Quinta-feira, 17 de janeiro de 2008.
Comentários, dúvidas e sugestões:
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1. Tintas Coral aposta em moda para vender mais
2. STJ decide incidência de ISS sobre franquia
3. Patente de lavadora
4. Batalha nada virtual
5. União Européia investiga laboratórios
6. Só se falou de negócios no 1º dia da Fashion Week
7. Para Borges, futuro da moda brasileira é o exterior
8. Inovação: Veículos movidos a ar
9. Físicos criam material mais escuro do planeta
10. Microsoft quer vigilância no PC à la "Big Brother"
11. China promete rever lei que controla vídeos pela internet
12. Brasil e Argentina discutem cooperação tecnológica
13. Falta de mão-de-obra qualificada afasta laboratórios multinacionais do Brasil
Tintas Coral aposta em moda para vender mais volta
Valor Econômico
Beth Koike
17/01/2008
A Tintas Coral, do grupo britânico ICI, está comemorando o resultado obtido no ano passado. Encerrou o período com uma receita líquida de US$ 320 milhões, o que representa uma alta de 12% em relação a 2006. A subsidiária no Brasil saltou da 10ª posição para o 5º lugar no ranking do grupo, perdendo apenas para Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França.
Sob o comando de José Roberto Siqueira, há um ano na presidência da empresa, o plano deslanchado em 2007 foi aumentar a verba de marketing e investir em pesquisas para ouvir consumidores e varejistas. O presidente da Tintas Coral comemora o resultado. "É um desempenho histórico para a empresa e foi motivado pelo aumento de 10% no volume e porque estamos desenvolvendo uma série de ações para que a tinta não seja vista só como um material de construção e sim um produto de consumo".
Ele levou para a empresa experiência acumulada em companhias ligadas a produtos de consumo como Philips, Unilever e Volkswagen. E contratou profissionais de empresas de consumo, como a gerente de marketing, Andrea Tommasini, que veio da multinacional Procter & Gamble.
No plano de marketing, a Tintas Coral fechou uma parceria com a grife de moda Neon, conhecida por usar estampas coloridas. Pela primeira vez, a empresa está patrocinando o desfile dessa marca, criada pelo estilista Dudu Bertholini, na São Paulo Fashion Week, evento que começou ontem na capital paulista. O investimento da Coral no SPFW é de US$ 100 mil e o valor total investido em marketing saltou de R$ 33 milhões em 2006 para R$ 41 milhões em 2007.
O executivo conta que herdou uma empresa com duas fábricas e 940 funcionários. A área industrial estava bem desenvolvida, mas faltavam iniciativas para transformar a tinta em um item de consumo. Para isso promoveu investimento de US$ 400 mil em pesquisas para detectar as demandas dos consumidores e varejistas e, principalmente, incentivar o uso de tintas coloridas. "Em meados de 2005, 45% das tintas que vendíamos era na cor branca. Hoje, esse percentual caiu para 30% porque as pessoas estão mais abertas para outras cores", disse Siqueira.
Como acontece na área da moda, a Coral também aposta em uma determinada cor para cada ano. Em 2008, a cor em voga é o amarelo. "O amarelo está presente nas roupas e acessórios. Além disso, este é o ano das Olimpíadas de Pequim, cujo símbolo é o dragão dourado", afirma Andrea.
Para este ano Siqueira continua com uma previsão otimista, apesar de alguns economistas sinalizarem que haverá uma freada na economia. Ele prevê um aumento de 8% no faturamento motivado principalmente pelo boom imobiliário. "Os imóveis foram entregues recentemente e com isso muitas pessoas estavam endividadas com as prestações. Acredito que daqui para frente elas terão recursos para investir na decoração do imóvel".
STJ decide incidência de ISS sobre franquia volta
Valor Econômico
Fernando Teixeira, de Brasília
17/01/2008
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu sua primeira decisão declarando a incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS) na atividade de franshising depois da edição da Lei Complementar nº 116, em 2003. A lei instituiu a incidência do imposto nos pagamentos de royalties por franquias e desde 2004 vinha sendo questionada por advogados que atuam na área. Em uma decisão publicada em dezembro de 2007, a primeira turma do tribunal afirma que, a partir da nova lei complementar, a exigência do tributo é "indubitável".
