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14/05/2008

  

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Quarta-feira, 14 de maio de 2008.
Comentários, dúvidas e sugestões:
sercom@inpi.gov.br

 

1. Brasileiro perde eleição para a direção-geral da Ompi por um voto
2. Em reunião inédita, Brasil busca posição comum sobre etanol
3. Brasil perde liderança de agência de patentes
4. UE vai avaliar se política industrial fere regra da OMC
5. Áustria poderá rever plano de uso de biocombustíveis
6. Consumidor 'verde' já é visto como um risco aos negócios
7. Desoneração é insuficiente para tecnologia cumprir meta
8. Australiano é eleito diretor da agência de patentes da ONU
9. 22 mil produtos são lançados por mês, mas 80% fracassam
10. Pequim oferece recompensa a quem combater venda de produtos piratas


Brasileiro perde eleição para a direção-geral da Ompi por um voto  Volta

Mídia Impressa: Valor Econômico
Assis Moreira
14/05/2008

Por um mísero voto o candidato brasileiro José Graça Aranha foi derrotado ontem para a direção-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi). E a suspeita foi de que faltou voto justamente do lado de países em desenvolvimento, grupo no qual o governo Lula acredita ter influência. O suspense durou até o último voto, quando o australiano Francis Gurry ganhou por 42 a 41, num racha entre Norte e Sul na entidade que, através de seus tratados, regulamenta a produção, distribuição e uso de tecnologia e do conhecimento no planeta.

A briga foi acirrada entre 14 candidatos pelos votos de 83 países membros. A campanha brasileira foi elogiada de maneira geral. A articulação deu resultado além do previsto: Graça Aranha foi o segundo do começo ao fim, e em cada rodada aumentava seus votos. Mas o resultado foi mais doloroso justamente pela suspeita de onde faltou o apoio no último momento na votação secreta. No penúltimo turno, o australiano ficou com 35 votos, o brasileiro com 29 e o candidato paquistanês com 19. O acerto era de os votos do paquistanês passarem para o brasileiro e assim o Sul obteria a direção de uma organização-chave na área de tecnologia. Só que na rodada final, sete votos foram para o australiano.

"Eles prometeram que iam transferir os votos, mas não fizeram", admitiu o embaixador brasileiro em Genebra, Clodoaldo Hugueney, numa referência a alguns países africanos, os principais suspeitos. "Tivemos voto de países industrializados, mas perdemos a África", desabafou um diplomata latino-americano que trabalhou pela candidatura brasileira. Portugal anunciou explicitamente que votou pelo Brasil. Itália e Espanha teriam feito o mesmo, assim como alguns países do Leste Europeu.

Hugueney mencionou "pressões" para países em desenvolvimento concentrarem votos no australiano e reconheceu que o "mundo em desenvolvimento" não está ainda sólido.

Os Estados Unidos, que mandaram carta aos países pedindo votos para o australiano e quatro candidatos - do México, Eslovênia, Japão e Quênia -, minimizaram um confronto Norte-Sul na entidade. Mais tarde, John Dudas, diretor da área de patentes, em Washington, disse que gostaria de ver o Brasil melhorar a proteção de patentes e que os EUA estão dispostos a colaborar com o país.

Em nota divulgada de Roma, o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, destacou que a votação recebida, "ademais de ressaltar as qualidades do candidato brasileiro, marca o reconhecimento do papel do Brasil na defesa de um regime de propriedade intelectual que seja um instrumento efetivo para o desenvolvimento, especialmente dos países mais pobres". Segundo ele, "o Brasil continuará a lutar na OMPI e nos demais foros em favor deste objetivo".

Para o Brasil, a mensagem da votação apertada foi de que agora, mais do que nunca, a Ompi precisa ouvir atentamente os países em desenvolvimento. O diretor eleito, Francis Gurry, reconheceu isso ao enfatizar imediatamente como "prioritária" a agenda do desenvolvimento liderada pelo Brasil e Argentina. A agenda tem 45 recomendações para dar novo rumo à Ompi e a seu arcabouço jurídico sobre patentes.

A lista de organizações importantes onde o governo Lula perde votação aumenta. Já tinha perdido a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), onde apresentou a candidatura de Seixas Correia. Fracassou na tentativa de obter a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para João Sayad. E não conseguiu votos suficientes para obter o comando da Organização Internacional de Telecomunicações para Roberto Blois.

Ontem à noite, o Itamaraty quis contrabalançar esse desempenho com uma lista de "eleições vitoriosas", como a presidência da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico, que não tem comparação com a OMC ou a Ompi, e a eleição de brasileiros em outros 32 comitês ou comissões.

