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09/01/2008

 

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Quarta-feira, 09 de janeiro de 2008.

Comentários, dúvidas e sugestões:
sercom@inpi.gov.br

 


1. Grã-Bretanha propõe legalização de cópias de CDs
2. Lycra e Coca-Cola selam parceria no Brasil no setor da moda
3. Instituto paraibano vai lançar Rede de Tecnologia
4. Firjan promove curso sobre linhas de financiamento
5. MPEs receberão R$ 15 milhões em favor da inovação
6. Pirataria consome cerca de R$ 6 bilhões da indústria da moda
7. Fashion Business ganha passarela para desfiles técnicos
8. Fashion Rio abre espaço aos pequenos
9. Exame simplificado provoca aumento de recursos ao INPI
10. Indiana Tata desenvolve "carro popular" de US$ 2,5 mil
11. Panasonic fecha acordo com Google
12. Celular muda de 'cara' de acordo com função escolhida
13. Parcerias ditam as regras em feira de eletrônicos
14. O mundo em alta definição
15. Aparelho faz conversão do disco de vinil direto para o iPod
16. Gestos e voz devem ser controles do futuro digital, diz Bill Gates
17. Carros são plataforma de alta tecnologia
18. WiMax: sucesso nos próximos dois anos
19. Centro de Biotecnologia da Amazônia terá comitê interministerial

 

 

 

Grã-Bretanha propõe legalização de cópias de CDs   volta

Mídia eletrônica: O Globo Online
http://oglobo.globo.com
08/01/2008
 
A Secretaria para Propriedade Intelectual da Grã-Bretanha está propondo que o ato de copiar CDs em computadores de uso doméstico passe a ser considerado legal.

Milhões de pessoas têm o hábito de copiar conteúdo para CDs e transferi-lo para tocadores de MP3, apesar de o processo violar direitos autorais.

O secretário para Propriedade Intelectual, Lorde Triesman, disse que a lei deve ser alterada "para acompanhar os tempos modernos".

Órgãos da indústria fonográfica receberam a notícia com cautela.

As mudanças, que serão submetidas à consulta no dia 8 de abril, se aplicariam apenas a pessoas que copiam música para uso pessoal, o que significa que cópias múltiplas e a distribuição de arquivos da Internet continuariam proibidas.

Os proprietários, entretanto, não poderão se desfazer dos CDs originais após terem feito uma cópia.

"Permitir que consumidores copiem trabalhos e depois os repassem pode acabar em uma queda dos negócios", ressalta a proposta.

Reações da indústria musical

O órgão regulador da indústria musical da Grã-Bretanha, BPI, disse apoiar a mudança porque ela esclarece as regras para os consumidores, mas alertou que qualquer alteração não pode prejudicar os direitos das empresas fonográficas.

Já a Associação de Música Independente (Aim, na sigla em inglês) disse que a proposta não foi suficientemente abrangente, ressaltando que os CDs devem se tornar obsoletos na próxima década.

Segundo o órgão, quando os CDs forem substituídos, a lei poderá ser utilizada de forma imprópria para "abrir os portões do processo descontrolado de cópias", acrescentando que ele gostaria de ver os detentores de direitos autorais serem compensados quando músicas forem copiadas.

Lord Triesman disse que as mudanças propostas iriam explorar "os limites entre a forte proteção dos detentores de direitos e níveis apropriados de acesso para usuários".

A proposta também permite que escolas e livrarias passem a ter mais flexibilidade no uso de CDs e DVDs.

 



Lycra e Coca-Cola selam parceria no Brasil no setor da moda   volta

Mídia eletrônica: O Globo Online
http://oglobo.globo.com
08/01/2008

RIO - A Lycra e a Coca-Cola Brasil, além do grupo AMC Têxtil, se juntaram pela primeira vez no Brasil para dar vida a uma linha de roupas. O lançamento da coleção, chamada de Coca-Cola Clothing, será lançada nesta quarta-feira, dia 9 de janeiro, no Fashion Rio, que acontece na Marina da Glória, zona Sul do Rio.

O conceito das peças é "Old School". Lançada em 2004, o modelo de licenciamento entre as marcas Lycra e Coca-Cola para a AMC Têxtil vem sendo referência no mercado mundial. Para a diretora de marketing da marca Lycra para a América Latina, Carolina Sister, a parceria entre as marcas é muito positiva e pode ser apontada como um case de sucesso.

- Coca-Cola e Lycra são duas marcas globais, ligadas ao lyfestyle, reconhecidas mundialmente pela excelência de seus produtos e posicionamento. A AMC Textil é uma empresa de moda jovem, com produtos de qualidade, bem posicionada no mercado brasileiro. Toda essa experiência das marcas só pode resultar numa coleção de muito estilo - comenta. Segundo pesquisa Global, a marca Lycra tem 99% do reconhecimento dos consumidores.



Instituto paraibano vai lançar Rede de Tecnologia   volta

Objetivo é identificar ofertas de tecnologia desenvolvidas em centros de ensino e transferir essas inovações para as empresas e assim ajudá-las a melhorar seus produtos.


Mídia eletrônica: Computerworld
http://computerworld.uol.com.br
08/01/2008


O Instituto Euvaldo Lodi da Paraíba (IEL/PB) inicia, neste ano, suas atividades na área de gestão da inovação. O primeiro passo, de acordo com a superintendente Kênia Sâmara Aquino, é lançar a Rede de Tecnologia do Estado da Paraíba (Retec) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Paraíba (SENAI/PB).

A Retec identifica ofertas de tecnologia no estado desenvolvidas em universidades e centros de pesquisa que possam ser transferidos para as empresas para melhorar seus produtos e processos.

“Por meio do nosso Núcleo de Gestão da Inovação, daremos apoio, em parceria com o SENAI/PB, à propriedade intelectual com registro de marcas e depósito de patentes, negociação de contrato e transferência de tecnologia, junto à Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras”, disse a Kênia Sâmara Quirino.


 

Firjan promove curso sobre linhas de financiamento  volta

Mídia eletrônica: Correio do Brasil
http://www.correiodobrasil.com.br
Por Redação - Rio de Janeiro
08/01/2007


O Sistema Firjan está com inscrições abertas para o Programa de Capacitação Empresarial em Linhas de Financiamento à Inovação. O curso, organizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e pela Diretoria de Inovação e Meio Ambiente da Firjan, acontece nos dias 11 e 15 de fevereiro, de 9h às 18h.