Outro mau resultado para a tese foi publicado em setembro de 2007 pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A turma seguiu voto do ministro Sepúlveda Pertence declarando o tema de natureza infraconstitucional, o que delega a competência para o julgamento do assunto ao STJ. A rigor o resultado do Supremo pode ter ainda mais impacto na disputa, pois os advogados envolvidos no caso depositavam esperanças em um bom resultado no STJ, contando mais ainda com a queda da tributação no Supremo. Mas nem tudo está perdido: como nenhuma das duas decisões transitou em julgado, e foram proferidas apenas por turmas, não são posições definitivas.
Em 2002 o STJ firmou jurisprudência contrária à incidência do ISS nos pagamentos feitos pelos franqueados aos franqueadores, sob o argumento de que, pela legislação em vigor na época, a Lei Complementar nº 56, de 1987, a atividade não constava na lista de serviços tributados pelo imposto. Para azar dos contribuintes a falha foi logo sanada pelas prefeituras durante a tramitação da Lei Complementar nº 116, aprovada com previsões específicas para as franquias.
No novo precedente do STJ, tratando de uma franquia dos Correios, o relator Luiz Fux afirma que "a partir de então (da Lei Complementar nº 116), ressoa indubitável a incidência da exação sobre os serviços postais e telemáticos realizados pelas agências franqueadas". Como as franquias como um todo, e não somente as postais, também têm previsão de tributação na nova lei, o resultado é de efeito geral. Mas no caso concreto, a franqueada dos Correios que recorreu ao STJ acabou escapando do ISS, pois questionava tributos cobrados entre 1997 e 2002.
Segundo a advogada Melitha Novoa Prado, especialista na área, a disputa deve ser definida no Supremo, pois questiona o próprio conceito de franquia. A alegação é a de que os pagamentos em royalties não seriam serviço, e sim uma espécie de cessão de direitos, algo mais parecido com um aluguel - uma obrigação de "dar", e não de "fazer", pois franqueada cede marca e know-how. O Supremo tem alguma jurisprudência na área, como a que afasta o ISS do aluguel de bens móveis. De acordo com a advogada, a jurisprudência na primeira e segunda instâncias é dividida quanto às franquias e a disputa nem sempre vale a pena, dependendo da alíquota cobrada e do tipo de atividade exercida. Muitas empresas entraram na disputa mantendo provisões para o caso de derrota.
Patente de lavadora volta
Valor Econômico
15/01/2008
A Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região reformou a sentença da 38ª Vara Federal do Rio de Janeiro que havia anulado a patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) de "aperfeiçoamento em lavadora de roupas". A decisão do tribunal se deu em resposta a dois recursos apresentados respectivamente pela empresa Latina e pelo INPI, que sustentaram que a patente teria levado em conta os princípios da novidade e da atividade inventiva. A Latina, sediada em São Carlos, em São Paulo, fabrica e comercializa lavadoras e centrífugas de roupas. Para a relatora do caso no TRF, desembargadora federal Liliane Roriz, "as novas dimensões da peça ensejam uma máquina de lavar roupa de uso doméstico de fácil deslocamento e que pode ser aposta em ambientes mais estreitos. Além disso, a utilização de esfregador removível e de uso opcional, a eliminação do uso da correia, bem como o novo posicionamento do conjunto rotor de turbilhonamento, agregaram mais funcionalidade ao conjunto, conferindo-lhe caráter de novidade suficiente a fundamentar a concessão do privilégio".
Batalha nada virtual volta
Valor Econômico
17/01/2008
Os viciados em Scrabulous, um "game" virtual jogado por milhões no site de relacionamento Facebook desde 2006, poderão passar por um período de abstinência em breve. As duas empresas por trás do Scrabulous, que faturam mais de US$ 25 mil por mês com o download do jogo, encaram um processo judicial das duas fabricantes de brinquedos que são proprietárias dos direitos do jogo no tabuleiro, informou o "Financial Times". A Hasbro possui os direitos de propriedade intelectual do jogo nos EUA e no Canadá, e a JW Spear & Sons, uma subsidiária da Mattel, possui o direito no resto do mundo.
União Européia investiga laboratórios volta
O Estado de São Paulo
17/01/2008
Em uma ação coordenada entre autoridades de vários países, a União Européia começou ontem a investigar as maiores empresas farmacêuticas. Bruxelas quer saber se as companhias fizeram acordos ilegais de preço ou de patentes para evitar colocar no mercado remédios genéricos e com custos menores. Empresas na Inglaterra, Suécia, França e de outros países foram inspecionadas.
