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09/06/2008

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Segunda-feira, 09 de junho de 2008.
Comentários, dúvidas e sugestões:
sercom@inpi.gov.br

 

1. Tecnologia limpa
2. Brasil - Difícil caminho para acordos comerciais
3. Petrobras é petróleo e outras coisas mais
4. China dá últimos retoques à Olimpíada 'high tech'
5. Em legítima defesa
6. Tapando o nariz
7. Crise faz disparar venda de produtos de marca branca (Portugal)
8. É quase impossível impor regras na Amazônia, diz revista inglesa
9. Número de expositores do 12º Fashion Business é recorde
10. Na abertura da semana de moda, organizadores dão mostra de força
11. Tecidos ecologicamente corretos são destaque no Fashion Business


Tecnologia limpa Volta

Mídia Impressa: Valor Econômico
09/06/2008

Nos próximos dias, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se reunirá com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para propor a abertura de uma linha de crédito especial, "com juros melhores, prazo e carência", para projetos de tecnologia limpa. Minc anunciou que deverá ser assinado com a instituição e outros bancos públicos, entre os quais o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, além de bancos privados, um compromisso socioambiental. Minc participou da possa da nova diretoria da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), no Rio de Janeiro.

 

 


 


Brasil - Difícil caminho para acordos comerciais Volta

Mídia Impressa: Valor Econômico
Sergio Leo
09/06/2008

Em contraste com a ativa participação do Brasil nas discussões para a liberalização comercial entre os países sócios da Organização Mundial do Comércio (OMC), a Argentina tem se mantido de lado, reticente, avessa a qualquer tipo de concessão que represente uma maior abertura de seu mercado para produtos industrializados. Pode ser uma estratégia de negociação, já que o Brasil, sócio do país no Mercosul, tem tomado a frente nas negociações, e defendido pontos de vista que atendem a interesses argentinos; mas pode indicar também uma visão sobre acordos comerciais que dificultará futuras negociações multilaterais do bloco do Cone Sul. 

No Brasil, o setor privado passou a demonstrar, como nunca, disposição para enfrentar a concorrência externa, ou, pelo menos, para fazer maiores concessões e explorar alternativas dentro dos limites estabelecidos em Genebra. Como a política de tarifas de importação é comum para os sócios do Mercosul, os empresários se preocupam em saber que atitude tomarão os argentinos, com quem, afinal, os brasileiros terão de se entender para estabelecer qualquer política de derrubada da barreiras tarifárias para terceiros países. 
Nesta semana, funcionários de alto escalão dos países membros da OMC se reúnem para mais uma tentativa de salvar a chamada rodada Doha, de liberalização comercial, na OMC. Os relatos feitos pelo Itamaraty ao setor privado mostram que os argentinos não estão engajados na negociação. Há expectativa de que, na reta final das negociações, a Argentina possa flexibilizar suas posições, caso se encontre o difícil caminho para um acordo - algo que os governos insistem ainda ser possível, embora pareça cada vez mais improvável. 

Falta opção viável no plano bilateral

As resistências argentinas não são, por enquanto, empecilho para os interesses brasileiros. Para o Brasil, a Argentina repete, no terreno comercial, o que a Venezuela de Hugo Chávez garante no plano político: comparada ao radicalismo dos vizinhos, a atuação brasileira ganha uma imagem de moderação. Mesmo quando assumem atitudes mais agressivas, os negociadores brasileiros podem argumentar que estão sendo comedidos, em comparação à intransigência de outros parceiros sul-americanos. 

Os argentinos até colaboram no esforço de ressaltar que o real obstáculo a um acordo não está no mundo em desenvolvimento, mas nos países ricos que rejeitam mudanças sérias nos subsídios e tarifas para produtos agrícolas, motivo perverso de distorção nos preços e no comércio de alimentos no mundo. 

O arrastar das negociações em Genebra disfarça, porém, um problema sério para os interesses comerciais do setor privado brasileiro, a falta de alternativas viáveis de acordos para abertura de mercados, no plano bilateral. Parte das dificuldades em se alcançar novos acordos pode ser atribuída ao próprio setor privado, que freou, por exemplo, as avançadas negociações com os países árabes do Conselho de Cooperação do Golfo, que abriria oportunidades para a indústria de alimentos brasileira, mas são vistas como séria ameaça pelo setor petroquímico nacional. 