O treinamento é destinado a empresários, gerentes e profissionais de empresas de qualquer segmento industrial, e abordará aspectos da inovação tecnológica, linhas de financiamento, metodologias e desenvolvimento de projetos.

O objetivo é preparar os empresários para a elaboração de projetos elegíveis aos recursos destinados à inovação nas empresas, previstos nos editais de linhas de financiamento não-reembolsáveis da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

As aulas acontecerão na sede da Firjan (Av. Graça Aranha 1, Centro) do Rio. O investimento no curso é de R$ 400, para empresas associadas ao Centro Industrial do Rio de Janeiro (Cirj) e sindicatos filiados ao Movimento Sindical da Firjan. Para os não-associados, o custo é de R$ 570. Inscrições e informações pelo telefone (21) 2563-4187 ou pelo e-mail iel@firjan.org.br.



MPEs receberão R$ 15 milhões em favor da inovação   volta


Mídia eletrônica: B2B Magazine
http://www.b2bmagazine.com.br
08/01/2008

Em 2008, micro, pequenas e médias empresas (MPME) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País e do Etado do Espírito Santo terão mais recursos para inovar. Serão 15 milhões de reais, no total, disponibilizados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por 14 Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa. O objetivo é apoiar projetos que incorporem pesquisadores aos quadros das empresas.

Pelo termo assinado no início de dezembro, MCT e CNPq destinarão recursos de 10 milhões de reais e as Fundações apóiam com 5 milhões de reais, por conta das contrapartidas. Para promover a ação ‘Pesquisadores nas Empresas’, cada FAP lançará uma chamada pública em 2008, estimulando a absorção, por parte das empresas, de profissionais qualificados em várias áreas do conhecimento.

“O Sebrae nos estados que receberão os aportes financeiros terá papel importante de sensibilizador das micro e pequenas empresas, além ser um orientador na elaboração dos projetos para que as empresas captem os recursos”, destaca o gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Paulo Alvim. Segundo ele, é necessário mostrar para às MPE o quanto a presença de um pesquisador pode fazer a diferença e colocar a empresa à frente na competição pelo mercado.

O gerente da Unidade de Educação e Tecnologia do Sebrae no Rio Grande do Norte, João Bosco Freire, também destaca a importância de se sensibilizar as MPE sobre essa parceria. “No nosso Estado, vamos mostrar que o pesquisador dentro das micro e pequenas empresas é viável e que essa parceria vai otimizar o processo produtivo”, diz. Ele conta que, em um primeiro momento, será mais fácil mobilizar as empresas que já participam do programa Bolsas de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico às Micro e Pequenas Empresas (Bitec), realizado em parceria entre Sebrae e IEL.

No Estado do Mato Grosso, o Sebrae vai trabalhar com workshops para esclarecer aos empresários o que é inovação e prestará também consultoria individual para orientar as empresas na elaboração dos projetos para captação dos recursos. “O pesquisador dentro da empresa é algo vital. A academia acaba inovando também por conta das necessidades das empresas”, destaca a diretora do Sebrae/MT, Leide Katayama.

Os projetos para captação de recursos podem ter o valor máximo de 300 mil reais. O principal instrumento do programa do CNPq são as bolsas de natureza tecnológica, privilegiando a transferência de conhecimentos da área acadêmica para a área industrial no desenvolvimento de novos processos e de produtos.
 

Fonte: Agência Sebrae - Giovana Perfeito


 

Pirataria consome cerca de R$ 6 bilhões da indústria da moda   volta
 
Mídia eletrônica: Midiamax news
http://www.midiamax.com
Jorge Franco
09/01/2008

O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) divulgou agora há pouco que a pirataria acendeu o sinal de alerta no mundo da moda, apresentando estimativas feitas pela Abravest (Associação Brasileira do Vestuário) de que o setor perde cerca de R$ 6 bilhões por ano com as cópias ilegais, incluindo os prejuízos crescentes com os tênis falsificados.

De acordo com o órgão, o problema pode ser maior ainda porque não inclui a cópia legal, ou seja, aquela que não é crime porque o produto imitado não estava protegido nas formas da lei. Com esta preocupação, o INPI está participando do Fashion Business, na Marina da Glória, no Rio. O objetivo é mostrar aos empresários e estilistas a importância de proteger suas criações – seja com marcas, patentes (no caso de invenções com aplicação industrial) ou Desenhos Industriais (para a forma de roupas e acessórios, por exemplo).


 

Fashion Business ganha passarela para desfiles técnicos   volta

Mídia eletrônica: Portal Fator
http://www.revistafator.com.br
09/01/2008

A passarela chega pela primeira vez ao Fashion Business, evento que abre a temporada de negócios da moda no Brasil, de 8 a 11 de janeiro, na Marina da Glória. Para apresentar a coleção outono-inverno 2008, a maior bolsa de negócios da moda das Américas inaugura, nesta 11ª edição, sua passarela, antes uma exclusividade do Fashion Rio.

A passarela faz parte do salão multiuso e será usada para desfiles técnicos dos expositores para compradores e jornalistas de moda nacionais e internacionais. Dias 8 e 9 de janeiro, às 12 horas e às 13 horas, haverá desfile individual técnico de grifes que estão expondo no evento de negócios. Às 14 horas, nestes dois dias, haverá desfile coletivo. Dia 10 de janeiro, serão realizados mais dois desfiles individuais, às 12 e às 13 horas.

Com a passarela, os organizadores do Fashion Business acreditam ter aprimorado sua função de aproximar os criadores dos espaços multimarcas, ávidos pelas últimas novidades. Uma das marcas do evento é ter lançado novos talentos, que conquistaram novas possibilidades de negócios, inclusive para o mercado externo. Várias grifes que hoje desfilam nas passarelas do Fashion Rio cresceram e conquistaram mercados do Brasil e do exterior a partir do Fashion Business.

É o caso do estilista mineiro Victor Dzenk, que afirma ter construído sua carreira a partir da primeira participação na bolsa de negócios, em 2003. Marciana, que na edição de junho foi revelação entre os talentos do Rio Moda Hype, também sobe este ano à passarela do Fashion Rio.