Só se falou de negócios no 1º dia da Fashion Week volta
Ex-dono da Zoomp anunciou nova grife; camarim de Fause Haten já tinha logo do grupo I’M
O Estado de São Paulo
Renata Cafardo
17/01/2008
Cortes, cores, tecidos - pouco se falou de moda no primeiro dia da São Paulo Fashion Week (SPFW), ontem, na Bienal. “Ninguém quer saber da coleção, todo mundo só pergunta de negócios”, diz o estilista Alexandre Herchcovitch, que vendeu suas duas marcas ao Identidade Moda (I’M), grupo que também comprou as grifes Zoomp e Zapping, Fause Haten, Clube Chocolate e Cúmplice.
Para aumentar o tititi, Renato Kherlakian, ex-dono da Zoomp e Zapping, aproveitou para anunciar que lançará em julho nova grife autoral - a Renato Kherlakian, ou RK, será voltada aos homens e terá a primeira loja nos Jardins.
Kherlakian e Herchcovitch repetem um consenso entre estilistas, empresários, fashionistas: a SPFW foi uma das grandes responsáveis pelo atual movimento. “O evento organizou o calendário de moda no Brasil, veio crescendo ano a ano, a divulgação das grifes aumentou, até que acabou atraindo esses investimentos”, diz o empresário Eduardo Rabinovich. Dono da ER e ex-sócio da Vicunha e da CSN, há um ano e meio ele comprou a marca de calçados Zeferino, montou indústria de produção e agora negocia a compra de outras grifes. “É um momento muito gratificante para quem faz moda, mas foi plantado e planejado”, diz o diretor da SPFW, Paulo Borges.
Nelson Alvarenga, dono da Ellus que se juntou ao grupo In Brands, diz que o Brasil está na “adolescência” do processo global da moda como negócio. “O setor ainda tem milhares de pequenas empresas, familiares, informais, que tratam moda apenas como glamour. Estilistas ainda acham chique dizer que não mexem com dinheiro, que são artistas.” A In Brands comprou recentemente a grife 2nd Floor e negocia 50% da marca Isabela Capeto. Ellus e 2nd Floor desfilam juntas domingo.
“O importante é que agora cada um pode fazer o que sabe melhor”, diz o estilista Fause Haten, também da I’M. “Eu crio e eles cuidam da gestão.” Fause desfilou sua coleção feminina ontem e seu backstage já estampava o logotipo da I’M. O tema das entrevistas pré e pós desfile era o mesmo: as razões que o fizeram integrar o grupo.
Para os consumidores, o cenário deve melhorar, com mais opções e melhores preços. “Por causa da preocupação financeira dos grupos, as peças vão ficar menos conceituais e mais próximas do público”, acredita a produtora Patricia Kurati.
Para Borges, futuro da moda brasileira é o exterior volta
O Globo
16/01/2008
SÃO PAULO - 2016 será o ano da moda brasileira no exterior, prevê o visionário Paulo Borges, que aposta suas fichas no setor desde os anos 1980, quando falar de moda nacional ainda era considerado "uma grande bobagem".
Ele é o idealizador do maior evento de moda do país, o São Paulo Fashion Week, que começa sua 24a edição bianual na quarta-feira, no pavilhão da Bienal, parque Ibirapuera.
O que era antes um evento de três desfiles em três noites, em 1994, então chamado Phytoervas Fashion, pulou dos 300 mil reais em investimentos para 6
milhões de reais, 40 desfiles e seis dias.
Borges sempre fez planejamentos a longo prazo. Se a primeira década do SPFW tinha como objetivo a construção de um calendário de moda e a profissionalização do setor, a segunda e atual etapa é a concentração na qualidade da criação, do produto final e do investimento.
"E a terceira etapa é a distribuição, é a consolidação disso tudo", resume Borges, citando o ano de 2016, quando o evento entra na segunda década.
"É quando você consegue distribuir a sua moda para o mundo inteiro ... É você
chegar em todos os lugares e ver as lojas brasileiras, os corners de marcas brasileiras em todas as lojas de departamento do mundo, é ter anúncios dessas marcas brasileiras nas revistas internacionais", diz Borges, em uma entrevista recente na Bienal, em meio a marteladas dos operários que preparavam o prédio para o evento.