O presidente Lula engajou-se diretamente na campanha da Ompi. Levou o candidato para a conferência da Unctad, em Acra (Gana), onde encontrou outros presidentes e ministros. As embaixadas se mobilizaram em volta do mundo. E Graça Aranha apresentou-se como um "moderado", apesar das suspeitas dos EUA e de alguns industrializados sobre a postura brasileira na área de propriedade intelectual.

Depois da eleição, as menções implícitas a supostas negociatas ocuparam o burburinho do coquetel na Ompi. Um diplomata brasileiro comentou que o Brasil tinha feito campanha "só com seu prestígio". Mas certos delegados disseram que o país teria acenado com apoio político em outros fóruns e em cooperação "mais abrangente" para as nações pobres, para obter votos. Quanto ao candidato vencedor, que já trabalha na Ompi, teria oferecido cargos a vários países.

A eleição foi necessária porque o sudanês Kamil Idris foi praticamente expelido do cargo, um ano antes do mandato acabar, pressionado pelos industrializados sob o argumento de malversação na administração. Gurry disse que vai trabalhar "estreitamente" com o brasileiro, que é diretor de uma divisão da entidade. A expectativa é de que ele nomeie Graça Aranha seu vice-diretor, daqui a um ano. Graça Aranha foi consolado e elogiado por praticamente todas as delegações. A ponto de desabafar: "Se um desses tivesse dado um voto a mais ..."

 

 

 

 



 

 

Em reunião inédita, Brasil busca posição comum sobre etanol Volta
Mídia Eletrônica: Valor Econômico
Sergio Leo
14/05/2008

Energia, alimentos e a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) são as prioridades na lista de assuntos que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discutirá amanhã na primeira reunião formal dos ministros de Relações Exteriores dos chamados Bric, o grupo das maiores economias emergentes, composto por Brasil, Rússia, Índia e China. Amorim pretende obter do grupo uma posição comum favorável em relação ao uso de biocombustíveis como o etanol de cana de açúcar, mas vê no encontro uma dimensão política bem maior. 

"O que os une é o fato de que os quatro têm e terão muito a dizer ao mundo em diversos temas, desde assuntos energéticos e de alimentação até a reforma de organismos internacionais", disse Amorim, comemorando o ineditismo do encontro, a ser realizado na cidade russa de Ecaterimburgo - a terceira maior da Rússia, mais conhecida como o local onde os revolucionários bolcheviques mantiveram presa e depois assassinaram a família do último czar, Nicolau II. 

Como exemplo do que imagina possível com a aproximação entre os Bric, Amorim vai propor aos ministros de Relações Exteriores de Índia, China e Rússia um encontro dos ministros da Fazenda dos quatro países, para cobrar, juntos, maior peso dos emergentes nos mecanismos decisórios órgãos financeiros internacionais, como o Banco Mundial e o FMI. O FMI concluiu neste ano uma reforma em seu conselho executivo, que deu maior poder de voto a Brasil, China e Índia, em detrimento de países como França, Reino Unido e Arábia Saudita. Mas Amorim se diz insatisfeito com o pequeno grau de influências dessas economias nas organizações multilaterais. 
A reunião em Ecaterimburgo foi proposta por Rússia e Brasil em um encontro informal dos ministros, durante a Assembléia Geral da ONU, no ano passado, e antecedida por um encontro de vice-ministros, em março, no Rio de Janeiro.
 
A sigla Bric foi criada em 2001 pelo banco de investimentos a Goldman Sachs ao destacar os grandes países emergentes com potencial de superar, até 2050, em tamanho e importância, o atual grupo de países desenvolvidos. 

Para Amorim, a sigla inventada pelo Goldman Sachs inspirou a criação "peculiar" de um novo grupo político na comunidade internacional. "Quando se olhar adiante o que foi o século XX, talvez seja possível dizer que os quatro Bric constituíram os outros países de grande peso econômico e político além das maiores economias desenvolvidas", resume o ministro. 

O encontro vem sendo apresentado por autoridades da Índia, na imprensa local, como uma oportunidade de mudar a explicação internacionalmente divulgada para os aumentos mundiais dos preços de alimentos, atribuídos à crescente demanda por comida nas populações indiana e chinesa. Para os indianos, os culpados são os subsídios agrícolas dos países ricos, que desestimulam a produção agrícola nas economias menos desenvolvidas - tese muito do agrado do Itamaraty. 

Além das conversas sobre energia, alimentos e reforma da ONU, FMI e Banco Mundial, na agenda dos ministros estão previstas discussões também sobre a situação econômica criada a partir da crise no mercado imobiliário dos EUA, desarmamento e terrorismo, mudança climática e cooperação para projetos de desenvolvimentos em terceiros países. 

