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19/02/2008

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Segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008.

Comentários, dúvidas e sugestões:
sercom@inpi.gov.br

 


1. Apple pede registo para marca de vídeo jogos
2. Research In Motion processa Motorola por violação de patentes
3. Marca vira diferencial se for bem escolhida
4. Um negócio bilionário que ganha força no Brasil
5. Pirataria fatura 60% a mais que o tráfico de drogas
6. Nintendo quer maior combate à pirataria
7. Display holográfico troca de imagem
8. O lucro na era digital ainda está para ser descoberto
9. Erraram o alvo
10. UE rejeita proposta da OMC para Doha
11. Reconhecimento de Kosovo abre nova disputa e divide potências

 

Apple pede registo para marca de vídeo jogos  volta


Mídia eletrônica: Jornal de Negócios (Portugal)
http://www.negocios.pt
Ana Torres Pereira
atp@mediafin.pt
18/02/2008

A Apple solicitou ao Gabinete de Patentes e Marca dos EUA a constituição de uma marca registada para vídeo jogos, desconhecendo-se de momento quais os seus planos concretos para este sector que tem registado crescimentos anuais na ordem dos 11%.
Até agora a empresa norte-americana apenas pediu o registo, no entanto fontes de mercado dizem que a Apple pretende lançar uma consola de jogos, noticiou o "Expansion".
As possibilidades são várias, diz a mesma fonte, desde a edição de jogos nos seus dispositivos, como o iPod e o iPhone, ou venda de jogos para outra plataformas. A Apple já vende alguns jogos no seu portal iTunes, como o Tetrix e o Pac-Man, com preços que rondam os cinco euros.
O mercado de vídeo jogos, disputado essencialmente pela Nintendo, Sony e Microsoft, tem crescido a um ritmo de 11%, por ano.

 


 

 

Research In Motion processa Motorola por violação de patentes   volta


Mídia eletrônica: Reuters Brasil
http://br.reuters.com
18/02/2008
 
MONTREAL (Reuters) - A fabricante do celular inteligente BlackBerry, a Research In Motion, abriu processo contra a Motorola, acusando a empresa de violação de patentes e de cobrança de taxas "exorbitantes" de licenciamento, segundo documentos encaminhados ao tribunal.

A ação civil, iniciada na sexta-feira num tribunal do Texas, alega que a Motorola infringiu algumas patentes da RIM. Além disso, a RIM afirma que a Motorola "está exigindo royalties exorbitantes... por patentes que a Motorola afirma serem essenciais a vários padrões de computação sem fio e telecomunicações móveis que a RIM utiliza".

Isso inclui a tecnologia que permite aos usuários de telefones celulares usar a tecnologia de rede sem fio WiFi, segundo a RIM.

Ao mesmo tempo, a Motorola se recusa a reconhecer ou pagar royalties para certas patentes detidas pela RIM, acusa a fabricante do BlackBerry. Nenhuma das alegações da companhia canadense foi provada no tribunal.

A base de 12 milhões de assinantes pelo mundo da RIM inclui executivos, políticos e profissionais que dependem do BlackBerry para enviar emails com segurança. O smartphone tem ampliado seu mercado principal para o setor de consumo, com modelos mais vistosos e que ofereçam uma gama de serviços além do email.

 


 

Marca vira diferencial se for bem escolhida   volta


Mídia eletrônica: A Tarde Online
http://www.atarde.com.br
João Mauro Uchôa / Agência A Tarde
18/02/2008


Depois de providenciar a abertura da empresa, é hora de investir no desenvolvimento de uma marca. Se você espera resolver a questão de qualquer forma, transformando um desenho qualquer no símbolo principal do seu novo negócio, esqueça, pois o barato pode sair caro.

Lembre-se de que uma marca é um ativo que, em alguns casos, pode acabar valendo mais do que as cotas de uma sociedade ou todo o patrimônio acumulado pela empresa. Um exemplo disso é a companhia americana Google, criadora do site de buscas mais popular da internet.

O valor da empresa é estimado em US$ 130 bilhões (cerca de R$ 234 bilhões). Entretanto, quem estiver disposto a adquirir a marca da empresa apenas terá que desembolsar R$ 67 bilhões (R$ 120 bilhões), segundo levantamento produzido pela empresa de marketing WPP.

Para que isso aconteça seu negócio tem que prosperar, é claro. Mas também precisa de uma marca forte, capaz de seduzir clientes, transmitir confiança e agregar valor a todo tipo de serviço ou produto oferecido aos seus consumidores.