O formato do evento promoveu a integração e o crescimento qualitativo de toda a cadeia da moda brasileira, passando pela inclusão social das cooperativas de artesãos e costureiras, dos arranjos produtivos locais, das pequenas confecções e das marcas consagradas. A Apoena, marca que nasceu em Brasília de um projeto social, valorizou a produção das bordadeiras da capital federal com o estilo apurado de Katia Ferreira, que hoje tem como parceiro Walter Rodrigues. Outro exemplo de evolução do processo apoiado pelo Sistema Firjan é a Homem de Barro. A grife de Niterói surgiu no Pólo de Moda Niterói e São Gonçalo e já conquistou lojistas multimarcas de todo o Brasil e do exterior. Ela estréia na passarela do Fashion Rio em janeiro. Terá a companhia das artesãs da Ação Comunitária do Brasil, projeto de inclusão social que ganhou visibilidade no Fashion Business.

Palestras abordam tendências e proteção à marca e ao design de moda - Com cerca de 200 lugares, o salão especial multiuso também abrigará palestras técnicas e de tendências de moda para os empresários e profissionais da moda estruturarem seus negócios e as futuras coleções.

Dia 9 de janeiro, às 11 horas, para oferecer uma visão das tendências da moda primavera-verão, a coordenadora de moda da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Ellen Massucci, fará a apresentação da Fashion Preview Primavera/Verão 2008/2009, comentando, em detalhes, os principais desfiles das passarelas internacionais ocorridos em 2007.

Dia 10 de janeiro, às 11 horas, o Senai-Moda fará o Pré - lançamento do Caderno Perfil - Inspirações Verão 2008/2009, que circulará em março. Desenvolvido por pesquisadores de moda e designers do Senai de 12 estados do Brasil, coordenados pelo Senai Moda Rio de Janeiro, o Caderno Perfil é mais novo conceito de informação de tendências e olhar sobre os fatos que acontecem ao redor do mundo e influenciam a moda. O objetivo é facilitar o desenvolvimento dos produtos competitivos com o DNA de moda Brasil. Também no dia 10 de janeiro, às 12h30 desfile da Vivaz, às 14 horas, técnicos do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) falarão sobre Design de Moda – Formas de Proteção, e às 18 horas Cosmoprof Experience – Especialistas da italiana Alfa Part ensinam técnicas de coloração de cabelos.

Dia 11 de janeiro, às 11 horas, será a vez dos representantes do WGSN, um dos mais conceituados observatórios globais de moda e comportamento, apresentarem a Direção de Tendências Primavera/Verão 2009. Logo em seguida, às 12 horas, os técnicos do INPI explicarão aos donos de grifes Como proteger sua marca no exterior.

O Fashion Business é uma promoção do Sistema Firjan, idealizado e realizado pela Dupla Assessoria e Escala Eventos, e patrocinado pelo Senai-Moda, Senai-RJ, Sebrae-RJ, Oi Paggo, BNDES e INPI. Conta ainda com apoio da ABIT e da APEXBrasil.

 


 

 

Fashion Rio abre espaço aos pequenos   volta

Valor Econômico
Ana Paula Grabois, do Rio
09/01/2008
 
Mais profissionalizadas, pequenas marcas cariocas estréiam nesta edição nas passarelas do Fashion Rio, reservadas para grifes já consolidadas no mercado. É o caso da Homem de Barro, que já participou das últimas oito edições semestrais do Fashion Business, bolsa de negócios da feira de moda.

Criada em 2004 por Márcio Duque, a marca ganhou espaço entre os atacadistas brasileiros, abriu uma loja este ano em Ipanema e prepara uma estrutura para passar a exportar. "Começamos do nada e no ano passado crescemos 300%", diz Duque, que iniciou no setor de moda vendendo anéis e bolsas na praia junto com a mulher Aline, estilista da marca. Hoje, a empresa vende para 44 clientes e está presente em 50 pontos de venda em todo o país. "Com o desfile, a tendência é aumentarmos nossa produção e venda", disse Duque. O próximo passo será a entrada no mercado de franquias.

A AcomB, marca desenvolvida pela ONG Ação Comunitária do Brasil este ano, contou com a ajuda do estilista Beto Neves, da Complexo B, para dar seus primeiros passos na passarela do Fashion Rio. A ONG participava nos últimos quatro anos do Fashion Business, mas como um núcleo de moda. "De núcleo de moda, passamos a ser uma marca. Pretendemos ser um negócio social sustentável", diz a coordenadora da AcomB, Viviane Martins. O projeto nasceu na comunidade da Cidade Alta, bairro de Cordovil, no subúrbio do Rio e conta com 60 artesãos, entre bordadeiras e pintores de estamparia. A ONG desenvolve ainda cursos de qualificação nessas técnicas para os jovens da região e vai contar a história da gata Borralheira que vira Cinderela ao pisar nas passarelas. "Vamos falar sobre a identidade deles. Queremos tirar esse lado somente social e colocar estilo, identidade, na marca", diz o estilista Beto Neves. A visibilidade deve aumentar a produção da confecção, que hoje vende para lojas multimarcas. "Pretendemos duplicar o lucro até o fim do ano", disse Viviane. A profissionalização das pequenas confecções no Rio conta com o apoio do Senai Moda do Rio, que promove a capacitação em design de moda, produção, comercialização e exportação. No Fashion Business, o Senai Moda organiza as empresas em pólos e oferece os espaços. "O evento é importante para vender, testar os produtos. As empresas vão refinando seus negócios e as suas coleções e depois ficam prontas para um lançamento no Fashion Rio", disse a gerente do Senai Moda do Rio, Cristiane Alves. O segmento de moda é o terceiro maior gerador de postos de trabalho da indústria no Estado do Rio e emprega cerca de 90 mil pessoas.

De janeiro a novembro de 2007, as exportações de moda carioca cresceram 13%, mesmo com o câmbio desvalorizado. A estilista Gisele Barbosa, dona de uma confecção de mesmo nome, produz roupas bordadas artesanalmente voltadas majoritariamente ao exterior, como Japão e Austrália. "Vendemos 2 mil peças para o Brasil e 5 mil para fora do país. Os estrangeiros dão muito valor ao trabalho artesanal", diz a estilista, cuja produção é feita por 200 famílias de bordadeiras. As vendas da empresa têm crescido a um ritmo de 15% nos últimos três anos.