Amorim indica que pretende repetir, com a reunião dos Bric, o tipo de aliança de forte conteúdo político firmado com Índia e África do Sul no grupo denominado Ibas, que, além de ações de ajuda a terceiros países, como Guiné-Bissau e Haiti, abriu espaço até para realização de manobras navais conjuntas no Atlântico Sul. Os outros componentes dos Bric já vêm fazendo reuniões regulares, e devem ter um encontro sem a presença do Brasil no dia seguinte à reunião ministerial com todos os quatro. Os ministros já decidiram que passarão a fazer reuniões periódicas em cidades do mundo que hospedam instituições multilaterais, e em todas as Assembléias gerais da ONU, em Nova York.

 


 

Brasil perde liderança de agência de patentes Volta
Posto impulsionaria política de acesso a medicamentos

Mídia Impressa: O Estado de S. Paulo

Jamil Chade

14/05/2008

Por apenas um voto de diferença, o Brasil perdeu a eleição para o comando da organização máxima de patentes no mundo. Com o apoio dos Estados Unidos, o australiano Francis Gurry derrotou o brasileiro José Graça Aranha por 42 votos a 41. Gurry também recebeu votos de delegações africanas, o que levantou suspeitas de pressão por parte das nações desenvolvidas.

A entidade internacional, com um orçamento de mais de R$ 1,2 bilhão por ano e responsável por ditar as regras de patentes no mundo, é considerada pela diplomacia brasileira como estratégica no debate sobre bens públicos e acesso a medicamentos, no qual o País tem assumido uma posição de destaque (mais informações nesta página).

Com o desfecho de ontem, o Brasil soma mais uma derrota. Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o País não conseguiu eleger nenhum brasileiro para postos chaves das Nações Unidas, exceto a presidência da Convenção da Pesca do Atum no Atlântico Sul.

A agência de patentes - conhecida como Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) - está em crise por causa dos escândalos de corrupção envolvendo seu atual diretor, o sudanês Kamal Idris. Além disso, protestos dos países emergentes são cada vez mais freqüentes contra o atual sistema de patentes no mundo.

A candidatura brasileira tinha como objetivo tentar dar um novo perfil à entidade e demonstrar que o sistema de patentes não precisa ser, necessariamente, um custo a inviabilizar programas das nações mais pobres, mas um vetor de desenvolvimento. No total, 15 candidatos se apresentaram ao posto. O Brasil conseguiu convencer os governos do México de e Honduras a abandonar a corrida ontem. No final, apenas três candidatos apareciam com chances de vencer. Mas, misteriosamente, parte dos votos dos países em desenvolvimento acabou indo para o australiano.

RADICAL

O Brasil é visto pela diplomacia americana como radical nos debates sobre patentes e a idéia de um brasileiro na organização não era totalmente aprovada por Washington. A Casa Branca não economizou esforços para colocar na entidade seu aliado.

O resultado da votação logo levantou dúvidas sobre a motivação dos países. Um embaixador centro-americano garantiu que viu a delegação americana pressionar um país africano antes da votação. Um embaixador africano deixou claro que governos dos países ricos estavam oferecendo pacotes de cooperação técnica em troca de votos.

O governo americano teria, também, enviado cartas a vários países deixando claro que estava pedindo votos a Gurry.

COMEMORAÇÃO PRECOCE

Antes da fase final de votações, a diplomacia brasileira já alardeava que o resultado mostrava o prestígio do Brasil na questão de patentes.

Ao saber do resultado, mudaram de discurso. 'Não foi uma derrota. Nos consolidamos como liderança na questão de patentes', afirmou Jorge Ávila, presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

FRACASSOS EM SÉRIE

A derrota de Graça Aranha foi mais uma na lista do Itamaraty. O Brasil lançou candidatos para os postos de diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), da União Internacional de Telecomunicações , para o Banco Interamericano de Desenvolvimento e para o Conselho Executivo da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Mas foi derrotado em todas as eleições.

A votação ainda demonstra que o debate sobre patentes continua dividindo a comunidade internacional. Há pelo menos seis anos o enfrentamento entre emergentes e ricos sobre a proteção de patentes está causando uma guerra diplomática, principalmente depois da iniciativa do Brasil de quebrar patentes de remédios.

Para o embaixador do Brasil em Genebra, Clodoaldo Hugueney, o novo diretor não tem outra opção senão escutar os países em desenvolvimento. 'O novo diretor terá de unir a organização', avaliou. 'Espero que a vitória de Gurry não seja a continuação da divisão', afirmou Graça Aranha. Gurry prometeu trabalhar ao lado dos países em desenvolvimento.

 


 

 

 

UE vai avaliar se política industrial fere regra da OMC Volta

Países do bloco estão acompanhando medidas de incentivo ao setor no Brasil desde a ‘MP do Bem’

Mídia Impressa: O Estado de S. Paulo
Jamil Chade
14/05/2008

A União Européia (UE) vai avaliar o pacote de incentivos dados pelo Brasil para sua política industrial anunciados nesta semana. Bruxelas quer saber se as medidas não ferem os acordos internacionais que proíbem subsídios à produção industrial.

