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15/02/2008

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Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008.

Comentários, dúvidas e sugestões:
sercom@inpi.gov.br

 


1. Como registrar uma patente e proteger seu produto
2. Moda no Brasil: país perde bilhões de reais por falta de proteção das suas marcas
3. Instituto Angolano da Propriedade Industrial regista mais de 17 mil marcas
4. Adesivo inteligente gruda e se solta sem deixar resíduos na superfície
5. Lula elogia maranhense que criou máquina de gerar energia
6. Ufba é apontada como 18a melhor universidade da América Latina
7. Convênio garante R$ 500 mil para infra-estrutura de pesquisas
8. Portugal no grupo dos mais atrasados em matéria de inovação
9. Acordo pode firmar Brasil como potência, diz analista
10. MERCOSUL terá agência para desenvolvimento e inovação tecnológica
11. Tecnologia catarinense está entre as mais inovadoras do País
12. Disputa comercial pode encarecer autopeças
13. Alimentos transgênicos são seguros?
14. Um mundo de novos perfumes
15. Haverá limite para a internet?
16. Também quero um!
17. Uma vitória da CTNBio
18. Brasil participará de cúpula sobre Mercosul e Golfo

 

 

Como registrar uma patente e proteger seu produto   volta

Você investiu em pesquisa e desenvolveu um produto novo. E agora? Conheça aqui os detalhes do processo de registro de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial

Mídia eletrônica: Portal Assintecal
http://www.assintecal.org.br
15/02/2008


Se você quer diversificar seu negócio e aumentar a participação no mercado desenvolvendo novos produtos e processos dentro de sua empresa, mas tem medo de investir em pesquisa e desenvolvimento e depois sofrer concorrência desleal - vendo sua inovação ser copiada e vendida a um preço muito mais baixo pela loja da esquina - a solução é pedir proteção ao seu produto, impedindo que ele seja copiado e comercializado por outros.

Para tal, é necessário entrar com um processo de pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O Estado concederá a você a propriedade temporária da inovação, mediante o detalhamento do conteúdo técnico do material a ser patenteado.

Saiba agora quais passos seguir para registrar sua patente:
 
Verificar se seu produto pode ser patenteado

Antes de tentar registrar o produto, é necessário certificar-se de que ele pode ser patenteável. Para isso, consulte a Lei 9.279/96 - conhecida como Lei de Propriedade Industrial (LPI) -, que está disponível no site do INPI (www.inpi.gov.br) e no edifício sede do instituto (Praça Mauá, 7, 7º andar, Rio de Janeiro).

Saber se sua idéia já existe

Nestes endereços, você também encontra o banco de dados de patentes do INPI, onde saberá se sua idéia é realmente inovadora e se não houve um produto igual ao que você imaginou acessível ao público antes da data de depósito do pedido. Através do Sistema Eletrônico de Gestão da Propriedade Industrial, conhecido como e-INPI, você tem acesso aos registros dos produtos que foram depositados pela Internet. Certificado de que vai inovar no mercado, é hora de registrar sua patente.

Preencher o formulário

O primeiro passo é preencher o formulário de pedido de patente com um relatório descritivo. Nele, você deve explicar a técnica e os problemas técnicos que sua patente resolve; escrever reivindicações, com base em seus direitos de inventor; apresentar os desenhos, se houver necessidade, e um resumo. Nele também deve constar o comprovante de pagamento da retribuição relativa ao depósito. O formulário está disponível no INPI e no site do instituto. Para o preenchimento eletrônico, você precisa estar cadastrado no e-INPI.

Depositar o pedido de patente

Você deve depositar o pedido de patente na sede do INPI ou enviá-lo para Diretoria de Patentes DIRPA/CGPROP, com indicação do código DVP (AN 127 itens 4.2, 4.2.1 e 4.4).

Se não está no Rio de Janeiro, seu pedido pode ser depositado nas Divisões Regionais ou Representações nos demais Estados. Para conhecer estes locais, entre no site do INPI e siga o caminho O Instituto/Endereços e telefones/Divisões Regionais ou O Instituto/Endereços e telefones/Representações.