PREÇO – Para conseguir um resultado desse tipo é preciso investir alto. Segundo Cristina Maslowsky, professora de marketing institucional da Universidade Salvador (Unifacs), o desenvolvimento de uma marca por profissionais especializados custa de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

“Uma boa marca causa uma impressão positiva até mesmo em quem ainda não conhece a empresa”, detalha a professora.

Por outro lado, ela observa que a falta de cuidado com a escolha da marca é uma das principais causas de fracasso de empreendimentos formais no Brasil.

Antes de desenvolver a marca, estabeleça um conceito preciso para o novo negócio. Se esta questão foi bem resolvida durante a elaboração do seu plano de negócios, você não terá dificuldades para transmitir suas expectativas a um designer ou a uma agência de publicidade.

Você pode usar a sua criatividade para escolher um nome fantasia, mas também pode encomendar algumas sugestões.

Antes, porém , é necessário realizar uma busca na Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb) para checar se o nome pretendido já não está sendo utilizado em outra empresa.

Da interação entre o empresário e a equipe de criação surgem algumas propostas que são avaliadas e modificadas conforme o gosto do cliente. O ideal, observa Cristina, é receber a marca junto com um manual de aplicação, documento que explica como a imagem deve ser manipulada de forma a preservar todos os conceitos e valores embutidos.

Como documento em mãos, é preciso dar entrada no processo de registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Antes de se dirigir à delegacia do órgão em Salvador, confira a lista de exigências no site www.inpi.gov.br.

Para evitar perda de tempo e dinheiro, vale a pena fazer uma busca prévia na base de dados do Inpi (o serviço é gratuito) para verificar se a marca que você deseja já não foi registrada por outra pessoa. O pedido de registro custa R$ 310 para microempresas e R$ 524 para empresas de pequeno porte. O resultado é divulgado em até 60 dias.

IDENTIFICAÇÃO – Fundadora de um curso de inglês em Salvador, a dupla de empresários Dalton Lima e Jony Carvalho atribui parte do sucesso do empreendimento ao cuidado na escolha da marca, desenvolvida por um designer.

Segundo Dalton, o resultado foi tão bom que muitos clientes identificam a empresa como uma franquia das mais badaladas.
“Conversamos com o designer durante 20 minutos. Foi como se ele tivesse tirado uma fotografia dos nossos pensamentos”, recorda Jony. Entre oito propostas apresentadas, a dupla acabou optando por um desenho que fazia referência à paisagem da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

DOMÍNIO –Demarcar um espaço para a sua empresa no mundo virtual tornou-se uma questão imperativa até mesmo para quem não pretende fazer negócios na rede mundial de computadores.

Com a popularização da internet no Brasil, encontrar um bom endereço do tipo .com.br é uma tarefa cada vez mais complicada.

A legislação brasileira não considera domínio virtual como marca. Na prática, qualquer pessoa pode usar o nome da sua empresa para criar um novo endereço de site. Para proteger seu negócio dos espertalhões de plantão, vale registrar um ou mais nomes do tipo www.nomedaempresa.com.br.O pedido deve ser feito à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O processo pode ser realizado a distância. O registro é gratuito, mas é cobrada uma taxa de R$ 30 pelo período de três anos. Despesas de hospedagem (provedor) são pagas à parte.

 


 

 

Um negócio bilionário que ganha força no Brasil   volta


Mídia eletrônica: Assintecal
http://www.assintecal.org.br
19/02/2008


Ao adquirir as duas marcas do estilista Alexandre Herchcovitch, no início deste ano, a holding I’M (Identidade Moda) gerou uma revolução num setor tradicional como a moda. Mas não foi só isso. A empresa atraiu a atenção para dois fenômenos bilionários que vêm ganhando força no Brasil: a compra e a gestão de marcas.

Mais do que nomear um produto, a marca pode se transformar num poderoso instrumento para conquistar mercados – e, portanto, pode se tornar até um ativo bilionário. A marca Google, por exemplo, vale cerca de US$ 66 bilhões, 46% do valor da empresa. Já a marca Coca-Cola está estimada em US$ 44 bilhões, ou seja, 40% do total da companhia.

Com este pensamento, grupos empresariais como a I’M e a Hypermarcas, dona da Assolan, estão investindo na compra de marcas com forte potencial de crescimento. A estratégia, voltada para a consolidação da marca diante do público, está dando resultado. A Hypermarcas, que gastou mais de 10% da sua receita em marketing, obteve receita de R$ 1,1 bilhão em 2007 com as 15 marcas adquiridas em seis anos.