“Vamos estudar cuidadosamente cada uma das medidas para ver se são compatíveis com as regras internacionais”, disse uma fonte em Bruxelas. Segundo a UE, a idéia no momento não é abrir uma disputa contra o Brasil. “Nem sabemos como essas medidas serão implementadas”, afirmou outro funcionário da UE em Brasília. “Mas vamos analisá-las.”

Nos últimos meses, a UE esteve de olho nas medidas de incentivo dados pelo Brasil à sua indústria. A chamada MP do Bem também foi avaliada pelos europeus.

A iniciativa de Bruxelas demonstra a atenção que a UE está dando ao Brasil e a uma eventual concorrência no setor industrial com países emergentes. A China já foi questionada na Organização Mundial do Comércio (OMC) por sua política industrial. Pelas regras internacionais, os subsídios à produção de manufaturas é proibido.

Outros programas criados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para incentivar a produção industrial e a Zona Franca de Manaus também já foram questionados pelas grandes potências comerciais, mas nunca chegaram aos tribunais da entidade.

ESTADOS UNIDOS

Washington cobrou do Brasil no mês passado explicações sobre a MP do Bem, alegando que as medidas poderiam ser distorcivas e dar vantagens às indústrias brasileiras nas exportações.

Criada em junho de 2005, a medida estabelece uma série de incentivos para o setor industrial e tenta promover investimentos, além de uma redução de carga tributária no setor produtivo. Na época, dúvidas foram levantadas sobre eventuais violações às regras da OMC, que há décadas proíbem subsídios ao setor industrial.

Entre as principais preocupações americanas nesse caso estava a suspensão da cobrança de PIS e Cofins nas vendas no mercado interno e na importação de novas máquinas e equipamentos para as empresas com mais de 80% de lucros vindos de exportações.

Há um ano, Washington fez uma série de questionamentos e alertou que os programas poderiam ser vistos como subsídios ilegais. Os europeus também fizeram estudos sobre os programas.

A iniciativa da Casa Branca não representa a abertura de uma disputa legal, como no caso das queixas do Canadá contra o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) há seis anos, quando os programas de apoio à exportação tiveram de ser modificados. O debate ainda ocorre no Comitê de Subsídios da OMC, ficando claro que o tema está no radar de política comercial dos Estados Unidos.

A Casa Branca não poupou nem mesmo o ICMS. Washington questionou por que o Estado do Rio de Janeiro cobra uma taxa de apenas 2% para fabricantes locais ante 19% para os demais. A resposta do governo é que o imposto vale também para produtos importados.

Os americanos ainda querem saber quais são exatamente os incentivos a empresas na Zona Franca de Manaus, já que algumas medidas poderiam ser vistas como subsídios ilegais à exportação.

 

 


 

 

 

Áustria poderá rever plano de uso de biocombustíveis Volta

Mídia Impressa: O Estado de S. Paulo
Adriana Fernandes
14/05/2008

Em meio à polêmica internacional sobre os riscos da conversão de gêneros alimentícios em combustíveis, a Áustria poderá rever a decisão de elevar de 5% para 10%, em 2012, a mistura de biocombustíveis à gasolina, informou ontem o secretário de Finanças da Áustria, Christoph Matznetter. “Talvez essa cota de 10% tenha de ser revista”, disse, antes de se encontrar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Para Matznetter, a opinião pública caminha na direção de entender que a conversão direta de gêneros alimentícios em energia primária não é uma solução de longo prazo. Ele defendeu soluções de segunda e terceiras gerações de etanol, a partir de resíduos de plantas e outros resíduos biológicos.

Ele ressaltou que é preciso ter certeza de que a conversão de alimentos em combustíveis, “em virtude da discussão mundial”, deve ser percebida com um problema ético em relação à segurança alimentar.

Segundo ele, a Áustria dispõe de tecnologia de segunda e terceira gerações de biocombustíveis e tem interesse em fazer parcerias com o Brasil. “Há uma grande chance de combinarmos as tecnologias do Brasil e da Áustria.”

 

 

 


 

 

 

Consumidor 'verde' já é visto como um risco aos negócios Volta
Mídia Impressa: O Estado de S. Paulo
Estudo da Ernest&Young revela preocupação com ‘radicais verdes’
Andrea Vialli
14/05/2008

O consumidor atento às questões ambientais e disposto a mudar seus hábitos de consumo para alternativas mais ecológicas já pode ser considerado como um potencial risco aos negócios. É o que aponta estudo da consultoria Ernst&Young, intitulado “Riscos Estratégicos aos Negócios - 2008 - Os Dez Maiores Riscos às Empresas”. O estudo, com base nas análises de 70 especialistas ao redor do mundo, avaliou 12 setores da economia e apontou as dez maiores ameaças para os negócios na atualidade.