Antes de tomar o mundo de assalto, no entanto, é a "qualidade de investimento" o assunto da temporada, com a chegada de grupos investidores que, para muitos, levará a moda brasileira para outro patamar.
O ano começou com chegada de uma grande gestora de marcas, a Identidade Moda, que comprou as grifes de dois dos estilistas mais famosos do país - Alexandre Herchcovitch e Fause Haten. Outro grupo de investidores, que tem também a participação de ex-sócios de bancos, criou a gestora de grifes In Brands, com nomes de peso que desfilaram no SPFW.
"Isso (investimentos) vai mudar a fotografia da moda brasileira porque vai dar
uma musculatura e um crescimento para essas marcas de forma muito forte, muito rápida e muito planejada", afirma Borges.
VOCAÇÃO PRODUTIVA
Para ele, um dos pontos importantes para o longo caminho de internacionalização é trabalhar o antigo conceito de parque industrial que, segundo ele, "está agora solto pelo mundo".
"Hoje você já tem nomes, no caso da moda no mundo inteiro, que produzem em qualquer lugar do mundo ... Hoje você tem produção da Zara sendo feita no Brasil, e você vai ter produção de brasileiros sendo feita na Itália, Portugal, Espanha, China, Índia. Porque isso encurta as distâncias de distribuição", explica.
"O que vai acontecer como transformação no caso industrial são as vocações produtivas. O Brasil vai tomar algumas especializações e vai poder fornecer produção para determinados mercados onde possa ser mais competitivo. Esse parque industrial vai virar quintal do mundo também", acredita.
Da mesma forma que a chegada de grupos de investimento aconteceu na Europa há 20 anos, espera-se que a consequente internacionalização das marcas européias também seja uma realidade para as grifes no Brasil.
"Você tem que pôr um tijolinho atrás de um tijolinho", explica Borges sobre sua paciência e perseverança em tantos anos no mercado.
"Quando eu comecei a trabalhar com moda, em 1980, ninguém acreditava em moda no Brasil. Ninguém. Falavam que eu era louco de querer fazer um calendário de moda."
(Edição de Maria Pia Palermo)
Inovação: Veículos movidos a ar volta
Mídia eletrônica: Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br
16/01/2008
Após procurar investidores por 15 anos, na semana passada o francês Guy Negre conseguiu o apoio da indiana Tata para seu invento. A produção dos carros movidos a ar comprimido criados por ele deve começar este ano.
Em comunicado, a Tata informou que investirá US$ 29 milhões (cerca de R$ 51 milhões) na MDI, a empresa de Negre. Estima-se que o veículo a ar terá preço entre US$ 3.500 e US$ 4.000 (R$ 9.100 a R$ 10.400).
Feito de alumínio, o motor do carrinho é semelhante a um convencional, mas com a metade do peso. Tem quatro cilindros em configuração boxer, com 800 cm3 de cilindrada. Os pistões são movidos pela injeção de ar comprimido em vez das explosões da mistura ar-combustível, como num motor a gasolina, por exemplo. Há válvulas de admissão, por onde entra o ar, e de escape, para a saída. Porém, como não há combustível - nem queima - pelo escapamento sai apenas ar. Mas é necessário óleo para a lubrificação dos componentes. O câmbio é automático, controlado por computador.
Os tanques de ar comprimido ficam sob o assoalho do veículo e são revestidos por fibra de carbono, pois se fossem de metal poderiam explodir em caso de acidente. A fibra apenas se rompe, como uma colméia. A pressão nos tanques é de 300 bars - em comparação, um tanque para GNV suporta até 200 bars. E um motor elétrico garante que a pressão se mantenha alta e não caia com a diminuição do nível do reservatório.
O chassi do veículo a ar é feito de alumínio, o que colabora para seu baixo peso. Segundo Negre, os protótipos pesam apenas 330 kg (um Fiat Mille pesa 810 kg) e atingem até 110 km/h.
A autonomia, entretanto, é limitada a 200 km. Recarregar os tanques em um posto de alta pressão leva perto de 3 minutos. Com o compressor elétrico interno, o tempo sobe para quatro horas.