Exame simplificado provoca aumento de recursos ao INPI    volta

Valor Econômico
Luiza de Carvalho, de São Paulo
09/01/2008
 
O expressivo aumento no número de análises de depósitos de marcas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) nos últimos dois anos já está refletindo na quantidade de recursos administrativos impetrados pelas empresas no órgão e de processos envolvendo a autarquia na Justiça. O número de recursos administrativos contra indeferimentos de pedidos de registro de marcas passou de 5.655, em 2006, para 8.903 até novembro do ano passado. Na esfera judicial, as contestações de marcas pouco variaram - subindo de 139 para 167 de um ano ao outro -, mas este número já chegou a 307 em 2003. Apesar disso, alguns advogados alegam que houve um aumento na área contenciosa que envolve propriedade intelectual em seus escritórios, devido, segundo eles, a falhas na concessão "apressada" das marcas - o chamado exame simplificado, que teve início em abril de 2006. O exame simplificado, um plano para reduzir o estoque de processos acumulados, fez com que o INPI tenha dado um salto nas análises de marcas, passando de 32 mil em 2006 para 128 mil até novembro de 2007.

O número de processos judiciais em que o INPI é citado sofreu pequenas variações desde o o exame simplificado, apesar do grande salto nas análises de marcas. De janeiro a novembro de 2007, foram 193 processos judiciais - 42 a mais do que em todo o ano de 2006. Estes processos, no entanto, não se referem apenas a marcas, mas também a patentes e registros de desenhos industriais. Além disto, podem ser referir a concessões ou indeferimentos do INPI feitos em anos anteriores ao início do exame simplificado.

Já na instância administrativa - que, por ser a primeira esfera de contestação de concessões ou indeferimento de pedidos, traz reflexos mais imediatos do exame simplificado - o número de recursos aumentou significativamente. As ações administrativas pleiteando a anulação de uma marca passaram de 1.829 em 2006, para 4.028 de janeiro a novembro de 2007, sendo que destas, 388 foram providas. Para Vânia Lindoso, procuradora federal do INPI, não há possibilidade de haver uma sobrecarga de ações envolvendo o INPI no Poder Judiciário em função do exame simplificado, já que eventuais equívocos serão corrigidos na própria instância administrativa. "O exame simplificado foi uma estratégia necessária e que não prejudicou a qualidade das decisões", diz.

Mas, para alguns profissionais, a pressão do INPI para agilizar as análises de marcas interfere nas decisões. O advogado Sérgio de Paula Emerenciano, da banca Emerenciano, Baggio e Associados, atua em 16 ações judiciais, e na maioria delas, segundo ele, o INPI reconheceu, em pareceres, equívocos em suas decisões. "Os empresários ficam inseguros quanto a uma possível anulação de marca", diz. Segundo ele, o INPI estaria concedendo diversas marcas que não seriam registradas se o exame fosse mais aprofundado. Um dos processos mais comuns no escritório, de acordo com Emerenciano, é o de anulação de marcas que causam confusão ou associação com uma marca alheia. No escritório Montaury Pimenta Advogados, o número de ações judiciais pleiteando nulidade de marcas cresceu 25% nos últimos dois anos. "A agilidade tem um preço, mas o INPI fez a escolha certa ao optar por ela", diz Luiz Edgard Montaury Pimenta, sócio da banca.

Outros profissionais afirmam que o aumento do número de decisões de marcas tem diversificado a demanda de trabalho. Para o advogado Rodrigo Bonan, sócio do Daniel Advogados, há mais questões judiciais envolvendo as chamadas marcas de auto-renome - marcas que, por serem notórias, pleiteiam proteção em diferentes ramos da indústria. Segundo ele, outros tipos de ações judiciais em ascensão são processos que pedem a proteção de marcas e desenhos industriais tridimensionais - por exemplo, o design de garrafas e celulares. Mas, na opinião dele, ainda é cedo para avaliar se o exame simplificado causará uma avalanche de ações judiciais.


 


Indiana Tata desenvolve "carro popular" de US$ 2,5 mil   volta

Valor Econômico
David Welch, Nandini Lakshman e Ian Rowley, BusinessWeek
09/01/2008
 

Esqueça o estilo elegante, motor potente e quinquilharias eletrônicas no painel. Gurdeep Randhawa está cobiçando um carro despojado que em breve estará disponível na Índia. Este gerente de 39 anos de um moinho nos arredores de Mumbai vai para o trabalho em uma scooter de US$ 1.350 e amontoa a esposa e dois filhos sobre ela para os passeios de fim de semana. Mas em breve poderá substituir esse meio de transporte da família por um automóvel de US$ 2.500 que a Tata Motors planeja colocar no mercado. "Ele tem um preço acessível", diz Randhawa, dando um tapinha em sua carteira.

Não são apenas os proprietários de scooters da Índia que estão ansiosos para ver o que a Tata vai apresentar. Praticamente todas as montadoras do planeta vão estar atentas ao Salão ao Automóvel da Índia, em Nova Delhi, onde a Tata pretende lançar, amanhã, o que está chamando de "carro popular". O setor automobilístico está de olho nos mercados emergentes em busca de crescimento, e muitas companhias estão se apressando para criar modelos que possam ser vendidos bem barato - tanto nos países em desenvolvimento como nos mercados já estabelecidos. A Toyota e a Skoda, subsidiária da Volkswagen , estão planejando carros pequenos para a Índia. A Suzuki diz que em breve vai reduzir o preço de seu modelo mais barato vendido na Índia. E a Renault-Nissan uniu-se à fabricante de motocicleta indiana Bajaj Auto, para lançar um carro de US$ 3.000 no ano que vem. "Se a Tata consegue, nós também conseguimos", diz Carlos Ghosn, presidente do conselho de administração da Renault-Nissan.

Será que conseguem mesmo? Muitos executivos do setor afirmam ser quase impossível fabricar um carro pelo preço que a Tata está alardeando. Os custos com mão-de-obra e engenharia das montadoras estabelecidas são muito maiores, e poucas estão interessadas em um carro que vai gerar as margens pequenas que a Tata provavelmente conseguirá. Além disso, as autoridades reguladoras dos mercados desenvolvidos não deixariam um carro tão despojado circular nas ruas, e os consumidores provavelmente não iriam querer comprá-lo. Para ser bem sucedido "ele terá que ser mais atraente que um carro usado que pode ser vendido pelo mesmo preço", afirma Nick Reilly, presidente da General Motors para a Ásia.