Um deles é o que o estudo chama de “radical greening” - que pode ser traduzido como a adoção extremada de hábitos “verdes”, e que aos poucos está influenciando o comportamento das empresas. A militância dos consumidores ativistas figura lado a lado com outros riscos aos negócios, como mudanças na legislação, inflação dos custos corporativos e envelhecimento da população. O risco do “radical greening” aparece na nona posição na média dos maiores impactos, e seu peso varia conforme o setor em que a empresa atua.

“Setores como petróleo e gás, automobilístico, seguros, energia e saneamento têm nas questões ambientais um risco forte a ser gerenciado, principalmente por causa do aquecimento global”, diz Joel Bastos, diretor de Sustentabilidade da Ernst&Young. “Mas cresce também o risco das empresas que fabricam produtos de consumo, do setor bancário e do varejo, pois vemos claramente um cenário em que os consumidores vão banir empresas que não considerarem responsáveis”, completa.

Segundo o executivo, isso tem levado estrategistas de indústrias como a de automóveis a se empenharem no desenvolvimento de carros menos poluentes. “Há 30 anos, ninguém iria imaginar que o hábito de fumar seria tão combatido. Já existe um temor na indústria de que o automóvel se torne o novo cigarro”, compara. Em setores como alimentos, a preocupação ambiental caminha junto com a preocupação com saúde. “São tendências de consumo que andam juntas e que crescem na mesma proporção.”

São pessoas como a designer gráfica Fabiana Caruso, 28 anos, e seu marido, o nutricionista Francisco da Costa Silva Júnior, 29 anos. Integrantes do movimento conhecido como veganismo - não consomem qualquer produto de origem animal, como carne, leite e couro -, eles são céticos em relação às boas práticas da indústria de alimentos, medicamentos e cosméticos. Preferem comprar produtos de pequenas empresas, mais afinadas com a filosofia que praticam.

“As estratégias das grandes empresas em parecerem 'verdes' é só para conquistar mais um nicho de consumidores. Não existe um compromisso real de ser mais ético, mais sustentável”, diz Júnior. Ele observa, no entanto, que nos últimos anos aumentou a oferta de produtos com essa rotulagem - como grandes laticínios que oferecem produtos à base de soja. “Mas eles continuam sendo grandes laticínios, com práticas que não aprovamos.”

O casal já se acostumou a olhar minuciosamente rótulos e pesquisar a fundo os componentes dos produtos que compram. “Estamos sempre observando e repensando o que nos é apresentado como opção de consumo”, diz Fabiana, que revela ter banido definitivamente várias marcas de seus hábitos de consumo.

PERCEPÇÃO

A percepção dessas mudanças de comportamento dos consumidores já traz reflexos nos negócios de grandes multinacionais, que já começam a sentir a pressão desses grupos. Um exemplo é a rede varejista Wal-Mart, que desde 2006 vem tentando colocar mais produtos ‘sustentáveis’ nas gôndolas. Na prática, isso significa mais produtos orgânicos, aumentar a presença de produtos feitos a partir de materiais reciclados - o lançamento mais recente foi um coberto feito 100% de plástico PET -, estimular os fornecedores a desenvolver embalagens menos poluentes e até banir categorias que sejam consideradas inadequadas, como lâmpadas incandescentes, de sua marca própria.

“Em cinco anos, todos os produtos da marca própria devem se enquadrar nessa categoria. Atualmente, em torno de 15% dos nossos fornecedores já se adaptaram à exigência”, diz Fábio Cyrillo, diretor de marcas próprias do Wal Mart Brasil. A estratégia de expandir o sortimento de orgânicos faz parte do programa de sustentabilidade da companhia no mundo que envolve investimentos de US$ 500 milhões até 2010.

Gigantes de produtos de consumo, como Unilever e Procter&Gamble, também vêm tentando desenvolver produtos com a proposta de serem menos agressivos ao ambiente. Dona das marcas Omo e Comfort, a Unilever lança, nos próximos dias, um produto que promete ajudar na economia de água. Redes de fast food como o McDonald’s estão mudando o cardápio para se resguardar contra críticas de consumidores preocupados com saúde. “Antes de tudo, o ‘radical greening’ é bem informado, tem dinheiro e escolhe marcas. As empresas não podem prescindir dele”, resume Bastos, da Ernst&Young.