Para o consultor Eduardo Tomiya, diretor-geral da BrandAnalytics e professor da Academia de Inovação e Propriedade Intelectual do INPI, o valor crescente das marcas decorre de duas dimensões afetadas pelo nome: a rentabilidade e o risco.

- Em estudo publicado no Journal of the Academy of Marketing Science, comprovou-se empiricamente que empresas com marcas fortes possuem uma rentabilidade superior e um risco inferior quando comparamos com a média do mercado. Um dos pontos enfatizados neste estudo é que empresas com marcas fortes possuem consumidores mais leais e satisfeitos – afirmou Tomiya, lembrando que a proteção da marca no INPI é essencial para este êxito: - Poderíamos ler que o processo de registro legal é parte integrante do valor da marca e, portanto, da empresa.

O consultor, que desenvolveu uma metodologia para implementar o conceito de valor das marcas na Gestão do branding nas empresas, lembra que o Brasil tem outros casos de êxito na construção de marcas fortes, como a Skol, a Embraer, a Petrobrás, as Havaianas e a Arisco - cujo antigo dono é um dos acionistas da Hypermarcas. Em todas elas, a marca gerou um público fiel e, agora, vem ajudando a buscar financiamentos – recentemente, o BNDES anunciou que incluirá os ativos intangíveis entre as garantias para empréstimos. E, para Tomiya, esta revolução ainda está longe do fim:

- As aquisições e o incremento no acesso das empresas brasileiras ao mercado de capitais são os dois grandes movimentos que fortalecem muito a gestão das empresas baseada no valor da marca – concluiu o professor do INPI.

 


 

 

Pirataria fatura 60% a mais que o tráfico de drogas   volta


Entidades ligadas ao combate à falsificação alertam sobre o vínculo com o narcotráfico e armas

Mídia eletrônica: Bem Paraná
http://www.bemparana.com.br
Carlos Simon, do Jornal do Estado
18/02/2008


Crime aparentemente “menor”, a falsificação de produtos como CDs, DVDs e softwares (programas de computador) traz prejuízo crescente aos cofres públicos e ao comércio legalizado. Somente em 2007, cerca de 300 videolocadoras fecharam as portas no Paraná, segundo a Associação Paranaense de Combate à Pirataria (APCP) — que considera a concorrência desleal com produtos piratas como grande culpado pela crise no setor. E por trás da aparência inofensiva, a venda destes produtos pode esconder vinculações com o crime organizado, de acordo com entidades ligadas ao setor.

Estudo apresentado no ano passado pela Interpol aponta que a pirataria movimenta anualmente US$ 522 bilhões em todo o mundo — ou 60% a mais que o narcotráfico, responsável pelo “giro” de US$ 360 bilhões. Comportamento que reflete uma tendência de interligação dos dois tipos de crime.
“A maioria dos países intensificou as leis contra o tráfico de drogas. Assim, os criminosos passaram a usar a pirataria, que normalmente prevê penas mais brandas, para compra de armas e lavagem de dinheiro”, aponta Emilio Munaro, coordenador do grupo antipirataria da Associação Brasileira Empresas de Software (ABES).

O itinerário dos produtos falsificados, por sinal, é semelhante ao das drogas. Segundo o Conselho Nacional de Combate a Pirataria e Delitos contra Propriedade Intelectual, órgão ligado ao Ministério da Justiça, 75% das falsificações não é produzida no Brasil. No caso das mídias (CDs, DVDs e software), na imensa maioria os produtos são fabricados no Sudeste asiático e entram pela fronteira com o Paraguai, ainda virgens.
No Brasil, o material é gravado e em seguida levado ao público consumidor. “Os introdutores destas mídias virgens no País são, muitas vezes, os mesmos que trazem drogas, armas e munição. O objetivo é o lucro fácil e rápido, sem distinção do produto”, acredita Roberto Olívio Silva, presidente da APCP — entidade criada há um ano, que hoje promove o ato público “Pirataria é Crime”, na rua 15 de Novembro, em frente ao Palácio Avenida, das 9 às 18 horas, como forma de chamar a atenção do público e das autoridades contra a modalidade criminosa.

Segundo a ACPC, o fechamento das videolocadoras desempregou 600 pessoas no Paraná em 2007. “A repressão aos ambulantes melhorou desde que firmamos parceria com Secretaria se Segurança Pública, mas se o volume de mídias virgens que entram no País caísse, nossa luta seria facilitada”, acredita Silva.