A Tata não divulgou detalhes sobre o "Carro Popular" antes do Salão do Automóvel de Nova Delhi. Mas fontes da companhia e do setor afirmam que a Tata vem mantendo os custos baixos com base em equipamentos espartanos como um painel que apresenta pouco mais que um velocímetro, medidor de combustível e luz de óleo. O carro não terá itens básicos como assentos com encostos reclináveis, rádio e direção hidráulica. Contará com motor de 650 cc que proporcionará no máximo 70 HP - mais ou menos o que o Yugo tinha quando foi lançado, em 1986 -, mas conseguirá fazer entre 80 e 100 km por galão de gasolina. O percurso, no entanto, poderá ser um pouco duro. A Tata vai usar amortecedores básicos na frente, mas o projeto da suspensão traseira data de décadas.

A verdadeira vantagem da Tata poderá ser no desenvolvimento dos custos. A Índia possui excelentes engenheiros, mas eles recebem cerca de um terço do salário de seus colegas de Detroit, segundo a General Motors (GM), que possui um centro técnico em Bangalore. Projetar um modelo de grande vendagem custa cerca de US$ 350 milhões no Ocidente, mas pode ser feito por cerca de 20% disso na Índia, estima a consultoria AlixPartners de Detroit. Isso significa economia de US$ 300 a US$ 1.000 por veículo. E os operários ganham US$ 1,20 por hora em Mumbai, menos que os trabalhadores chineses. A Tata "estabelecerá um referencial" para o setor, diz Stefano Aversa, co-presidente da Alix.

A Tata também vai economizar com uma estratégia de distribuição inovadora. A companhia pretende fornecer kits para os revendedores que farão a montagem final. Embora outras montadoras se utilizem dos kits em mercados emergentes, a montagem é sempre feita em grandes fábrica centralizadas que despejam nas ruas milhares de carros por mês. A Tata, por outro lado, pretende montar os modelos em pequenas oficinas. Isso poupará dinheiro, uma vez que a distribuição e as vendas no varejo respondem por 20% do preço de venda sugerido de um automóvel nos Estados Unidos. É uma estratégia que as grandes montadoras com operações menos amplas na Índia teriam dificuldade para adotar, mas ela pode resultar em graves problemas de qualidade, já que haverá supervisão bem menor na fabricação.

O maior obstáculo à venda de um carro desse tipo no Ocidente seria sua tecnologia. A Tata economizará cerca de US$ 900 por carro eliminando equipamentos que os EUA, Europa e Japão exigem para controle da emissão de poluentes, afirma James N. Hall, presidente da consultoria 2953 Analytics. E a Tata abdicará de itens como freios que impedem o travamento das rodas, air bags, e estruturas de suporte, que protegem os passageiros em acidente. "É mais seguro que colocar quatro pessoas em uma scooter, mas nada além disso", afirma Sandy Munro, presidente da consultoria Munro & Associates, que aconselhou a Tata no projeto.

Mesmo que o lançamento da Tata não beneficie a companhia nos EUA, ainda assim vai pressionar as maiores montadoras do mundo. A Tata pretende se concentrar inicialmente na Índia e depois outros mercados em desenvolvimento, onde poderá afetar os planos de expansão dos líderes do setor. Depois, segundo a Alix Partners, a Tata poderá criar um carro que atenda as especificações dos americano e europeus, e vendê-lo por US$ 6.000 - pechincha em qualquer um desses mercados. A Tata não tem planos imediatos de fazer isso, mas com o ambicioso presidente do conselho de administração, Ratan Tata, perto de comprar a Jaguar e Land Rover, e levar sua marca para outros países, não se surpreenda se encontrar em breve algo inspirado no "carro popular" em seu país.

 



Panasonic fecha acordo com Google   volta

Valor Econômico
Claudia Facchini, de Las Vegas
09/01/2008

 

A Panasonic, do grupo japonês Matsushita e uma das maiores empresas de produtos eletrônicos de consumo do mundo, trabalha para manter o reinado do televisor na nova era de convergência de tecnologias e escolheu o caminho das parcerias, até com concorrentes, para, por um lado, reduzir custos e, pelo outro, acelerar a chegada da internet na TV, com o Google. 


"Queremos fazer do televisor o grande centro de nossas casas, de nossas vidas", disse Toshihiro Sakamoto, presidente da Panasonic AVC Networks, braço que responde pela divisão de áudio e vídeo do grupo, em sua apresentação na Feira de Produtos Eletrônicos de Las Vegas, na segunda-feira. Para mostrar quão sérias são as pretensões da Panasonic, Sakamoto exibiu o protótipo da TV do futuro - " life wall", ou muro da vida. Uma infinidade de pequenos receptores transmitem as imagens sobre o que parece ser uma grande parede, de cinco metros de comprimento, que se transforma em uma gigantesca tela de computador "touch screen" (sensível ao toque). Sobre a parede é possível exibir várias imagens simultaneamente. 


Tudo isto parece uma realidade distante do consumidor comum, principalmente pelo elevado custo de desenvolvimento dessas novas tecnologias. Mas as empresas estão reagindo. Existe hoje uma forte tendência de formação consórcios entre concorrentes para reduzir o prazo e, sobretudo, dividir as despesas das pesquisas. Um exemplo é a recente criação de um pool formado por oito grandes companhias para o desenvolvimento de uma tecnologia de transmissão sem fio de vídeos em alta definição. Fazem parte desse grupo, Panasonic, Intel, Sony, LG, NEC, Samsung, SiBeam e Toshiba. 


O consórcio pretende criar especificações padrões que permitirão que as imagens possam ser trocadas entre diversos tipos de aparelho - como um DVD e um console de videogame, independentemente de suas marcas. A previsão é de que os primeiros aparelhos com o novo padrão sem fio cheguem as lojas no início de 2009. Muitas indústrias presentes à feira já orientam seus lançamentos nessa direção. A Panasonic, por exemplo, mostrou uma plataforma sobre a qual o usuário pode colocar sua câmera fotográfica, cujo conteúdo é transmitido sem fio para a televisão. 