AS MAIORES AMEAÇAS ÀS EMPRESAS

Riscos regulatórios: referentes a mudanças na legislação
Choques financeiros globais: crises financeiras internacionais
Envelhecimento da população: futuro do trabalho e do consumo
Mercados emergentes: mudança na geopolítica dos negócios
Consolidação dos negócios: impacto das fusões e aquisições
Crises de energia: aumento expressivo do preço da energia
Transações estratégicas: perda de oportunidades de negócios
Inflação dos custos: aumento dos custos para se fazer negócios
'Verde radical': pressão por questões ambientais
Mudança de hábitos: tecnologia transforma os hábitos de consumo

 

 

 

 


 

 

 

Desoneração é insuficiente para tecnologia cumprir meta Volta

Especialistas prevêem que empresas do setor não exportarão US$ 5 bi até 2010

Companhias e analistas afirmam que governo terá de mirar na formação de mão-de-obra e em como estatais atuam no mercado

Mídia Impressa: Folha de S. Paulo
JULIO WIZIACK
DA REPORTAGEM LOCAL
14/05/2008

O pacote do governo que prevê estímulos às exportações de software e serviços ajudará as empresas no Brasil a ganharem em competitividade, mas, nem de longe, elas conseguirão saltar dos atuais US$ 313 milhões em vendas externas para os US$ 5 bilhões estabelecidos como meta pelo governo até 2010.

"Nenhum setor no mundo passou por uma transformação tão profunda em tão pouco tempo", diz Gérson Schmitt, presidente da Paradigma, uma das exportadoras beneficiadas pelo programa. "Se todo o setor duplicar suas exportações, ficaremos em US$ 1 bilhão." Schmitt também é diretor da Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software).

Julio Pagani, analista sênior do IDC (International Data Corporation), avalia que haverá chances de aproximação dessa cifra se o governo atacar pontos que não foram abordados pelo pacote. Um deles é a formação de mão-de-obra.

"Para cumprirmos essa meta precisamos de, pelo menos, 100 mil novos profissionais fluentes em inglês", diz Antonio Carlos Rego Gil, presidente da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação).

Ainda que eles sejam formados até lá, as empresas nacionais terão de enfrentar a concorrência de gigantes globais, como IBM e HP, que já utilizam o Brasil como plataforma e recrutam com mais facilidade.

"O pacote ajudou, mas o custo dessa mão-de-obra continua um problema", diz Cesar Castelli, presidente da Tata Consultancy Services, líder mundial em serviços de TI.
Com os incentivos, as soluções brasileiras devem ficar 20% mais baratas no exterior.

"Ainda ficamos abaixo da média mundial", diz Castelli. Para reduzir mais esse custo, seria preciso um plano de incentivos fiscais junto aos municípios e Estados interessados em despontar como pólos exportadores de TI. "Estamos planejando uma campanha dessa natureza com as empresas", diz Gil, da Brasscom.

Competição com o Estado

Para as empresas, a competição travada com o próprio Estado é outro gargalo. Atualmente, o governo é o principal desenvolvedor de softwares -por meio de empresas como Serpro, Prodasem, Dataprev- e o principal consumidor.
"É uma distorção que atrapalha o desenvolvimento desse mercado", diz Gil. Segundo ele, estatais como o Banco do Brasil e Petrobras desenvolveram departamentos que são verdadeiras empresas de tecnologia. "Além disso, o governo incentiva as empresas privadas, mas não compra nossos produtos."
Isso é importante porque, na prática, os grandes compradores mundiais buscam no histórico dessas empresas clientes que possam dar aval às compras futuras. "Se comprassem nossos produtos, Embraer, Banco do Brasil ou Petrobras ajudariam a vender a marca do TI nacional lá fora", diz Gil.

Essa distorção também afeta diretamente as empresas nacionais no exterior. Recentemente, a Paradigma perdeu uma venda milionária de software voltado a controle de gastos governamentais porque o Brasil firmou um convênio com o governo do país para o qual a empresa pretendia exportar.

Sem volume de venda e histórico, os analistas do mercado acreditam que os benefícios do programa do governo serão usufruídos apenas por grandes e médias empresas.

"Acredito que apenas duas grandes empresas brasileiras terão chance de se firmar no exterior, faturando acima de R$ 1 bilhão, como pretende o governo."

 

 

 


 

 

 

Australiano é eleito diretor da agência de patentes da ONU Volta
Mídia Eletrônica: http://br.reuters.com
Por Robert Evans e Stephanie Nebehay
13/05/2008

GENEBRA (Reuters) - O advogado australiano de patentes Francis Gurry venceu uma apertada votação nesta terça-feira para assumir ainda este ano o comando da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Gurry, vice-diretor geral da agência desde 2003, e integrante da organização de patentes e registros desde 1985, bateu o colega brasileiro José Graça Aranha, diretor de registros da organização, por apenas um voto de diferença (42 a 41), em um comitê formado por 83 Estados membros.

Etapas anteriores da votação eliminaram outros 12 candidatos incluindo um influente não-integrante da agência, o embaixador paquistanês em Genebra, Masood Khan.

A decisão final, que garantiu a Gurry o cargo do diretor atual da OMPI, Kamal Idris, que deixa o posto em setembro, será tomada por uma assembléia geral formada por 184 países, mas as autoridades esperam que isso seja uma mera formalidade.

