que é fundamental para patrocinar novos projetos."
O Brasil, assim como todos os países da América Latina, ficaram fora da lista. Lara não revela se empresas brasileiras chegaram a se inscrever na disputa, mas afirma que a participação de companhias da América Latina não atingiu 10% das inscrições. No ranking dos pioneiros tecnológicos, há espaço para três empresas de Israel e três da Suíça. Reino Unido e Suécia também marcam presença, com duas companhias de cada um.
"Acredito que o Brasil tem tudo para figurar no ranking em dois, três anos", disse Lara. "O país está trabalhando nessa direção e provavelmente terá muitas novidades nas áreas de biotecnologia, energia e tecnologia da informação."
Segundo o diretor do concurso, os critérios de seleção levam em consideração, principalmente, o impacto que a inovação pode gerar para a sociedade e para o mercado no médio ou longo prazo. Também são considerados fatores como proposta visionária e autenticidade, características que sinalizam para uma futura liderança da empresa no mercado em que atua.
A seleção de 2008 não traz qualquer empresa da China, país que promete engolir boa parte do mercado global de serviços de tecnologia nos próximos anos. Por outro lado, não ignora promessas como a da indiana Neurosynaptic, especializada em telemedicina. A empresa criou um dispositivo que, remotamente, coleta informações como batimentos cardíacos, temperatura e pressão do usuário. Caso algo esteja errado com a saúde do paciente, o aparelho dispara um sinal para a empresa, que automaticamente diagnostica o problema e indica sua solução.
Da Rússia, o destaque ficou por conta do Yandex, portal de internet que, a despeito de gigantismo de empresas como o Google, consegue ser a maior fonte de busca de informações naquele país, com 4 milhões de visitantes diários navegando em suas páginas.
As 39 empresas escolhidas neste ano, diz Rodolfo Lara, participarão do encontro do Fórum Econômico Mundial, que acontecerá em Davos, Suíça, entre os dias 23 e 27 de janeiro de 2008. Em sua edições anteriores, o concurso já listou nomes como Google, Corel, Mozilla e Business Objects.
A agenda também inclui participação no Encontro Anual de Vencedores, na cidade de Tianjin, China, em setembro. Na lista de convidados consta o nome de pessoas como Anne Wojcicki, executiva que já ficou famosa antes mesmo ser reconhecida pela proposta inovadora da 23andMe, fundada com a sócia Linda Avey. Em maio, Anne viu sua empresa ser condecorada com um aporte de US$ 3,9 milhões feito por seu próprio marido, um mimo de Sergey Brin, o co-fundador do Google.
Alunos brasileiros ficam entre os últimos em ciências volta
Brasil ficou em 52º lugar entre 57 países em ranking que compara qualidade de ensino
País ficou à frente apenas de Colômbia, Tunísia, Azerbaijão, Qatar e Quirguistão; Finlândia teve o melhor desempenho
Folha de São Paulo
ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
30/11/2007
Uma comparação da qualidade da educação em 57 países mostrou que o desempenho médio dos estudantes brasileiros de 15 anos é suficiente apenas para colocar o país na 52ª posição do ranking que mede o aprendizado em ciências.
O resultado foi divulgado ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que, de três em três anos, aplica o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos) com o objetivo de comparar a qualidade da educação em diversos países. No ano passado, a ênfase da prova -que já focalizou as áreas de leitura e matemática em anos anteriores- foi em ciências.
O relatório completo do Pisa só será conhecido na terça-feira, mas ontem a OCDE divulgou os primeiros rankings, que mostram a Finlândia com o melhor desempenho, seguida de Hong Kong e Canadá. O Brasil ficou à frente apenas de Colômbia, Tunísia, Azerbaijão, Qatar e Quirguistão, o pior.
No entanto, como há um coeficiente de variação das médias em cada país, a posição brasileira pode variar entre a 50ª, no cenário mais positivo, e a 54ª, no mais negativo. Por causa disso, o Brasil está tecnicamente empatado com Indonésia, Argentina, Colômbia e Tunísia.
Apenas seis países da América Latina fazem parte do Pisa. O mais bem colocado na lista foi o Chile (40ª posição), seguido de Uruguai (43ª) e México (49º). Todos, no entanto, ficaram abaixo da média dos membros da OCDE (que congrega 30 países, em sua maioria europeus e da América do Norte).
Como o programa é de livre adesão, Índia, China e quase todos os países africanos, por exemplo, não participam.
Para o presidente do Inep (instituto de avaliação do Ministério da Educação), Reynaldo Fernandes, a posição do Brasil "não é boa", mas era esperada, já que os outros países, na maioria, são desenvolvidos e porque outras avaliações já haviam apontado baixo desempenho dos estudantes brasileiros em outras áreas. "Não é um caso específico de ciência."
Jorge Werthein, diretor-executivo da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana e ex-representante da Unesco no Brasil, diz que os resultados expõem a necessidade de investir no ensino de ciências desde cedo nas escolas públicas.
"A imensa maioria das escolas públicas de ensino fundamental no Brasil não tem ensino de ciências, nem professor capacitado para isso. É por isso que poucos alunos chegam ao ensino médio interessados e com bom desempenho nas disciplinas dessa área", afirma.
Para ele, o resultado não pode ser considerado aceitável. "Lamentavelmente, mais uma vez aparecemos atrás de países da América Latina e muito defasados em relação aos países desenvolvidos. Ontem, ao ler [o jornal espanhol] "El País", vi que eles consideram inaceitável a 31ª posição da Espanha. Se é inaceitável para eles, tem de ser para nós também."
O presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Marco Antonio Raupp, afirma que há uma disparidade entre o desempenho dos estudantes jovens e os rankings mundiais de produção científica.