Dificuldades "O principal problema desses carros é armazenar energia", diz Roy Nagel, engenheiro mecânico que trabalhou por 40 anos na GM nos EUA. "Pode-se aumentar o volume dos tanques, a pressão com que o ar é armazenado ou ambos. Mas há limites para isso, principalmente no tocante à segurança", alerta o especialista, que foi responsável por todos os testes de segurança dos produtos da empresa norte-americana até 2002.
O engenheiro afirma que a possibilidade de vermos esses carros nas ruas é remota. "A não ser que haja alguma grande revolução tecnológica, o que ainda não tem previsão", diz Nagel.
Físicos criam material mais escuro do planeta volta
Carpete de tubos de carbono absorve 99,9% da luz
Shawn-Yu Lin/RPI/Reuters

Liga de tubos de carbono (centro) absorve 99,9% da luz
Folha de São Paulo
17/01/2008
Cientistas anunciaram anteontem ter obtido "o preto mais preto": o material mais escuro do planeta, que absorve mais de 99,9% de toda a luz que recebe. Feito de pequenos tubos de carbono alinhados na vertical, o sólido é 30 vezes mais escuro do que a substância de carbono usada pelo Instituto Nacional de Padrões dos EUA para definir a cor negra.
"Praticamente toda a luz que entra é absorvida", diz o cientista indiano Pulickel Ajayan, líder da equipe que produziu o material na Universidade Rice, em Houston (EUA). A nova substância tem índice de reflexão de 0,045% -quase três vezes mais escuro do que a liga de níquel e fósforo que detinha o recorde. Uma tinta preta comum, em comparação, possui índice de reflexão de 5% a 10%.
O novo material é escuro por dois motivos. Arranjados em pé, como se fossem as cerdas de um carpete, os tubos de carbono, 400 vezes mais finos do que um fio de cabelo, refletem pouca luz. Além disso, a maneira desorganizada como estão inclinados ajuda a "prender" luz entre um tubo e outro.
Ajayan diz que o novo material pode ser usado para a conversão de energia solar em eletricidade e aplicado em instrumentos de detecção de luz infravermelha. Se o material se mostrar bom e bloquear outras faixas de radiação também, pode ser usado em aviões espiões, que driblam radares.
Os pesquisadores estão tentando agora o registro do novo material no Livro Guinness dos Recordes. Ajayan já fora mencionado na edição de 2006 do livro como um dos criadores da "menor escova do mundo".
Microsoft quer vigilância no PC à la "Big Brother" volta
Mídia eletrônica: Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br
16/01/2008
A Microsoft solicitou patente para um novo software capaz de monitorar o desempenho de um indivíduo na frente do PC por meio de suas expressões faciais, pressão sangüínea, entre outros. O jornal britânico "The Times" diz ter conseguido acesso ao pedido de patente em reportagem desta quarta-feira.
A empresa norte-americana pretende desenvolver um sistema que usa sensores sem fio para acompanhar o ritmo cardíaco, a temperatura do corpo, os movimentos, a expressão facial e a pressão sangüínea do trabalhador. O software espião permitiria que sensores sem fio captassem com precisão detalhes como "arrepios da pele".
O instrumento era até agora limitado aos pilotos ou aos astronautas da Nasa. O "Times" diz que esta é a primeira vez que a companhia se propõe a desenvolver seu "Big Brother" para todo tipo de escritório. As transformações físicas do funcionário seriam comparadas com um perfil psicológico individual baseado no peso, na idade e na saúde do trabalhador.
Se o sistema detectar uma aceleração do ritmo cardíaco ou das expressões faciais que indique estresse, informará aos responsáveis que o trabalhador precisa de ajuda.
O Comissário de Informação do Reino Unido, grupos de liberdade civil e advogados dedicados à defesa da privacidade criticaram duramente o potencial do novo sistema.
O Escritório de Patentes dos Estados Unidos confirmou na terça-feira que a solicitação foi publicada no mês passado, um ano e meio após a Microsoft apresentar o projeto. Acredita-se que a patente pode ser concedida em um ano.
Em comunicado, a Microsoft confirmou ter entrado com pedido de patente para um novo software, mas disse que não é da prática da empresa "fazer comentários sobre patentes em andamento porque podem sofrer alterações ao longo do processo de aprovação pelo Departamento norte-americano de Patentes e Marcas Registradas".
Com agências Efe e BBC
China promete rever lei que controla vídeos pela internet volta
Governo não esclarece se lei fecha e bloqueia sites de vídeo como o YouTube.