Gurry, um advogado de propriedade intelectual de 57 anos, disse a membros do comitê depois do voto final que reconhecia a importância de garantir que a "agenda de desenvolvimento" da OMPI realmente impulsione a capacidade de propriedade intelectual de nações mais pobres.

O embaixador norte-americano Warren Tichenor, que desempenhou um papel chave em uma campanha no ano passado para persuadir Idris a renunciar depois de alegações de que ele teria sido favorecido com promoções por enganar a OMPI sobre sua idade, disse que Gurry era a pessoa certa para o trabalho.

A nomeação do australiano, disse Tichenor, "começa um processo necessário de recuperação da organização", criticada pela controvérsia envolvendo Idris, que originalmente tinha apoio dos Estados Unidos.

Gurry é visto como o arquiteto do bem-sucedido sistema de conciliação de disputas por nomes de domínios na Internet da organização, usado por muitas companhias e personalidades.

voto final refletiu uma clara divisão entre Norte e Sul na OMPI, onde controvérsias sobre a agenda de desenvolvimento tem acontecido, alimentadas pela suspeita de países do sul de que o norte desenvolvido estaria segurando a medida.

Graça Aranha, que presidiu a Agência de Propriedade Intelectual do Brasil antes de ir para OMPI pela segunda vez em 2004, disse a jornalistas que tinha certeza de que Gurry iria trabalhar para fechar o vão entre o Norte e o Sul. "Vamos esperar que ele seja bem-sucedido", acrescentou.


 

 


 

 

 

22 mil produtos são lançados por mês, mas 80% fracassam Volta
Mídia Eletrônica: http://www.mundodomarketing.com.br
Por Guilherme Neto
13/05/2008

Em 2007 foram lançados mais de 269 mil produtos, uma média de aproximadamente 22,5 mil a cada mês. Entre 2002 e 2007, o número de lançamentos cresceu a uma taxa de 17,74% ao ano. Os dados são do Laboratório de Monitoramento Global, pertencente ao Núcleo de Estudos da Embalagem da da ESPM. Por conta de tantas novidades no mercado, ações de Marketing milionárias movimentam o setor.

Só o Grupo Pão de Açúcar está investindo R$ 4 milhões para o lançamento de sua marca própria Qualitá, que deve colocar 800 novos produtos em suas prateleiras este ano. Em meio a esse grande volume de lançamentos, como fazer o consumidor escolher justamente a que sua empresa está lançando?

Diversos institutos de pesquisa, como a Nielsen, apontam que a maioria dos lançamentos, em torno de 80%, fracassa. Apesar disso, o acúmulo de lançamentos de produtos no mercado não pára de crescer. Segundo Maurício Prado, Diretor de Planejamento da agência Plano1, isso ocorre por conta da concorrência. "Ela é cada vez mais ágil e imponente no mercado, o que obriga as empresas a estarem sempre inovando para não perder clientes", diz o executivo, que atende marcas como Bauducco, Coca-Cola e Nestlé.

Lançamento de novos produtos como estratégia de inovação

Além de ser uma oportunidade de expandir os negócios de uma empresa, o lançamento de novos produtos serve como estratégia para passar uma imagem mais moderna a uma marca e seus produtos ou até mesmo para atrair novos consumidores.
Para isso, conceitos como inovação e diferenciação são essenciais para o sucesso. "Por mais que o produto mais básico e tradicional continue sendo o que mais vende, a estratégia de extensão de marcas traz uma percepção moderna à empresa, eliminando o risco do consumidor a deixar por considerá-la antiquada”, conta ao site Maurício Prado. Para ele, isso fecharia o espaço para concorrentes e atrairia consumidores de outros tipos de produtos.

Cadbury investe R$ 5 milhões para atualizar-se

A Cadbury também vê os lançamentos como uma forma de atualizar-se quanto às tendências de consumo. "Para isso, temos conversado muito com o consumidor, investindo R$ 5 milhões em todo o tipo de pesquisa, incluindo testes de produtos e conceitos", conta Paula Caetano, gerente de ativação da empresa.

A empresa, que se separou recentemente da Schweppes em todo mundo, hoje trabalha com 11 marcas de confeitos, sendo as principais Tridents, Bubbaloo, Halls e Chiclete. No ano passado, lançou 25 produtos, e este ano já foram cinco.,

Apesar de ainda manter nos pontos-de-venda a marca Adams, que adquiriu em 2003, a proposta é utilizar apenas a marca Cadbury em toda a sua linha futuramente. E, para os lançamentos, a empresa opta por não perder a essência da marca. "O importante é manter a consistência. Se a marca trabalha com um conceito de refrescância, como é o caso do Halls, os novos produtos devem basear-se nisso", diz Caetano em entrevista ao Mundo do Marketing.