A Panasonic acaba de formar uma parceria com o You Tube, do Google, para o lançamento de uma nova linha de televisores que permitirá ao consumidor fácil acesso ao conteúdo dos sites. Esta é a primeira parceria de uma empresa japonesa de produtos eletrônicos de consumo e a líder mundial de ferramentas de busca na internet. Novas câmeras fotográficas da Panasonic, batizadas de Lumix, também terão acesso à internet, o que permitira que as fotos sejam enviadas diretamente da máquina a outros aparelhos. 


Em um aspecto, porém, a Panasonic continua nadando contra a corrente. O grupo Matsushita, cujo receita atingiu US$ 76 bilhões no último ano fiscal, decidiu manter pesados investimentos em tecnologia de plasma para TV acima de 37 polegadas, enquanto outros fabricantes japoneses, como Sony e Sharp, aderiram integralmente ao LCD (tela de cristal líquido). 


Em entrevista ao Valor, Sakamoto disse que a decisão deve-se a fatores técnicos. Em muitos aspectos, explicou, o plasma é melhor do que o LCD para as telas maiores. Um deles é o tempo de resposta para a exibição de imagens em movimento. Nos LCDs, existe um pequeno atraso, algo que não havia nem mesmo na era do tubo, e que torna-se mais perceptível em telas grandes. 


E o tamanho da tela importa de fato para a Panasonic. A marca japonesa mostrou ao público pela primeira vez a maior tela de plasma do mundo: um televisor de 150 polegadas. A crença do grupo nesta tecnologia é tanta que a empresa irá construir uma nova fábrica de plasma para produzir a próxima geração de telas. A novidade é que esses televisores terão apenas uma polegada de espessura. 


Mas, para as telas menores, abaixo de 37 polegadas, a Panasonic rendeu-se ao LCD. A empresa firmou recentemente uma joint venture com a Hitachi e a Canon para a produção de pequenas telas de cristal líquido. Mas, além disso, essa parceria irá desenvolver a futura tecnologia de televisores, que deve substituir tanto o plasma como o LCD. O televisor do futuro chama-se "oled" (sigla em inglês para diodos orgânicos emissores de luz), que promete consumir menos energia e que deve chegar ao mercado por volta de 2015, prevê Sakamoto.(A repórter viajou a convite da Panasonic) 

 


 

Celular muda de 'cara' de acordo com função escolhida   volta


Tecnologia mode shift transforma aparelho em celular, toca-MP3 e câmera.

Rokr E8, da Motorola, será lançado no primeiro semestre; preço não foi divulgado.


Mídia eletrônica: Portal G1
http://g1.globo.com
Juliana Carpanez Do G1, em Las Vegas
08/01/2008


O telefone celular Rokr E8, apresentado pela Motorola na CES 2008, também exerce funções de toca-MP3 e câmera digital de 2 megapixels. Até aí, nada demais. Onde o aparelho realmente se destaca é na junção de todas essas funções com uma tecnologia chamada mode shift: ela muda a cara do Rokr E8 de acordo com a função selecionada.
 

O acessório não tem teclas "físicas", mas elas aparecem quando ele funciona como telefone celular. Também não tem botões específicos de tocador digital de música, mas esses ícones são exibidos quando ele exerce essa função. Já os ícones de zoom e gravador de vídeo se revelam quando o usuário quer uma câmera digital. A capacidade de armazenamento é de 2 GB, e é possível expandi-la com um cartão de 4 GB.
 
O celular será lançado no mercado internacional ainda no primeiro semestre, mas seu preço não foi divulgado.
 
 
 
Divulgação


Tela de comandos do aparelho não tem teclas 'físicas': elas aparecem de acordo com a função exercida. Um mecanismo de vibração entra em ação cada vez que o usuário toca uma região da tela, dando a impressão que ele realmente apertou uma tecla (Foto: Divulgação)


 


Parcerias ditam as regras em feira de eletrônicos    volta

Fabricantes de equipamentos, empresas de internet e provedores de conteúdo estão cada vez mais unidos

O Estado de São Paulo
Matt Richtel, The New York Times, Las Vegas
09/01/2008

Se você quer saber qual é o tema da Consumer Electronics Show deste ano, diga adeus às empresas que você costumava conhecer. Este ano, a maior feira de produtos eletrônicos do mundo não tem a ver com produtos. O importante agora são as parcerias. E o que a feira mostra é um casamento entre os antes orgulhosos fabricantes de equipamentos, os rebeldes e maçantes provedores de infra-estrutura de internet e os exuberantes, às vezes arrogantes, produtores de conteúdo. E até as contribuições dos consumidores entram nessa união.

As peças se fundem numa caótica alquimia que está tornando o setor mais ruidoso e as estratégias menos direcionadas do que nos últimos anos.

Em uma conversa com jornalistas, o presidente e diretor-administrativo da Panasonic, Toshihiro Sakamoto, sentado ao lado de um grupo de executivos sérios e servis, disse como sua empresa precisa fazer um melhor trabalho com os provedores de conteúdo. “Sem eles, você não consegue fazer uma TV grande”, disse.

Em outras palavras, Sakamoto acha que não consegue mais criar hardware sem uma cooperação com todos que estão na cadeia de alimentação. Quanto à capacidade da própria companhia de produzir seu conteúdo, ele respondeu: “Somos muito ruins nesse tipo de coisa.”

Se há um fato que está provocando agitação, pode muito bem ser a decisão da Warner Brothers de adotar a tecnologia Blu-Ray, da Sony, como novo padrão do DVD de alta definição. O que significa uma grande vitória e uma fatia de mercado para a Blu-Ray sobre o pessoal do HD DVD, da Toshiba. E é mais um exemplo do papel que as parcerias estão desempenhando por aqui.

Outro exemplo é o comunicado feito pela direção da Sony. Numa outra reunião, os jornalistas japoneses, em particular, salientaram que a Sony não está conectada com os consumidores do mesmo modo que a Apple. A Sony estaria sendo movida muito mais pela engenharia? Um executivo de marketing, sentado uma cadeira depois do presidente do grupo, Howard Stringer, disse que a empresa estava ciente do problema e vinha adotando medidas para solucioná-lo, tendo começado já a pedir sugestões para os consumidores.