O governo brasileiro também foi incapaz, até agora, de fazer andar no Congresso o acordo de redução de tarifas entre Índia e Mercosul, já assinado desde 2004. Esse retardo desmoraliza a anunciada intenção de ampliar o acordo, hoje restrito a apenas 900 tipos de produtos. Especulações sobre possíveis negociações com nações asiáticas não resistem à constatação de que esses países são fortes competidores da indústria eletroeletrônica, que imitaria, para esse tipo de acordo, o bem-sucedido lobby contrário movido pela indústria petroquímica contra a abertura aos países do Golfo. 

Resta a possibilidade, em caso de frustração nas negociações em Genebra, de se retomar a discussão do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Européia. Até agora, a rodada Doha tem funcionado como argumento para evitar a discussão bilateral, já que estão concentradas na esfera multilateral as principais questões a serem tratadas pelo Mercosul e os europeus, como a abertura do mercado para produtos agrícolas na Europa. Como na maioria das iniciativas nesse campo, a competitividade da agricultura dos países do Mercosul levanta resistências nos mercados internos dos potenciais parceiros. 

Negociações que já eram difíceis se tornam ainda mais delicadas com as recentes atitudes do sócio argentino. O esforço do vizinho para reconstruir seu parque industrial impede o país de oferecer reduções ambiciosas das tarifas de importação para produtos manufaturados. Além disso, a estratégia argentina de dificultar, com impostos, as exportações de mercadorias agrícolas tira a credibilidade para reivindicar abertura dos mercados para esses produtos. O caminho mais óbvio dos acordos comerciais como instrumento de ampliação de exportações parece cheio de obstáculos, a exigir estratégias alternativas. 

*Sergio Leo é repórter especial em Brasília e escreve às segundas-feiras

 

 


 

 

Petrobras é petróleo e outras coisas mais Volta

Mídia Impressa: Valor Econômico
Daniele Camba
09/06/2008


Quando o petróleo sobe muito, boa parte dos investidores se anima, achando que as ações da Petrobras vão de carona nesse foguete. Não é bem assim, e o pregão de sexta-feira ilustra bem isso. O primeiro vencimento de contrato futuro do barril do petróleo do tipo WTI, para julho, fechou o último pregão em Nova York a US$ 138,54, um recorde absoluto, com uma alta de 8,41% no dia. As ações da Petrobras subiram, mas comeram uma poeira e tanto se comparadas com a commodity. As preferenciais (PN, sem direito a voto) subiram ínfimos 0,06% e as ordinárias (ON, com voto) insignificantes 0,01%. Analisando um período maior, a distância é ainda mais ampla, com o petróleo indo para um lado e os papéis da companhia, para outro. Na semana passada, o barril subiu 8,79% e as PNs da estatal caíram 2,88%. Já no ano, os dois ativos vão para a mesma direção, mas com uma distância abissal: o petróleo sobe 44,34%, enquanto as PNs da companhia se valorizam 8,35%. Portanto, olhar o desempenho do petróleo e acreditar que o mesmo irá ocorrer com os papéis da Petrobras é, no mínimo, precipitado e arriscado. 

Um levantamento feito pela consultoria financeira CMA, com os dados dos últimos seis meses, mostra que a correlação entre o preço do petróleo e da ação da Petrobras é de 0,48. Isso significa que, num intervalo de 100 dias, por exemplo, em 48 deles o papel da companhia e o barril caminham na mesma direção, subindo ou caindo. A analista da CMA Tânia Martins Pereira afirma que essa correlação é considerável, quase a metade, mas mostra que está longe de ser total, como muitos acreditavam que ela fosse. 

Se a correlação não é total, a distância entre o desempenho dos dois ativos menos ainda. O estudo da CMA aponta que, nos últimos seis meses, apenas 23% da variação das ações da Petrobras se explica pela oscilação do petróleo no período. "A conclusão é que as ações da Petrobras nem sempre vão para a mesma direção que o petróleo e muito menos sobem ou caem na mesma intensidade que a commodity", diz Tânia. 