Assim com o tráfico de drogas e armas mudou a estratégia com o aumento da repressão, os responsáveis pelo descaminho de mídias eletrônicas também buscaram outros itinerários. Segundo a ABES, desde 2006, quando o governo federal intensificou a fiscalização na tríplice fronteira, outras rotas passaram a ser usadas. “Há um importante canal na fronteira com o Uruguai e, recentemente, houve duas grandes apreensões em portos do País”, afirma Munaro.

Além do desemprego às empresas e da vinculação com o crime organizado, a pirataria traz enorme prejuízo aos cofres públicos. Segundo a ABES, só com a venda de softwares piratas a União deixou de arrecadar US$ 1,148 bilhão em 2006.

 


 

 

Nintendo quer maior combate à pirataria   volta


Gazeta Mercantil
18/02/2008


A unidade norte-americana da fabricante japonesa de videogames Nintendo anunciou nesta quinta-feira que pediu ao Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos para encorajar alguns governos do mundo a tomarem medidas mais agressivas no combate à pirataria de seus produtos.

A companhia reclama que a América Latina "continua um paraíso para a pirataria" e cita "tarifas e impostos extraordinariamente altos no Brasil sobre a venda de videogames autênticos", além de "corrupção muito difundida no Paraguai e aumento da violência no México contra autoridades que fazem operações de combate à pirataria".

Em comunicado à imprensa, a Nintendo of America afirma que a companhia junto com produtoras e criadores de jogos de videogame sofreram perdas de vendas de US$ 975 milhões no mundo como resultado da pirataria.

Cooperação com o governo

"Este momento sem precedentes que a Nintendo desfruta com seu Nintendo DS e Wii a tornam alvo atraente para os falsificadores", afirmou no comunicado, o diretor sênior da área antipirataria da Nintendo of America, Jodi Daugherty. Ele acrescentou que a empresa "continuará a trabalhar com governos pelo mundo para acabar com essas atividades ilegais".

Em 65 operações no Brasil, México e Paraguai foram apreendidos cerca de 230 mil jogos falsificados da Nintendo, de acordo com a empresa, que aponta que a pirataria nestes países continua a aumentar apesar dos esforços de combate e que Brasil e México "se mantêm saturados de software Nintendo falsificado".

Distribuição ilegal

Para a companhia, a China continua sendo a principal fonte de produtos falsificados de seus consoles Wii e Nintendo DS, mas a Coréia do Sul vem despontando como líder em distribuição ilegal dos jogos da empresa via Internet.

"Falsificadores de videogame desenvolveram aparelhos para cópia de jogos de Nintendo DS e chips de modificação criados para quebrar a segurança dos sistemas de hardware da Nintendo, permitindo o uso de jogos falsificados ou ilegalmente baixados via Internet", afirma a empresa.

 


 

Display holográfico troca de imagem  volta


Jornal do Commercio
18/02/2008


Cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, acabaram de derrubar uma barreira tecnológica ao desenvolverem pela primeira vez displays holográficos tridimensionais que podem ser modificados em poucos minutos.

As telas - que podem ser visualizadas sem óculos especiais - são as primeiras com memória para que os dados possam ser apagados e "reescritos", característica que as torna ideais para aplicações militares, médicas e industriais em situações de alerta.

Entre outras aplicações, cirurgiões podem usar os displays para rastrear o progresso em cirurgias neurológicas, enquanto pilotos podem visualizar quaisquer problemas no espaço aéreo. Ou podem mostrar a equipes de emergência como está uma região inundada ou com problemas de trânsito.

"Este é um novo tipo de dispositivo que não tem nada a ver, por exemplo, com o holograma usado em cartões de crédito", disse Nasser Peyghambarian, professor de ciências óticas da universidade. "O holograma no seu cartão de crédito é impresso de forma permanente. Você não pode apagar a imagem e colocar no seu lugar uma nova figura tridimensional".

"A holografia já existe há décadas, mas o display holográfico é uma das primeiras aplicações práticas da técnica", diz o cientista ótico Savas Tay.

Ele ressalta mais um uso na medicina para o display holográfico tridimensional. "Técnicas de imagem tridimensionais são comuns na área médica, como na ressonância magnética e tomografia computadorizada. Mas os dados gerados em três dimensões por esses exames continuam sendo apresentados em dispositivos bidimensionais, como uma tela de computador ou um pedaço de papel. Muitos dados são perdidos com este tipo de apresentação. Por isso eu acho que quando conseguirmos desenvolver hologramas tridimensionais em tamanho e cores reais, todo hospital vai querer ter um".