Medida está prevista para 31 de janeiro, mas ainda pode ser alterada.
Mídia eletrônica: Portal G1
http://g1.globo.com
Da EFE entre em contato
17/01/2008
As autoridades chinesas prometeram reconsiderar a lei que limitará a divulgação de vídeos pela internet, que deve entrar em vigor dia 31 de janeiro, proibindo a emissão de imagens que não estejam hospedadas em servidores estatais.
"Notamos que após a sua publicação, a lei chamou muito a atenção do público e da imprensa. Por isso, responderemos de forma adequada às dúvidas geradas", disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira (16) Chen Jiachun, subdiretora do departamento de administração de telecomunicações do Ministério.
Chen lembrou, no entanto, que a lei é também de responsabilidade da Administração Estatal de Cinema, Rádio e Televisão.
Ela não esclareceu, porém, as maiores dúvidas: se a lei obrigará a fechar sites chineses de armazenamento de vídeo, muito populares no país, ou se significará o bloqueio de portais como o "YouTube".
Na mesma entrevista coletiva, o vice-ministro do Departamento Geral de Imprensa e Publicações, Yan Xiaohong, disse que o país só bloqueia os sites não registrados legalmente e os que divulgam conteúdos "proibidos ou ofensivos". Ele citou "conteúdos pornográficos, racistas e violentos" como exemplos de páginas que o governo chinês considera ofensivas e "claramente proibidas".
Pirataria
Na entrevista coletiva, as autoridades apresentaram os resultados em 2007 da campanha estatal contra a pirataria na internet. No ano passado, foram fechados 339 sites que não respeitavam os direitos de propriedade intelectual, 60% a mais que em 2005 e 2006.
As autoridades confiscaram 123 servidores e impuseram multas num valor total de 870 mil iuanes (US$ 120 mil).
A China soma hoje 210 milhões de internautas, aproximadamente o mesmo número que os Estados Unidos. A censura na rede afeta também sites de participação livre, como a enciclopédia "Wikipedia", meios de comunicação, como a rede britânica "BBC", e servidores de blogs, como "Blogspot" e "Wordpress".
Brasil e Argentina discutem cooperação tecnológica volta
Mídia eletrônica: TI Inside
http://www.tiinside.com.br
16/01/2008
Uma delegação formada por representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC) se reuniu-se na terça-feira (15/1) com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação da Argentina, Lino Daranao.
O objetivo da visita ao recém-criado Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação argentino foi estabelecer acordos de cooperação entre os dois ministérios e acertar outras ações com a participação conjunta das comunidades científicas dos dois países, como a 5ª Reunião do Comitê Gestor Bilateral de Cooperação.
À tarde o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do MCT, José Monserrat Filho, e o 1º secretário da Embaixada Brasileira na Argentina, Manoel Montenegro Lopez da Cruz, se reuniram com a diretora de Relações Internacionais do MCT argentino, Agueda Menvielle.
Entre os temas tratados estiveram o Centro Argentino-Brasileiro de Biotecnologia; os programas bilaterais sobre tecnologia da informação e comunicação; ciência e tecnologia para inclusão social, ética para a ciência e tecnologia; reuniões sobre ciência, tecnologia e sociedade; o Centro Binacional de Metrologia e o Centro Bilateral de Nanociência e Nanotecnologia. Esteve também na pauta a preparação da terceira reunião das comunidades científicas do Brasil, Argentina e Uruguai, marcada para setembro, em Porto Alegre. Da Redação
Falta de mão-de-obra qualificada afasta laboratórios multinacionais do Brasil volta
Mídia eletrônica: Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br
Thiago Romero
Agência FAPESP
15/01/2008
A mão-de-obra dos trabalhadores da indústria brasileira é comparável, em termos qualitativos, à de países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha. Por outro lado, o país apresenta forte escassez de mão-de-obra qualificada.
Fuga de laboratórios
Isso pode ser um fator determinante para que as multinacionais estrangeiras instaladas no Brasil optem por transferir ou criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em outros países considerados emergentes, como Índia e China.
Essa é uma das conclusões do projeto Políticas de desenvolvimento de atividades tecnológicas em filiais brasileiras de multinacionais, coordenado pelo Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com participação de um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista.
Atratividade do Brasil
O objetivo do trabalho foi identificar os principais entraves à atração de filiais de empresas multinacionais ao Brasil, principalmente no que diz respeito à realização de atividades de P&D em território nacional.