Com base nessas estatísticas, a CMA também fez algumas projeções sobre para onde iriam as ações da estatal conforme o nível do petróleo. Se o barril caísse para US$ 115, por exemplo, as PNs recuariam para R$ 43,66, uma queda de 8,26% ante o seu fechamento na sexta-feira. Já se o petróleo voltasse para os US$ 100, as ações cairiam para R$ 39,44, uma desvalorização de 17,13%. "Como a correlação vale tanto para baixo quanto para cima, no caso de uma queda, as ações da Petrobras perderiam menos que o petróleo", completa a analista. 

"Os investidores compram as ações da Petrobras achando, erroneamente, que ela é apenas petróleo e, no entanto, há vários outros fatores importantes na vida da companhia", diz o analista do Banco Geração Futuro de Investimentos Lucas Brendler. Um deles, e que se refere exatamente ao petróleo, é que a empresa tem uma política muito particular de preços, e não repassa imediatamente para os seus produtos os aumentos do barril. Em última instância, quanto mais o petróleo sobe e a estatal não reajusta seus preços, mais ela perde, e não o contrário, como muitos imaginam. "À medida que o preço do petróleo fica em níveis elevados e por muito tempo, maiores são as chances da Petrobras ter perdas no seu negócio de refino", lembra Brendler. 

A série de novas reservas - algumas com potencial de exploração gigantesco - que a companhia brasileira vem anunciando também é um fator relevante, que faz suas ações descolarem do preço do petróleo e, nesse caso, para o bem. Para o analista do Banco Geração Futuro, são exatamente esses anúncios que mais têm pesado no desempenho positivo dos papéis nos últimos meses. E, mesmo com toda a valorização que já tiveram, as ações ainda têm muito para subir, por conta do quanto essas novas reservas irão agregar de produção para a companhia, acredita Brendler. 

*Daniele Camba é repórter de Investimentos

 

 


 

 

China dá últimos retoques à Olimpíada 'high tech' Volta

Mídia Impressa: Valor Econômico
André Borges, de Pequim e São Paulo
09/06/2008

O nadador italiano Filippo Magnini mandou um recado provocador aos seus rivais dos 100 metros livres. Perguntado, dias atrás, sobre seu treinamento para Pequim, Magnini, que é campeão mundial na modalidade, disse que a prova "não será vencida pelo mais forte, mas por aquele que possa contar com a melhor tecnologia". Empolgado, o nadador falou sobre a roupa - ainda em fase de testes - que usará nas competições, uma invenção da empresa italiana Arena que vai ajudá-lo a "largar em condição igual à dos demais".

Dos maiôs de natação, passando pelos materiais usados nos novos estádios, até o arsenal de sistemas de informação e de segurança para combate a ataques terroristas, os Jogos Olímpicos da China transpiram tecnologia. Em Pequim, o tema ganhou relevância a ponto de o governo chinês propalar a idéia de que irá realizar a primeira Olimpíada "high tech" da história.

Os esforços tecnológicos consumiram boa parte dos investimentos previstos pelo Partido Comunista. As estimativas dão conta de que, de 2001 para cá, os chineses gastaram cerca de US$ 430 milhões com sistemas e parafernálias eletrônicas. O orçamento total da Olimpíada, antes previsto em US$ 1,6 bilhão, teve de ser atualizado. Recentemente, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog, na sigla em inglês), refez suas contas e informou que gastará mais de US$ 2 bilhões. Ainda assim, disse Liu Jingmin, vice-presidente do Bocog, será menos que o desembolsado em 2004 por Atenas - US$ 2,4 bilhões.

Alguns exemplos ajudam a entender porque o orçamento de tecnologia aumentou tanto. Para ampliar a cobertura dos jogos e obter informações sobre o clima, os chineses decidiram mandar dois satélites para o espaço. Parte das transmissões, informou o Bocog, será levada a 17 mil ônibus e 30 mil táxis, além das linhas de metrô do país, por meio da TV digital.

A malha tecnológica que envolve o evento é formada por uma rede de empresas de diversos países. A Microsoft fornecerá milhares de licenças do sistema operacional Windows Vista e de seu pacote de programas Office 2007; a Ericsson vai apoiar a rede de telefonia fixa sobre internet; a Samsung distribuirá 15 mil celulares de terceira geração aos organizadores; e a Lenovo entregou 9 mil computadores para o Comitê Olímpico. Participam ainda Kodak, Omega, Panasonic, China Mobile e Sohu.