E ainda se pode apenas especular quais aplicações poderão ser dadas ao display holográfico pelas empresas de publicidade e pela indústria de entretenimento. "Imagine você entrar num supermercado ou numa loja e encontrar uma imagem enorme em três dimensões de um produto, que muda constantemente", diz Peyghambarian.


Eletrodos

O dispositivo desenvolvido pelos cientistas é composto basicamente por um filme plástico especial comprimido entre duas camadas de vidro, cada uma coberta com eletrodos transparentes. As imagens são "escritas" no plástico sensível a luz, chamado de polímero foto refrativo, usando raios laser e um campo elétrico aplicado externamente.

Para a digitalização, os cientistas tiram fotos de um objeto ou cena de várias perspectivas bidimensionais. O display holográfico, então, monta as dimensões 2D em uma imagem 3D.

Os pesquisadores desenvolveram um material que reflete quase que 100% da luz, permitindo conservar a imagem por muito tempo ou apagá-la rapidamente.

Nos fotopolímeros clássicos, dois feixes lasers necessários para a criação da imagem 3D provocam uma reação química que altera o índice de refração da luz do material. Esta reação permite armazenar as informações de amplitude e fase da onda luminosa, necessárias para a projeção da imagem 3D, mas a operação não podia ser repetida.

Protótipo

O protótipo criado por Peyghambarian, Tay and seus colegas é um quadrado de 4 polegadas e, por enquanto, só mostra imagens no tom vermelho. Os pesquisadores, contudo, acreditam que displays maiores e com todas as cores podem ser criados.

O próximo objetivo da equipe é desenvolver displays com 30 centímetros e, em seguida, com 94 centímetros. A equipe também trabalha em compor as imagens mais rapidamente.
 

 



O lucro na era digital ainda está para ser descoberto   volta

 


Valor Econômico
Tainã Bispo
19/02/2008
 

De que forma a música, os livros e os filmes serão consumidos no futuro? Essa é uma das perguntas chaves que o setor de entretenimento terá que responder - e rápido. Nesse novo contexto, em que o conteúdo digital está a um clique do consumidor, o modo de produção tradicional fica cada dia mais obsoleto. É hora de empresas como gravadoras e exibidores de filmes se reinventarem. A consultoria Deloitte pesquisou a fundo o setor no trabalho Media Predictions - TMT Trends 2008 e sugeriu mudanças para que as companhias se adaptem a essa realidade.

No caso da música, o processo de digitalização intensificou a pirataria. Ficou fácil e barato fazer downloads ilegais da internet ou copiar um CD para vendê-lo na rua. Desde 2004, o setor encolheu 28,9%. No ano passado, as vendas físicas de música mundiais totalizaram US$ 15 bilhões.

Para a Deloitte, os fãs de música não se importam em pagar centenas de dólares por um tocador de MP3 ou uma quantia similar para assistir a um show ao vivo. Mas os mesmos fãs são incapazes de comprar música digital. Eles preferem fazer o download ilegal. "A relutância em gastar dinheiro com downloads pode ocorrer porque é difícil para os consumidores darem valor a produtos intangíveis."

Para a pesquisa, a indústria pode mudar esse cenário tornando a música algo tangível de novo. Segundo Marco Antônio Brandão Simurro, sócio-líder para o atendimento às indústrias de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da consultoria, algumas ações já estão sendo feitas nos EUA e na Europa. As gravadoras têm fechado acordos com as fabricantes de tocadores de MP3 para que o equipamento já chegue na loja com determinado álbum gravado em sua memória. Como a tecnologia desse aparelho tem evoluído rapidamente, o executivo diz ser provável que os consumidores troquem-no com mais freqüência. "Ter um aparelho pré-gravado pode se tornar uma vantagem competitiva", diz. "Algo semelhante pode ser feito no celular também." Outra solução seria oferecer a quem compra downloads a cópia física do álbum que está sendo adquirido, junto com um livro ou uma camiseta.