O que está tornando a feira deste ano tão fora de foco é que as empresas individuais querem negociar, mas não estão absolutamente seguras sobre como os modelos de negócios funcionam exatamente. Com quem devem fazer parcerias e como dividir as porcentagens de lucro?

Impulsionando a cooperação, com o risco de dizer o óbvio, estão duas tendências. Uma (mais óbvia) é o volume cada vez maior de conteúdo na internet. A outra é a onipresença das telas de TV. Estão por toda a parte. São mais amplas e mais finas, menores e mais leves. O que significa: publicidade. Por todos os lados.

Mas, para chegar a todos os lugares onde as TVs estão - ter o entretenimento e o seu apoio publicitário em cada canto e fresta; apoiar os ciclos intermináveis de atualização do hardware -, a empresa individual precisa morrer. Em Las Vegas as empresas mostram que estão dispostas a se submeterem a isso em busca de um bem maior: a sua sobrevivência a longo prazo.


 

O mundo em alta definição   volta

Confira as novidades apresentadas na CES 2008, maior feira de eletrônicos de consumo, que termina amanhã em Las Vegas

Folha de São Paulo
RODOLFO LUCENA
ENVIADO ESPECIAL A LAS VEGAS
09/01/2008

A televisão é a mágica porta para um novo mundo, cheio de luzes, cores, emoções, alegria, comunicação e engrandecimento pessoal e familiar.
Tudo isso nos será proporcionado pela alta definição, que está cada vez mais alta e mais definida, como demonstram as empresas que apresentam suas estrelas na CES, maior feira de eletrônicos de consumo do mundo, que começou oficialmente na segunda-feira passada, em Las Vegas.
Naquele dia, foi realizada a palestra oficial de abertura, a cargo de Toshihiro Sakamoto, presidente da Panasonic AVC Networks -mas a abertura de fato já tinha ocorrido na noite do dia anterior, com a palestra de Bill Gates.
E o co-fundador e quase-ex-funcionário em tempo integral da Microsoft deu o tom ao fazer suas previsões para a próxima década digital. Na avaliação dele, a alta definição será um dos pilares do mundo tecnológico em que passaremos a viver.

"Alta definição é pouco, mister Gates", parecem dizer as fabricantes de TV: várias mostraram na feira aparelhos de ultra-alta definição, com cerca de 4.000 x 2.000 linhas (a resolução da chamada alta definição plena ou full HD é de 1.920 x 1.080 linhas) -o que certamente exibirá imagens de muito impacto se e quando tivermos conteúdo gerado com essa qualidade, seja em discos ou outras mídias, seja transmitido pela TV digital. Há que esperar...
Como também será preciso aguardar (e já fazer uma poupança preventiva para futuros investimentos) pelos aparelhos ultragigantes que vêm por aí: na palestra inaugural, Sakamoto apresentou uma monstruosa tela de plasma de quase quatro metros (150 polegadas).

Mas há quem aposte no minimalismo, pelo menos no que se refere à espessura. A Hitachi espalhou pelos milhares de metros quadrados da feira cartazes enigmáticos que diziam apenas 1.5. O número se refere à espessura, em polegadas, das TVs que a empresa está mostrando.
Elas são gordas balofas, porém, perto dos aparelhos baseados numa tecnologia chamada Oled (diodo orgânico emissor de luz), que permite fazer telas superbrilhantes, superfinas e de baixo consumo de energia, como as que a Sony demonstrou, com menos de um centímetro de espessura.
A empresa coloca neste mês, no mercado norte-americano, aparelhos Oled de 11 polegadas. Neles, só o preço não é singelo: US$ 2.500, cerca de cinco vezes o preço de uma boa TV LCD várias vezes maior.

O jornalista Rodolfo Lucena viajou a Las Vegas a convite da Panasonic

 


Aparelho faz conversão do disco de vinil direto para o iPod   volta

  
LP Dock permite transferir músicas do toca-discos para o iPod



Folha de São Paulo
DO ENVIADO ESPECIAL A LAS VEGAS
09/01/2008

Aplicações extremamente específicas também estiveram presentes na feira, atraindo atenções de audiófilos e fanáticos pelos mais diversos nichos da tecnologia e da vida comum.

Um aparelho estranho e divertido foi mostrado pela Ion Audio (www.ion-audio.com). Trata-se de um sistema para converter seus discos de vinil diretamente para o iPod ou passando pelo iTunes.

A sensação de estranhamento é que a traquitana combina um aparelho tão datado, tão fora de época como o toca-discos (capaz de tocar até bolachas de 78 rotações, se é que os leitores mais jovens sabem o que isso seja), com o ícone da modernidade. Tudo com um design futurista, em tons metálicos.
O nome da geringonça é LP Dock. O preço da brincadeira é de US$ 299.
Falando em brincadeira, a feira pareceu mostrar que as empresas da área de som querem mesmo ganhar o público pelo bom humor.
Esse era o espírito, por exemplo, das caixas de som para iPod e similares que pululavam pelos estandes.

Um aparelho divertido era o Ladybug, da Vesta-life (www.vesta-life.com), com design inspirado nas joaninhas: as caixas de som se abrem como asas, e o corpo é a base do toca-MP3.

A linha convencional é toda vermelha ou prateada, mas a linha Element Skateboards é decorada com temas diversos, supostamente afins à cultura skatista. Vai saber... (RL)



Gestos e voz devem ser controles do futuro digital, diz Bill Gates   volta

Para ele, interação natural com eletrônicos será um dos pilares da tecnologia

Folha de São Paulo
DO ENVIADO ESPECIAL A LAS VEGAS
09/01/2008

Bill Gates é uma estrela na CES. Visitantes aguardam ansiosamente a visão do futuro do fundador da Microsoft, que tem fortuna estimada em US$ 56 bilhões pela "Forbes".

Com esse dinheiro todo, não é de admirar que Gates não esteja mais disposto a trabalhar: confirmou que este é o último ano dele na CES como funcionário em tempo integral da Microsoft. Passa agora a se dedicar à sua fundação beneficente.

Gates fez graça: mostrou um filme em que pensa o que vai fazer com o tempo livre. Tenta meditar, conseguir vaga no cinema e na política -interage com Hillary Clinton e Barack Obama. Só quando termina o filminho, o Gates real apresenta sua visão da próxima década digital.