A maior responsabilidade, no entanto, pesa sobre a integradora de sistemas Atos Origin. A companhia francesa detém o maior contrato de TI já firmado com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Até 2012, a Atos Origin responderá pela concepção, desenvolvimento e gerenciamento de toda infra-estrutura e sistemas usados durante as competições. O contrato começou em 2002.

Em Pequim, o trabalho está nas mãos de Jeremy Hore, um australiano de 37 anos que chefia a integração de sistemas da Olimpíada pela Atos Origin. Sob seu comando está uma equipe de mais de 400 pessoas que, somada ao pessoal do Bocog, supera o número de mil funcionários.

Em entrevista exclusiva ao Valor, Hore explica que, durante os Jogos, a expectativa é que mais de 9,9 milhões de transações diárias vão trafegar pelos sistemas gerenciados por sua equipe. Para suportar as operações, serão ligados mais de mil servidores (os computadores que administram os recursos de rede) e 10 mil PCs.

Qualquer dado relacionado às competições - como medição de provas, controle dos resultados, gestão da base de dados e distribuição de informações - está sob a guarda de sua equipe. "Nosso papel é cuidar do pano de fundo dessa enorme infra-estrutura que compõe a Olimpíada. Por isso, nada pode sair errado", diz.

No mês passado, o time de TI realizou o primeiro simulado tecnológico dos Jogos Olímpicos de Pequim. Foram testados sistemas, pessoal de suporte técnico e processos que rodarão nas 37 instalações esportivas, entre os dias 8 e 24 de agosto. Um teste final, segundo Hore, ocorrerá neste mês.

A Atos Origin montou duas centrais de comando para gerenciar as operações. Uma estrutura, batizada de PC Factory, tem a função de configurar e distribuir os equipamentos de TI que serão usados nos locais dos jogos. Em outro prédio está o laboratório de integração, onde rodam os programas usados durante as competições.

Em Pequim, comenta Hore, o momento é de acertar os últimos detalhes. Ao redor do Estádio Nacional, mais conhecido como o "ninho", centenas de pedreiros ainda trabalham em galpões. Jardins e flores são espalhados por todo lado numa tentativa de minimizar o efeito do céu cinzento. Na última semana, Pequim chegou a registrar recordes de poluição, e entidades advertiram as pessoas para que não saíssem nas ruas.

De seu lado, o Bocog também aposta na tecnologia. Durante os jogos, mais de 500 carros "verdes", alimentados por energia elétrica e bateria, farão traslados entre as instalações da comunidade olímpica. Dezenas de sistemas para captar luz solar e água da chuva também foram espalhados pela cidade com o intuito de economizar energia e reciclar água.

Enquanto tenta limpar a cara de uma das cidades mais poluídas do mundo, o Bocog treina milhares de pessoas e testa sistemas para outra operação vital : a segurança. Ao todo, cerca de 80 mil policiais estarão a postos para manter o evento sob controle. Segundo o Bocog, mais de 500 táticas de segurança - que terão o apoio da Interpol - estarão à disposição. Outra vez, na retaguarda dessas operações, estará a equipe de Hore. "Durante os jogos teremos de ficar 24 horas no ar para atender a qualquer eventualidade."

Por enquanto, comenta Hore, o cronograma segue tranqüilo. Fã de natação, ele conta que, de vez em quando, até sobra um tempinho para dar um pulo na piscina. "Ainda não estou rápido o suficiente para brigar por uma medalha de ouro, mas já é o suficiente para ficar em forma."

 

 


 


Em legítima defesa Volta

Mídia Impressa: Folha de S. Paulo
Marina Silva
09/06/2008

INICIO MINHA participação neste espaço com enorme sentido de responsabilidade. Tenho a oportunidade diferenciada de usar um dos bens culturais mais preciosos: a exposição de idéias, base para o diálogo. Gostaria de compartilhá-la com os leitores e de, juntos, pensarmos o Brasil e reunirmos forças para ajudar a transformá-lo.
Para começo de conversa, trato de um entrave para o crescimento do país: a postura ambígua do Estado frente ao nosso incomparável patrimônio natural.
O Estado brasileiro criou medidas de proteção ambiental, muitas vezes em situações difíceis. Esse acúmulo alcança hoje limiar estratégico de inserção da variável ambiental no coração do processo de desenvolvimento. A sociedade entende esse momento, apóia, demanda. Diante disso, o Estado não pode se encolher diante do ponto a que ele mesmo chegou.