As redes de cinema também precisam aproveitar o momento para rever seu modelo de negócio. Segundo a Deloitte, o advento do projetor digital - há cerca de 150 salas com esse tipo de equipamento no Brasil - trouxe novas possibilidades. Os filmes podem dividir as salas de cinema com outro tipo de programação, como a exibição de um show ou um evento corporativo. A brasileira Rain Network, por exemplo, já trabalha dentro desse conceito. Além de prestar serviços para os exibidores, como digitalizar os filmes (da película para um arquivo digital), a Rain já organizou um campeonato de video game, o Fifa Soccer 2006, em uma sala de cinema. Dessa forma, as redes exibidoras elevam o índice de utilização das salas, principalmente em horários menos nobres.

Porém, a tecnologia digital não parece tão promissora quando o assunto são os livros, revistas e jornais. "Um dos principais obstáculos para a adoção em massa do e-book (livro digital) em 2008 e nos próximos anos pode estar ligado à profunda afeição que as pessoas possuem pelo livro tradicional de papel", afirma a pesquisa.

Em vez do consumidor em geral, a tendência é que o livro digital - um aparelho com uma tela especial para leitura - interesse mais a públicos específicos. Pode ser um instrumento prático de consulta para quem usa obras de referências no trabalho, como dicionários, manuais técnicos, textos acadêmicos ou títulos jurídicos. No Brasil, uma editora pequena, a Giz Editorial, tem se arriscado nesse mercado, praticamente inexistente no país - nos EUA, a Sony fabrica o e-book e a Amazon oferece um aparelho de marca própria.

Ednei Procópio, dono da Giz, trouxe um primeiro lote da China com sua marca própria, a e-BookReader, em meados do ano passado. Até agora, no entanto, o empresário vendeu apenas 30% do material importado, mesmo tendo diminuído o preço de R$ 999 para R$ 749. "As pessoas preferem um notebook, ainda mais após a queda do dólar, ao e-book", afirma.
Os compradores do livro digital no Brasil, diz Procópio, "são principalmente profissionais liberais ou técnicos que precisam ler manuais". Mesmo assim, ele reconhece que ainda não há grande demanda. "Não tenho pressa em vender o restante do lote. O mais importante, agora, é criar o hábito de consumo desse equipamento."

 


 

 

Erraram o alvo   volta


Folha de São Paulo
Eliane Cantanhêde
19/02/2008


BRASÍLIA - Um dado deveras interessante da pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem é sobre a reação dos entrevistados aos cartões corporativos do governo: dos 64,1% que sabem do que se trata, 83,1% desaprovam o seu uso.

Em outras palavras: se ministros, assessores e reitores de universidades federais se esbaldam com os cartões, punam-se... os cartões!
A discussão resvala para o viés do atraso. Se há tentativas de fraudes, clonagem, desvio, surge logo uma grita para voltar atrás na urna eletrônica, nos caixas automáticos, no cartão corporativo. O problema, porém, não está nos instrumentos, está em quem usa e em quem regula e fiscaliza os instrumentos.

Se a Matilde se deslumbra com o cargo, se o reitor da UnB é chique, se um ministro leva família, babá e cachorrinho para hotéis de luxo no fim de semana no Rio, tudo isso é culpa deles próprios e do governo, que deixa correr solto. O coitado do cartão corporativo não tem culpa nenhuma, ao contrário do que a maioria dos entrevistados acha.

Os cartões são fáceis de usar, desburocratizados, registram todos os gastos tintim por tintim -até na tapiocaria- e vieram para ficar.
Quem já arrancou os cabelos com prestações de conta em três moedas diferentes sabe como o cartão é muito mais eficiente e confortável para todos os lados. Desde que, claro, haja dignidade e bom uso. Aliás, é muito mais fácil desviar dinheiro para tapiocarias e afins com notas fajutas do que com cartão.

Em vez de prestigiar o cartão, o Portal da Transparência e a vigilância da imprensa, há os que querem justamente o contrário: destruir o cartão e voltar à bagunça das notas e diárias sem controle, esconder o Portal, acabar com a transparência e punir os jornalistas por divulgarem as falcatruas.
Sim ao cartão, não à farra com dinheiro público, seja ela com cartões, notas frias, notas quentes ou qualquer coisa do gênero.

 



UE rejeita proposta da OMC para Doha   volta

 

Em encontro realizado em Bruxelas, 20 dos 27 ministros da região não concordam com concessões na área agrícola


O Estado de São Paulo
Denise Chrispim Marin
19/02/2008

O ministro da Agricultura da França, Michel Barnier, anunciou ontem que 20 dos 27 países da União Européia (UE) rejeitaram a última proposta da Organização Mundial do Comércio (OMC) para a conclusão de um acordo global na Rodada Doha. O grupo considerou que a proposta resultaria em muitas perdas ao setor agrícola europeu.