Toda mudança deve ser explicada ao consumidor

O risco maior está no lançamento de produtos não relacionados, segundo Karen Perrotta, professora de pós-graduação em Marketing na Universidade Presbiteriana Mackenzie e uma das autoras do livro "Gestão de Marcas no Contexto Brasileiro". Para ela, em qualquer caso de extensão de marca, é preciso um bom trabalho de comunicação que convença o consumidor do porquê dessa mudança. "Quando não fica claro ao consumidor, ele fica confuso e prefere não arriscar o seu dinheiro nestes novos produtos", afirma Perrotta.

Na tentativa de quebrar essa resistência, é comum as empresas oferecerem suas novidades para experimentação, principalmente em pontos-de-venda. A Plano1, por exemplo, comemora o sucesso do lançamento do barril de chope da Heineken, após oferecer o produto gratuitamente em uma operação "caça-churrasco". Outra tática adotada é o teste de produtos através de edições limitadas no varejo, que por vezes acabam entrando na linha fixa de produtos, como acontece com alguns produtos da Cadbury.

Para Karen Perrotta, a extensão da marca em produtos tão diferentes pode gerar perda de identidade da marca. Outra desvantagem é a necessidade ainda maior de manter a qualidade em todas as linhas de produção, uma vez que o fracasso em apenas uma delas pode arranhar a marca e refletir em quedas nas vendas nas outras linhas. Em compensação, o custo de comunicação é menor do que em estratégias multi-marcas.

Uma mesma marca pode não funcionar em outros produtos

Há ainda a aceleração do processo, visto que não se começa do zero, onde é preciso apresentar ao consumidor uma nova marca. "Mas, antes de se arriscar com outros produtos, vale pesquisar se há espaço para concorrência. Além disso, vale repensar o uso do nome ou até mesmo as cores da marca mãe, que podem não funcionar bem em outros tipos de produtos ou mesmo em mercados estrangeiros", ensina a professora em entrevista ao site.

Tais estratégias podem ser percebidas no recente uso de marcas próprias adotado por algumas redes de supermercado. O Grupo Pão de Açúcar, além da Qualitá, possui a marca própria Taeq, voltada a produtos ligados ao bem estar. "As marcas próprias agora também inovam e competem de igual com a marca líder e não apostam mais no apelo do menor preço”, comenta Perrotta.

Além disso, elas deixam de focar em produtos de limpeza e alimentício e começam a investir em outros tipos de produtos. “Com essas medidas, despertam interesse no consumidor pelo hipermercado, já que ele não encontrará tal produto nos concorrentes”, completa a professora.

Em categorias em que há baixa diferenciação entre marcas, como acontece no segmento de alimentos e bebidas, o diferencial mais trabalhado é o de conceito, não de produtos. "Apesar de importante em qualquer segmento, a associação de atitudes e valores à marca é essencial, de forma a despertar o interesse no consumidor. Foi o que fizemos com a Amor aos Pedaços, focando na sua alma artesanal, por mais que seja uma rede sofisticada de confeitaria com dezenas de unidades", conta Maurício, da Plano1.

O fracasso de um lançamento, porém, um dia bate à porta. Apesar de ser um assunto evitado por profissionais de Marketing, Prado crê que isso faz parte do processo. "É melhor testar várias coisas no mercado de uma vez para não ficar para trás do que planejar muito e acertar pouco. Porém, vejo que ainda existem muitas emprestas apostando em produtos sem diferenciais e sem ações de Marketing. Outras já estão sendo mais criteriosas e focando sua verba para lançamentos em uma linha limitada de produtos", comenta.


 

 


 

 

 

Pequim oferece recompensa a quem combater venda de produtos piratas Volta
Valor que será entregue pelas autoridades locais aos delatores pode chegar até a 100 mil yuanes (cerca de R$ 24 mil)

Mídia Eletrônica: http://globoesporte.globo.com
Das agências de notícias Pequim
12/05/2008

A prefeitura de Pequim, cidade chinesa que sediará Olimpíada de 2008, em agosto, está prometendo uma recompensa em dinheiro para as pessoas que denunciarem produtos pirateados na sede dos Jogos.

As autoridades locais vão oferecer aos delatores 5% da multa imposta a quem produzir e vender produtos piratas na cidade. O valor da recompensa pode chegar até a 100 mil yuanes (cerca de R$ 24 mil).

Assim como em outros eventos, a pirataria de produtos dos Jogos Olímpicos de Pequim também vem acontecendo. No ano passado, 95 casos de pirataria atingindo a Olimpíada foram detectados, o que gerou multas de US$ 147 mil no total (aproximadamente R$ 250 mil).

A medida foi tomada para proteger os direitos autorais dos símbolos da competição, como as mascotes, conhecidas como Fuwas, e outros emblemas ligados aos Jogos.