Movimentos retrógrados, saudosistas do tempo da terra sem lei, fazem pressões e recebem acenos de possíveis flexibilizações. Mas a sociedade bloqueia e restringe esses acordos. A Amazônia é o maior exemplo. A opinião pública mantém o debate, banca o combate ao desmatamento, dá suporte para a manutenção da lei do licenciamento e para a não-flexibilização da legislação ambiental.
O certo é que o Estado, em todos os seus níveis, não consegue utilizar o grande capital político de que dispõe para acompanhar o pique da sociedade. Ela cresceu, passou a perceber seus problemas de maneira mais complexa. O Estado cresceu, mas não amadureceu.

Há agora uma discussão importante que resume tudo: é preciso dinheiro para implementar as medidas e normas criadas, porém a relatoria ambiental do Orçamento que está sendo discutido no Congresso foi entregue à bancada ruralista, cuja oposição às medidas de combate ao desmatamento é conhecida. Talvez tenha havido uma negociação para assegurar aos aliados a relatoria das agendas de aceleração do crescimento. E o meio ambiente parece não ter tido a mesma prioridade.

Boa parte do Estado ainda vê na política ambiental um mal necessário. Fala-se em compatibilizar desenvolvimento e meio ambiente, como se fossem adversários a serem conciliados. O Brasil não tem que compatibilizar, tem que buscar um crescimento econômico cuja concepção já contenha a conservação ambiental. Que não veja as áreas preservadas como partes "retiradas da produção" e, sim, como imprescindíveis à produção equilibrada e com alguma noção de bem público. Isso é possível? Se não for, para um país que ainda tem 60% do seu território com florestas, então é mesmo hora de aumentamos, em legítima defesa, nosso estado de alerta.

contatomarinasilva@uol.com.br

 

 


 

 

Tapando o nariz Volta

Mídia Impressa: Folha de S. Paulo
Ruy Castro
09/06/2008

No tempo do "milagre", nos anos 70, o ditador Garrastazu Médici, falando à imprensa estrangeira, escorregou e disse uma frase que ficaria célebre: "O Brasil vai bem, mas o povo vai mal". Sem querer, admitia que os índices de crescimento do país, tidos como espetaculares, não se refletiam nas condições de vida diária do brasileiro, que continuava roendo beira de penico.

Hoje é o contrário. O brasileiro vive um inédito carnaval consumista. Há dinheiro e crédito para tudo: casa própria, carro blindado, TV de plasma, notebook, iPod, depilação a laser, tomate seco, mozarela de búfala, Viagra, Prozac, Lexotan. Qualquer colchete ou retrós pode ser pago em seis vezes -já vi gente comprando um jornal em Congonhas (R$ 2,50) e pagando com cartão de crédito. Todos os índices falam do aumento do poder de fogo do brasileiro diante de um rack, gôndola ou prateleira.

Já o Brasil cambaleia e aderna em outros índices. A Amazônia precisa ser protegida da cobiça dos gringos para continuar sendo derrubada por nós mesmos, à razão de sete campos de futebol por minuto. Instauram-se incontáveis CPIs, apenas para vê-las arquivadas em menos de um ano, para que um ex-governo não possa puxar o rabo do atual e vice-versa. Desmascara-se um chefe de quadrilha e descobre-se que ele era o mesmo chefe da polícia, e que o chefe de ambos era o próprio chefe do governo.

Todo dia vazam denúncias de armações, maracutaias, tráfico de influência, desvio de recursos públicos e compra pura e simples de governos, envolvendo multinacionais, ONGs e todos os níveis de administração -denúncias essas que só têm como resposta a arrogância ou o cinismo.

Os intestinos da maioria das instituições fedem. O povo tapa o nariz e vai às compras.

 

 


 

 

Crise faz disparar venda de produtos de marca branca (Portugal)

Mídia Eletrônica: http://diarioeconomico.sapo.pt
Sónia Santos Pereira
09/06/2008


Continente ganha 450 milhões só com estes produtos. Mercado cresceu 25%. Menor orçamento das famílias é um dos factores.

A marca Continente já representa 450 milhões de euros nas vendas de produtos alimentares da Sonae Distribuição. E a tendência é para crescer, assegura Isabel Dias da Costa, administradora da empresa, que perspectiva que este ano a marca responda por vendas brutas na ordem dos 600 milhões.