“Preferimos não ter acordo a ter um acordo ruim”, disse o francês, após encontro realizado com seus pares de 20 países membros do bloco. Grã-Bretanha, Suécia, Dinamarca, República Checa, Estônia, Letônia e Malta não participaram da reunião, em Bruxelas.

O grupo discutiu as propostas apresentadas pela OMC no dia 8 de fevereiro. O plano pedia que a UE aprofundasse os cortes em tarifas de importação sobre produtos agrícolas.

A reação dos europeus põe em evidência a divisão entre nações ricas e pobres na OMC, que há anos não conseguem um acordo para concluir Doha.

Na semana passada, a Comissão Européia, órgão executivo da UE, disse que as propostas agrícolas feitas pela OMC eram críveis, mas lhes faltava equilíbrio quando eram comparadas com outras áreas-chaves das negociações, como bens industriais e de serviços.

A França tem dito que não fará concessões na área agrícola. O país é o maior beneficiário individual dos subsídios da UE nessa área, avaliados em mais de 40 bilhões por ano. Barnier disse também que vários chefes de Estado e de governos europeus escreveram ao presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, advertindo com relação aos pontos negativos da proposta da OMC.

Em compensação, o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, disse estar disposto a considerar a proposta se outros integrantes da OMC fizerem sacrifícios semelhantes.

AMORIM OTIMISTA

A decisão de 20 dos 27 países da União Européia de rejeitar a última proposta de acordo agrícola da Rodada Doha não abalou o otimismo do governo brasileiro. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou ontem que acredita que a União Européia esteja firmemente engajada em uma conclusão bem-sucedida das negociações da OMC, apesar das resistências internas no bloco.

“Se são 20 dentro de 27, há esperança”, afirmou Amorim, ao lado do também otimista chanceler da Índia, Pranab Mukherjee, que realizava uma visita oficial a Brasília.

“As propostas de acordo nas áreas agrícola e de indústria/serviços não satisfazem a todos. Mas temos a responsabilidade de negociar, e isso vai além dos interesses localizados”, completou.

Para Amorim, a incerteza nos rumos da economia mundial impõe mais urgência à conclusão da Rodada Doha. O ministro indiano acrescentou que todos os parceiros da OMC estão conscientes de que, na proposta de acordo agrícola, há 127 colchetes.

Trata-se da forma de destacar, no texto, os temas sensíveis que ainda estão em negociação. Brasil e Índia lideram o G-20, grupo de economias em desenvolvimento que exige dos países ricos maior abertura do mercado agrícola e corte nos subsídios ao setor. “Essas divergências podem ser conciliadas se todos mostrarem interesse na conclusão da rodada”, afirmou Mukherjee.

 


 

 

Reconhecimento de Kosovo abre nova disputa e divide potências   volta


Sérvia retira embaixador em Washington, após anúncio de apoio de Bush a Pristina; Brasil ainda estuda caso


O Estado de São Paulo
AP, AFP e GABRIELLA DORLHIAC
19/02/2008

Pristina - A República de Kosovo, ex-província sérvia que se declarou independente no domingo, deu ontem seu primeiro grande passo para consolidar-se como o mais novo Estado do mundo, ao receber o reconhecimento de cinco grandes potências mundiais: EUA, França, Alemanha, Itália e Grã-Bretanha. Vários outros países da União Européia já manifestaram intenção de reconhecer o novo país. Do lado sérvio, o primeiro dia de independência de Kosovo, território de maioria albanesa, foi marcado por protestos.
 

“Os kosovares são agora independentes”, disse ontem o presidente americano, George W. Bush, em visita à Tanzânia. A Sérvia, que disse no domingo que Bush ficará marcado como inimigo do país, anunciou ontem a retirada de seu embaixador nos EUA. “O apoio americano à independência de Kosovo mostra a verdadeira face dos EUA”, disse o primeiro-ministro Vojislav Kostunica.

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse ontem que o reconhecimento de Kosovo “é um tema muito complexo”. “Será preciso estudar as implicações legais, pois isso pode valer para outros países.”

O reconhecimento do novo país divide a comunidade internacional. Num claro indício de falta de consenso e divisão do bloco, a UE liberou seus membros para que decidam individualmente a relação com Kosovo. A Espanha, que tenta conter uma série de movimentos separatistas em seu território, já anunciou que não reconhecerá o novo Estado.