Durante dois anos os pesquisadores entrevistaram, em duas etapas, representantes de dezenas de filiais de multinacionais instaladas no Brasil. Em um primeiro momento foram consultadas 88 empresas, por meio de um questionário respondido de forma online por seus presidentes. Dessas companhias, 81,7% consideram que a escassez de mão-de-obra qualificada será um fator crítico nos próximos cinco anos no que diz respeito aos investimentos futuros em P&D no país.
Na segunda etapa da pesquisa, em que foram entrevistados presencialmente dirigentes de 47 companhias, 58,7% destacaram o problema da escassez em quantidade de profissionais qualificados. Já a falta de mão-de-obra em qualidade foi apontada por 34,8% das empresas.
Falta de mão-de-obra qualificada
"De acordo com os dirigentes falta mão-de-obra qualificada no país", disse Flávia Consoni, pesquisadora do Departamento de Sociologia da USP e do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp que coordenou as entrevistas presenciais, à Agência FAPESP.
A maioria desses dirigentes elogiou a qualidade da mão-de-obra brasileira, principalmente no seu custo-benefício. "No entanto, ainda que essa qualidade tenha sido constantemente mencionada e relacionada ao ensino das universidades brasileiras, tanto as públicas como algumas particulares, existem outros limitantes importantes além da falta de bons profissionais. A língua é um deles. Por diversas vezes os dirigentes das filiais no Brasil associaram a dificuldade de se conseguir mão-de-obra no Brasil com a falta de profissionais que falem inglês, principalmente entre os da área de tecnologia da informação", afirmou.
Pesquisa e desenvolvimento no Brasil
Ainda entre as 47 empresas analisadas na segunda parte do trabalho, cerca de 80% das companhias afirmaram promover discussões com a matriz sobre a atração de investimento direto externo para a realização de P&D no Brasil. A mão-de-obra qualificada foi novamente o fator mais determinante para essa atração de recursos.
Flávia conta que, em um dos questionamentos, sobre quais os argumentos que a filial brasileira usa para atrair investimentos locais em P&D, os mais representativos foram mão-de-obra (21%), custo (17%), ambiente ou infra-estrutura para P&D (13%) e especificidade do ambiente e mercado (9%).
"Quanto ao fator mão-de-obra, os argumentos estavam basicamente alinhados à característica e qualidade dos serviços prestados. As empresas dizem que a mão-de-obra local é flexível, qualificada e competitiva em custo", disse a pesquisadora.
O que realmente influencia
Ela destacou outra pergunta da entrevista presencial, que buscou descobrir quais fatores a matriz realmente considera determinantes para investir em P&D no Brasil. A questão foi formulada de maneira a apresentar ao entrevistado uma relação de 24 fatores distribuídos em quatro categorias: mercadológica, tecnológica (incluindo mão-de-obra e estrutura existente dentro e fora da empresa), econômica/financeira e governamental/política.
Os dirigentes das empresas deveriam escolher os principais fatores em ordem de importância quanto à sua influência na decisão da matriz. "A questão mão-de-obra qualificada, aqui compreendendo a capacitação da mão-de-obra especializada no Brasil, também ocupou a primeira posição, apresentando-se como um elemento que de fato faz a diferença na opção de investir em pesquisa e desenvolvimento no Brasil", apontou.
Peso da mão-de-obra
Segundo ela, após quantificarem as respostas com notas numéricas, a citação "Disponibilidade de pessoal capacitado em qualidade, competência técnica, pró-atividade, capacidade criativa e flexibilidade" recebeu 96 pontos, quase o dobro do segundo fator mais citado, que foi o "Custo de fazer P&D no Brasil", com 53 pontos.
"A necessidade de mão-de-obra qualificada foi citada tanto entre os argumentos que o empresariado utiliza para destacar as vantagens do Brasil como entre as principais razões que levam a matriz a optar por investir nesse tipo de atividade no Brasil", acrescentou Flávia.
Apesar de o projeto com apoio da FAPESP ter sido encerrado, outras filiais de multinacionais instaladas no Brasil estão sendo entrevistadas presencialmente, em trabalho com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Essa outra pesquisa deverá ser encerrada até o fim de 2008 e, em seguida, os autores deverão publicar um livro com os principais resultados.