O crescimento que se está a registar deve-se essencialmente a dois factores: à conjuntura económica que obriga muitas famílias a encontrarem soluções de poupança e à progressiva perda da desconfiança dos consumidores face a esses produtos. De acordo com os dados da empresa, cerca de 85% dos clientes das lojas Modelo e Continente compram, pelo menos, um produto de marca própria por mês.

O mercado nacional das marcas próprias está a registar crescimentos superiores a 25% ao ano e isso deve-se “ao enquadramento económico e à inovação de produtos”, afirma Isabel Dias da Costa. E exemplifica: “não havia espinafres congelados no mercado, nós identificamos a apetência pelo produto e lançámos”. Como salienta, a marca Continente já deverá gerar 800 milhões de euros de vendas brutas em 2009, o que representará um peso de 25% no total do volume de negócios da área alimentar da Sonae Distribuição.

Para Isabel Dias da Costa, a marca Continente apresenta uma “proposta de valor muito interessante”, que é o preço e a qualidade. A estratégia da marca assenta na premissa de que “todos os artigos têm que ter qualidade igual ou superior ao líder e um preço de venda inferior em cerca de 35%”.

Com a entrada no mercado dos ‘hard discount’ – cuja grande aposta se dirige aos produtos de marca própria a preços altamente competitivos – a Sonae Distribuição diversificou a sua estratégia e lançou as marcas de produtos económicos “é”, “sou”, “sim” e “para”. Aqui o posicionamento é o preço, abdicando um pouco da qualidade. “Tivemos que fazer um movimento de defesa”, explica Isabel Dias da Costa. “Se os consumidores querem produtos baratos, nós também temos”, continua.
O mercado vai ditando as tendências e eliminando algumas referências. É exemplo o caso da água marca “é”, que não teve a esperada adesão dos clientes e acabou retirada das lojas há cerca de um mês. Neste negócio, “quando não há lugar para o primeiro preço é preciso combater com a marca própria”, diz a responsável. Este insucesso é compensado por uma política de inovação. Neste momento, as novas apostas da empresa são o lançamento dos segmentos Continente Gourmet e Continente Bio.

Os fornecedores dos produtos marca própria da Sonae Distribuição são preferencialmente nacionais e, alguns, bem conhecidos dos consumidores, como o grupo Cerealis, que detém as marcas Milaneza ou Nacional, e a Sovena, que produz o óleo Fula. A empresa é também responsável pelo desenvolvimento dos produtos que para a fase de fabrico são entregues a entidades externas

 

 


 

 

É quase impossível impor regras na Amazônia, diz revista inglesa Volta

Mídia Impressa: Gazeta Mercantil
09/06/2008

É quase impossível para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta Amazônica, já que praticamente não há controle sobre a propriedade de terras na região, diz a revista britânica The Economist na sua edição de sexta-feira.

Em uma reportagem intitulada "Bem-vindo à nossa selva que encolhe", a revista comenta os desafios enfrentados pelo novo "hiperativo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc", que "aceitou o emprego sob um número de condições (dez ao todo)", após a demissão de Marina Silva, diz a revista.

A revista comenta o plano de Minc que prevê que, a partir de julho, os fazendeiros que não apresentarem a documentação adequada perderão acesso a financiamentos subsidiados, e os que não a apresentarem dentro de até quatro anos terão suas terras confiscadas.

"Mas na prática é quase impossível para o governo impor sua vontade nos limites de seu império, mesmo se quisesse. Os membros da tribo fotografada recentemente (em referência à tribo encontrada perto da fronteira do Peru, que nunca teve contato com a civilização) não são os únicos que não reconhecem a soberania do Brasil na Amazônia", conclui a reportagem. A revista diz que o plano de Minc "tem que dar certo...se o Brasil for combater o recente aumento do desmatamento".

"No dia 2 de junho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o desmatamento, anunciou que a floresta diminuiu substancialmente em abril, em comparação ao mês anterior." A revista aponta diversos fatores que podem ter contribuído para este aumento, inclusive o fato de as fotografias de satélite serem mais claras agora por causa das condições climáticas, e afirma que o pior pode ainda estar por vir, já que a época das secas, que se estende pelos próximos quatro meses, registra o ápice das queimadas.