A principal surpresa de ontem, no entanto, foi o reconhecimento de Kosovo como Estado soberano por parte da Turquia, que há décadas trava um confronto violento com separatistas curdos. O governo turco afirmou que o reconhecimento tem como base “os laços históricos e culturais que unem a Turquia a Kosovo”.

PROTESTOS E RETALIAÇÃO

No enclave servo-kosovar de Mitrovica e em Belgrado milhares de sérvios saíram às ruas para protestar contra a separação do território. Pelo segundo dia consecutivo, a polícia de Mitrovica relatou uma explosão perto de prédios da ONU. O incidente não deixou feridos.

O governo de Belgrado anunciou ontem ter apresentado uma denúncia penal contra o presidente kosovar, Fatmir Sedju, o premiê, Hashim Thaci, e o presidente do Parlamento, Jakup Krasniqi, por terem “organizado a proclamação de um Estado falso em território da Sérvia”. Além disso, o chanceler sérvio, Vuk Jeremic, disse que o país bloqueará o acesso de Kosovo a organizações internacionais. “Esse chamado Estado de Kosovo nunca fará parte da ONU”, alertou Jeremic.

Contando com o apoio da Rússia, tradicional aliada de Belgrado, a ameaça de Jeremic deve se concretizar. Membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a Rússia vetará o reconhecimento de Kosovo.

Belgrado, por sua vez, vetará a entrada do território na Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e no Conselho da Europa.

Analistas afirmam que o novo Estado corre o risco de ficar num limbo legal. “Sem uma resolução clara das Nações Unidas, a situação fica muito mais complicada”, disse ao Estado o especialista em Europa do centro de estudos americano Council on Foreign Relations, Charles Kupchan. Para ele, a esperança para Kosovo é que, em longo prazo, com o reconhecimento de vários países, o novo status do território se torne fato consumado.

NOVO ESTADO

População: 2 milhões de habitantes, dos quais 90% são de origem albanesa e 5% de origem sérvia. Cerca de 65% dos kosovares têm menos de 35 anos

Estrutura política: O Parlamento tem 120 cadeiras - das quais 10 são para representantes sérvios e 10 para outras minorias

Economia: Cerca de 45% da população economicamente ativa está desempregada e 37% dos kosovares vivem abaixo da linha da pobreza. O novo Estado tem reservas de zinco, níquel, cromo e ouro

Símbolos nacionais: A bandeira tem fundo azul, com um mapa do território kosovar em amarelo, abaixo de seis estrelas brancas que simbolizam suas diferentes etnias. O hino nacional ainda não foi escolhido

INDEPENDÊNCIA

Afeganistão:

Endossou a criação do novo país por ser alinhado com a política do governo dos EUA, que aprova a independência de Kosovo

Albânia:

Apoiando a maioria albanesa de Kosovo, prometeu até ajudar a economia kosovar, abrindo os portos do Mar Adriático

Alemanha:

Por ser um dos países na liderança da Otan, que interveio para barrar a repressão de Slobodan Milosevic contra os separatistas albaneses

Grã-Bretanha:

Por também ser membro da Otan e acreditar que a estabilidade nos Bálcãs só pode ser obtida se a vontade dos kosovares for respeitada

França:

Reconheceu a nova nação logo após a UE autorizar seus integrantes a adotar a posição que quiserem sobre Kosovo

Itália:

Acatou a independência, porém quer que Kosovo fique sob supervisão internacional

Turquia:

Por ter laços históricos com os albaneses e pelo fato de ser um país muçulmano, assim como a maioria dos kosovares. No entanto, o reconhecimento foi visto com surpresa, pois também tem problemas com a minoria separatista curda

EUA:

Há anos apóiam a independência kosovar e ontem afirmaram que Kosovo é agora uma nação soberana

Sérvia:

Prometeu resistir pacificamente à independência de Kosovo

Espanha:

Também teme que a independência de Kosovo sirva de inspiração para os movimentos separatistas espanhóis

Romênia:

Preocupa-se com os grupos separatistas na Província da Transilvânia, onde há muitos húngaros.

Outro membros da UE:

Chipre, Grécia, Eslováquia e Bulgária estão preocupados com a reação de suas minorias

Rússia:

É aliada histórica dos sérvios e tem problemas separatistas na Chechênia

China: Pediu que Kosovo e Sérvia sigam negociando

Geórgia: Está de olho em suas províncias separatistas, que são aliadas da Rússia