Os dois primeiros grandes pilares não são segredo: alta definição de verdade, com um novo portfólio de produtos para experimentar imagens e sons especialíssimos, e serviços disponíveis on-line a qualquer tempo, de qualquer lugar.

O terceiro pilar é um velho conhecido de Gates, que, desde suas palestras na Comdex, na década passada, batuca no tema: interface natural. Ou seja, nós, humanos, comandando as máquinas com fala, gestos e olhares, e não no teclado ou no mouse, com cliques em botões.

Comandos sensíveis ao toque ou ao movimento já são realidade-o iPhone e o Wii são talvez os melhores exemplos-, mas o controle por meio de voz, falando como gente, em ritmo de gente, talvez nem na próxima década. Quem viver verá. (RODOLFO LUCENA)


 

Carros são plataforma de alta tecnologia   volta

BANHEIRA DE LUXO: Empresas usam veículos adaptados para mostrar sistemas de som e navegação por computador

Folha de São Paulo
DO ENVIADO ESPECIAL A LAS VEGAS
09/01/2008

No pavilhão norte do Las Vegas Convention Center, não se vêem televisores e é menos conturbada a passagem pelos corredores. Aqui, a alta definição é de outro calibre, o dos motores, das rodonas, das cores metálicas, do design aerodinâmico de bólidos do passado e de hoje -caminhões monstruosos para enfrentar qualquer terreno e ainda dar risada, ou diáfanos velocistas que quase voam no asfalto.

Mas eles não estão aqui para mostrar sua força, cavalos-vapor ou quejandos. Não passam de plataformas, supersofisticadas prateleiras para não menos hipersofisticados sistemas de entretenimento veicular -para utilizar o jargão do mercado que identifica rádios, DVDs e computadores de bordo.
Em um dos acessos ao território do som viajante, o visitante já sofre o impacto de ver as linhas e curvas de um Bel-Air 1956 mais azul que a mais azul camiseta do Grêmio.

O carro clássico serve de base para demonstração do sistema KOS-V1000, uma central de entretenimento veicular, que controla um supersistema de som, DVD e de navegação, tudo montado pela Kenwood.

Som em qualquer terreno

Logo depois, chama a atenção uma camionete literalmente tomada por telas de cristal líquido e caixas de som. É um Buick que está sendo usado pela Eclipse para mostrar som de altíssima qualidade.

Também para mostrar seu som, a Hifonics equipou um Hummer que atravessa qualquer terreno.

Depois de passar por alguns estandes do mesmo gênero, em que os carros dominavam, a pergunta era: será que alguém prestava atenção no que o expositor queria demonstrar?

Talvez isso fosse o menos importante mesmo para o expositor, pois alguns levaram até "pin-ups" para seus estandes, e filas se formavam com visitantes ávidos por receber um pôster autografado pela própria garota seminua que embelezava o cartaz.

Para o futuro

Mas também havia carros futuristas. Era esperada para ontem, depois do fechamento desta edição, a apresentação de um carro-conceito da GM, um Cadillac movido a hidrogênio. O Provoq, de cinco passageiros, terá autonomia de 460 quilômetros. Com células no teto para captação de energia solar, será possível garantir o funcionamento dos sistemas de iluminação interna e de som.

A empresa não divulgou data de lançamento nem previsão de preço. (RL)

 


WiMax: sucesso nos próximos dois anos   volta

Jornal do Commercio
09/01/2008

A WiMax, uma tecnologia de transmissão de dados em alta velocidade, de longo alcance e sem uso de fios, deve se disseminar rapidamente pelo mundo nos próximos dois anos, afirmou uma das empresas que investem na tecnologia. "Em um ano ou dois, ela poderá ser encontrada em metrôs e áreas com grande demanda", disse Dan Eldar, chefe de projetos centrais da Intel em Israel, onde a WiMax é desenvolvida.

Rapidez

A tecnologia WiMax, que vem com a expectativa elevar as receitas do setor, permite conexões em alta velocidade com a internet em dezenas de megabits por segundo - mais rápido que o WiFi, que funciona somente em curtas distâncias.

"Ela irá proporcionar o mesmo tipo de banda larga na estrada como se você estivesse em casa", explicou Gaby Waisman, gerente geral na Europa da Alvarion, uma fabricante israelense de modens e equipamentos WiMax.

A tecnologia tem alcance de até 10 quilômetros, dependendo do número de usuários. Em cidades densas como Nova York, por exemplo, serão necessárias mais estações transmissoras por conta da demanda do que em cidades mais esparsas e vazias.

"Estima-se que o número de assinantes WiMax chegue a até 100 milhões em quatro ou cinco anos", afirmou Eldar.

A Intel, maior fabricante mundial de processadores, aposta alto que a nova tecnologia logo irá decolar e é a desenvolvedora dos chipsets para WiMax.

Computadores avançados virão com a tecnologia embutida no final de 2008. Empresas como Nokia, Motorola e Samsung também trabalham em dispositivos móveis e infra-estrutura em WiMax.


 

Centro de Biotecnologia da Amazônia terá comitê interministerial   volta
  
Mídia eletrônica: Agência Fapesp
http://www.agencia.fapesp.br
09/01/2008

Agência FAPESP – O projeto do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que teve sua criação publicada na segunda-feira (7/1) no Diário Oficial da União, será coordenado por um comitê formado por representantes de seis ministérios.
 
Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o comitê conta também com os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), do Meio Ambiente (MMA), do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Saúde (MS) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo o MDIC, além de propor um modelo de gestão para o CBA, o comitê decidirá sobre as diretrizes e prioridades do plano estratégico do centro, bem como irá monitorar a execução das tarefas de seu plano de trabalho.

Nos próximos dez dias, cada ministro indicará um representante e, dentro de 15 dias, o comitê deverá ser instalado para trabalhar em consonância com a Política de Desenvolvimento da Biotecnologia, lançada em fevereiro de 2007.

O CBA é um centro tecnológico voltado para a promoção da inovação tecnológica a partir de processos e produtos da biodiversidade amazônica. Está inserido na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior e tem ação integrada com universidades e centros de pesquisa do setor público e privado por meio Rede de Laboratórios Associados.

Entre seus objetivos, destacam-se a agregação de valor a produtos e a processos tecnológicos, o aumento da densidade tecnológica no setor industrial e a promoção de ambiente favorável à inovação tecnológica.