"O aumento tem várias causas e escolher uma ou duas tende a distorcer o quadro. Mas parece haver uma ligação entre o alto preço de commodities e o desmatamento, com intervalo de cerca de um ano." A revista ainda cita a produção de carne e soja, afirmando que elas estão ligadas indiretamente ao problema, já que o gado criado na Amazônia não pode ser exportado, e a soja é plantada longe da floresta, mas empurra criadores para a região.
"Mas o alto preço das commodities é só parte da história. O desmatamento ilegal ocorre quando pecuaristas e madeireiras conspiram para limpar faixas de terra. Um pecuarista tipicamente ocupa parte da floresta e vende os direitos de cortar as árvores para uma madeireira. Isto ajuda a financiar o próximo estágio da operação pecuária. A madeireira então vem e tira o que quer, e depois limpa a área. O pecuarista termina o trabalho com a ajuda de uma retroescavadeira, queima o que sobra e planta capim e cria gado. Quando a terra se exaure, o que ocorre rapidamente, os pecuaristas seguem adiante."

Segundo a revista, esta é a forma mais comum de se ocupar a floresta: "Dos 36% da floresta supostamente de propriedade privada, apenas 4% contam com títulos de propriedade regularizados, segundo a organização não-governamental Imazon. Como o governo não sabe quem possui o quê, impor qualquer regra é impossível."
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 6)(Bloomberg News)

 

 


 

 

 

Número de expositores do 12º Fashion Business é recorde Volta

Mídia Eletrônica: JB Online
06/06/2008

Com a adesão de mais duas grifes, as paulistas Betesh e Chemiserie, a mostra primavera-verão 2008/9 da 12ª edição do Fashion Business, que acontece de terça a sexta-feira da semana que vem, das 10h30 às 21h, na Marina da Glória, atingiu o recorde de 100 expositores. São 43 grifes e novos criadores do Rio de Janeiro, 15 de Minas Gerais e nove de São Paulo.

O cast tem reforço de marcas de Ceará, Brasília, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. Treze pólos de moda e acessórios do Rio de Janeiro, selecionados pelo Sistema Firjan, Senai-Moda e pelo Sebrae-RJ, além das representações do Sebrae em mais oito estados, completam o time de expositores.

Somando as confecções abrigadas em cada pólo, estarão presentes cerca de 200 marcas. Todas de olho nas possibilidades de negócios com a presença de 150 lojistas multimarcas do Brasil e 30 compradores de duas dezenas de países convidados para a maior bolsa de negócios da moda das Américas.

O diretor da Escala Eventos, Jerônimo Vargas, um dos organizadores do Fashion Business, promovido pelo Sistema Firjan, que projetava aumento de 5% nas vendas em relação à edição primavera-verão de 2007, ou seja, um total de R$ 435 milhões para o mercado interno, já prevê a superação das vendas. Ele lembrou que o esforço dos organizadores de atrair compradores multimarcas em todo o Brasil, sobretudo do interior de São Paulo e do Centro-Oeste, regiões onde o agronegócio gera forte aumento de renda, despertou mais apetite dos expositores.

Entre os convidados, Lélia Gentil, da Louvre, de Ribeirão Preto, e Márcia Aquino Rocha, da Emporium Lolita, de Goiânia. Como nas edições anteriores, espera-se a vinda de um número bem superior de compradores nacionais e internacionais de forma espontânea. Estima-se que o evento conquiste um público acima e 10 mil pessoas, entre compradores e visitantes.

Para abrigar novos participantes, os organizadores ampliaram a área do evento, criando mais espaços. Com a medida, foi possível abrigar 15 grifes, na fila de espera há várias edições, entre elas Victor Hugo, Rogério Lima – que assina a charmosa bolsa dos vips - e a sofisticada moda praia da paulista Vix. Chica Brasil, de Bauru-SP, Bia Brazil e Miss Alice completam o time de marcas que apresentarão a moda praia.

De volta à bolsa de negócios estão Walter Rodrigues, Santa Ephigênia, Sacada, e Jonny Size, de Marcelo Falcão. Entre os patrocinadores, o retorno do Banco do Brasil como banco oficial, oferecendo o suporte de seu balcão de negócios internacionais, e o Programa TexBrasil, parceria entre a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e de Investimentos) e a ABIT, que terá um estande para promover a moda brasileira.