No último, produzido pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o Brasil ficou na 15ª posição -a lista, porém, tem apenas 30 países. "Foi feito um grande esforço [do governo federal], com agências voltadas à pós-graduação, mas nada comparável foi realizado em relação ao ensino fundamental."
Ele apontou como um dos problemas a falta de professores qualificados para o ensino de ciência -relatório recente do Conselho Nacional de Educação apontou que apenas 9% dos docentes de física da rede pública têm formação específica; em química, apenas 13%.
Ciência cresce mais no Norte, afirma CNPq volta
Folha de São Paulo
30/11/2007
A Amazônia foi o lugar do país onde a ciência mais cresceu nos últimos anos. Dados do Diretório Nacional dos Grupos de Pesquisa, divulgado ontem pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), mostram que o número de grupos de pesquisa na região Norte do país cresceu 21% entre 2004 e 2006. Nas regiões Sul e Sudeste o crescimento foi de apenas 5%.
Mesmo assim, a participação de Norte, Nordeste e Centro-Oeste no total da pesquisa nacional é pequena: subiu de 24% para 26%.
O censo (dgp.cnpq.br/ censos/index.htm) mostra ainda que a medicina é a área que concentra o maior número de linhas de pesquisa (4.928). A agronomia vem em segundo, com 4.363 linhas. (DA REDAÇÃO)
Novos produtos já unem internet, telefone e TV volta
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Por AE
Agência Estado
29/11/2007
O brasileiro começa a experimentar na prática a convergência tecnológica. Até pouco tempo atrás a integração da telecomunicação com a computação e a internet na captura e difusão de informações em qualquer lugar do planeta só constava no discurso das companhias em operação aqui. Só ontem, por exemplo, quatro empresas deram passos importantes na direção da convergência tecnológica.
A Vivo, operadora líder no mercado de telefonia celular no País, fechou uma parceria com a Positivo, que detém um terço do mercado de computadores. A partir de agora, tanto os computadores de mesa da companhia como os notebooks sairão da fábrica com um software embutido que permite ao comprador optar pelo acesso à internet por meio da rede de celular da Vivo. O acesso não é de graça.
Também ontem a Philips do Brasil, tradicional fabricante de aparelhos de imagem e som, anunciou que vai produzir notebooks no País, uma experiência inédita da corporação mundialmente. "Até 2010 queremos ter 10% do mercado brasileiro de notebooks, que deverá atingir entre 5 e 6 milhões de unidades”, afirmou o gerente geral de Desenvolvimento de Novos Negócios Philips, Caio Catto.
No mesmo dia em que a Philips anunciou a entrada no segmento de informática, a gigante japonesa Sony informou que vai produzir no Brasil dois modelos de notebooks. Segundo Bob Ishida, presidente mundial da Vaio, a marca de notebooks da companhia, os equipamentos terão tecnologia “Full HD”. Isso significa que esses computadores podem exibir vídeos de alta definição, com a mesma qualidade de imagem da TV digital aberta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Google vai investir em projetos de energia renovável volta
Mídia eletrônica: Portal Exame
http://portalexame.abril.com.br
28/11/2007
Gigante do ramo de internet não descarta operar algumas plantas de geração de energia
EXAME Depois de dominar o panorama da internet com sua ferramenta de buscas, e de anunciar há algumas semanas parcerias para desenvolver um software aberto para aparelhos de celular, o Google lança-se em uma nova empreitada: a geração de energia renovável. De acordo com Larry Page, um dos fundadores do Google, a empresa está disposta a investir centenas de milhões de dólares em iniciativas que barateiem a energia renovável. Sua intenção é apoiar projetos capazes de gerar 1.000 megawatts de eletricidade, a um custo de até três centavos de dólar por quilowatt-hora. A esse preço, a energia seria capaz de competir com a gerada pelas usinas térmicas nos Estados Unidos, mesmo com os subsídios públicos a essa fonte.
De acordo com o americano The Wall Street Journal, o Google poderia, também operar algumas das usinas energia, preferencialmente as próximas de seus centros de computação que mantêm em funcionamento a poderosa ferramenta de buscas que o transformou na maior empresa de internet do mundo, além de outros serviços online. O financiamento envolverá não apenas os recursos do Google, mas também de seu braço de filantropia, o Google.org. No ano que vem, a intenção é criar um grupo de pesquisas de energia renovável na organização.
O interesse da empresa recai, sobretudo, em projetos de geração de energia solar, geotérmica e eólica. "Estamos confiantes de que poderemos realizar esses projetos em anos, e não em décadas", afirmou Page. Segundo ele, embora um volume considerável de recursos seja canalizado, todos os anos, para projetos de energia renovável, pouco tem sido feito para baratear essas fontes de energia e torná-las competitivas frente aos combustíveis fósseis.
O outro co-fundador do Google, Sergey Brin, informou que a empresa vai encorajar seus parceiros a licenciar as tecnologias desenvolvidas por baixos preços, a fim de difundi-las rapidamente. Um dos objetivos será viabilizar a geração de energia nas regiões do planeta onde a população ainda não é atendida. Pelos seus cálculos, 1,6 bilhão de pessoas – cerca de 25% dos habitantes da Terra – ainda não contam com eletricidade em seus lares. "Não sentimos que queremos ser donos de todo esse bolo. Queremos ajudar a resolver o problema", afirmou Brin. Uma das empresas já apoiadas pelo Google é a Makani Power, sediada na Califórnia. A companhia desenvolve uma tecnologia para gerar energia eólica em grandes altitudes.
Em 2006, 49% de toda a energia gerada nos Estados Unidos veio de fontes não-renováveis, como carvão mineral. A energia renovável, já excluídas as hidrelétricas, representou apenas 2,4% da matriz americana.