O lounge, remodelado desde a edição passada, com espaços padronizados e decoração clean em MDF e cortinas de voil brancas, contará ainda com um cyber-café montado pela Oi Paggo, um dos patrocinadores, ao lado do Sebrae-RJ, BNDES e INPI.

Grifes fazem oito desfiles técnicos

Grande sucesso na última edição, o Salão Multiuso do evento ampliará para oito o total de desfiles técnicos — o dobro da última edição — e também abrigará palestras sobre tendências de moda com especialistas do Senai Moda, da ABIT, além da renomada consultoria internacional WGSN, maior site de tendências de moda do mundo. O INPI também apresentará palestra sobre o valor do design como estratégia para consolidação da marca.

 

 


 

Na abertura da semana de moda, organizadores dão mostra de força Volta

Mídia Eletrônica: http://www.sidneyrezende.com
07/06/2008

Começou neste sábado (7) o Fashion Rio, na Marina da Glória. Com a união entre moda e responsabilidade ambiental, a 13ª edição do evento carioca, realizado pelo Sistema FIRJAN, tem o tema Repensar, reciclar, renovar, e apresenta as tendências primavera/verão para 2009. Participam 43 grifes de diversas regiões do país, com quase 90 expositores, e a expectativa de público de mais de três mil compradores e lojistas.

Na coletiva comandada pela escritora Fernanda Young, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêia Vieira declarou sua satisfação com o setor. "A Firjan e o Fashion Rio têm tudo a ver. O Rio de Janeiro emprega uma quantidade enorme de pessoas no ramo, é uma distribuição de renda muito importante", disse.

Eloysa Simão, idealizadora e diretora geral do Fashion Rio, afirmou que o mercado não deve se preocupar com o futuro da semana de moda, numa referência velada ao cabo de guerra travado nos últimos anos  com seu principal concorrente, a São Paulo Fashion Week, a semana de moda paulistana, de Paulo Borges. "Há muito alarmismo a respeito da saída de grifes para outros eventos, mas é preciso lembrar que algumas destas grifes nem eram conhecidas quando entraram no Fashion Rio" disse, explicando sobre a saída de marcas como a Colcci, que não estarão presentes nesta edição. "O evento vai muito bem, e as marcas aliadas ao Fashion Rio, segundo pesquisa que encomendamos, cresceram cerca de 500% no mix nacional."

Mas se algumas marcas saíram, outras entraram. Esta edição do evento traz a estréia da grife Espaço Fashion, e também o retorno de Carlos Tufvesson, que não desfilava em passarelas cariocas há quatro anos. Entre outras novidades, estão as grifes Koolture e a Filhas de Gaia que, juntamente com Giulia Borges e Homem de Barro, entraram para a programação do evento na última edição.

Sem Gisele

Para quem lamenta a ausência da supermodelo Gisele Bundchen este ano, o time de beldades promete não deixar ninguém insatisfeito. Não se sabe quem será a favorita dos flashes este ano, mas muitas são as candidatas: Ana Beatriz Barros, Carol Trentini, Juliana Imai, Isabeli Fontana, Guisela Rhein, Carol Franceschini, entre outras, são algumas das modelos confirmadas.

 A programação visual desta edição também é um espetáculo à parte, e traz peças da série Retalhos, do artista plástico André Andrade. Para a montagem do evento, foi utilizada uma madeira certificada. As tendas foram decoradas com luminárias feitas de carretéis de linha de máquinas industriais, em trabalho da artista plástica Ivana Curi.

 



Tecidos ecologicamente corretos são destaque no Fashion Business Volta
Mídia Eletrônica: http://jbonline.terra.com.br
04/06/2008

RIO - Com o tema Raízes, o Grupo de Moda de Niterói, que participa do Fashion Business, braço de negócios do Fashion Rio, explora tecidos ecologicamente corretos e materiais reciclados em suas coleções. A artesã Silvia Haddad, da Ganesha, reaproveita vidros usados por artistas plásticos. Juntando-os ao sisal, faz colares e bijuterias explorando os contrastes. As peças estarão na Semana Internacional de Moda de Madri. Já Érika Facuri leva ao seu estande lindas peças com bordados e rendas. Além das duas participam do grupo, as grifes Rib, Zack, Soho e João Paes Leme.