As empresas associadas à Assintecal recebem todo o auxílio e acompanhamento necessário através do Núcleo Assintecal de Gestão da Inovação (NAGI), mais informações através do e-mail: nagi@assintecal.org.br ou pelo telefone: (51) 3584-5200.

Solicitar o exame do pedido de patente

Depois de permanecer em sigilo por 18 meses, seu pedido é publicado e é hora de solicitar o exame. Para isso, você tem até 36 meses, contados a partir da data do depósito. Depositado, acompanhe seu processo através da Revista de Propriedade Industrial (RPI) - disponível no acervo da Biblioteca do INPI e no site do instituto - até o momento em que for proferido o resultado.

Pagar a retribuição

Concedido o pedido, o INPI oferece um prazo de até 60 dias para você pagar a retribuição correspondente e, então, solicitar a expedição da carta-patente. Verifique se na carta estão o número, o título e a natureza da patente, seu nome (do inventor), qualificação e domicílio, além do prazo de vigência, o relatório descritivo, as reivindicações, os desenhos, e os dados relativos à prioridade. Expedida a carta, você deve efetuar um pagamento anual a partir do terceiro ano após o depósito.

Saiba mais
Para saber mais informações sobre patentes, entre em contato com o Núcleo Assintecal de Gestão da Inovação (NAGI) através do e-mail: nagi@assintecal.org.br ou pelo telefone: (51) 3584-5200.


 

Moda no Brasil: país perde bilhões de reais por falta de proteção das suas marcas   volta


Mídia eletrônica: Revista Fator
http://www.revistafator.com.br
15/02/2008


Presidente da Marpa, Valdomiro Soares, trabalha para elevar o nível de conscientização dos empresários brasileiros.

Com a crescente entrada de produtos importados no Brasil, sobretudo da China, o mercado da moda, especialmente o de calçados, se torna cada vez mais vulnerável aos riscos de perdas em receita. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), as importações devem ter uma alta de mais 50% para este ano. No ambiente da Propriedade Industrial esta situação é ainda mais grave. Dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) informa que para um total de 12.162 empresas do ramo de vestuário e calçados, existiam em 2005 apenas 50 patentes e 692 marcas.

“O país perde R$ 6 bilhões por ano com a pirataria no mercado de moda por falta de conscientização”, informa o presidente da Marpa - Marcas, Patentes e Inovações, Valdomiro Soares, sobre a estimativa da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest). O empresário faz um alerta para que as empresas brasileiras registrem sua marca antes de colocar seus produtos à venda. “Evitando, assim, problemas como pirataria, falsificação e outros relacionados à falta de registro”, afirma.

A Marpa, no seu permanente trabalho de conscientização sobre a propriedade industrial, tem investido no mercado de moda e acompanhado seus clientes em eventos de grande repercussão, como aconteceu na Couromoda deste ano. “Só através da conscientização do empresariado brasileiro que o país terá o tratamento que merece. Precisamos de produtos de qualidade, mas também de marcas fortes e de confiança”, conclui.


 

Instituto Angolano da Propriedade Industrial regista mais de 17 mil marcas  volta


Mídia eletrônica: Jornal da Angola (Angola)
http://www.jornaldeangola.com
Fula Martins
15/02/2008


Dezoito mil e 300 marcas de produtos e serviços e dois mil e 300 patentes de empresas dos quais 95 por cento são de requerentes estrangeiros, foram registadas pelo Instituto Angolano da Propriedade Industrial (IAPI),durante os doze anos de existência daquela instituição. O facto foi revelado ontem em Luanda pela directora geral da instituição, Antónia Bandeira.

Antónia Bandeira, que falava durante o seminário nacional sobre “A propriedade intelectual e política de concorrência”, afirmou que a adesão de Angola ao tratado de co- operação em matéria de patente vai permitir aos angolanos poderem desenvolver adequadamente as questões da aquisição de patentes e protegê-las a nível internacional.

“Significa que os angolanos com pretensão de criar uma invenção poderão fazer a sua protecção junto dos países membros da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI)”, disse. Antónia Bandeira assegurou que o documento de adesão ao tratado de cooperação foi remetido em 27 de Setembro do ano passado em Genebra e começou a vigorar em 27 de Janeiro do ano em curso.

Acrescentou que tanto as universidades como as empresas estão a trabalhar na criação de espaços, porque será necessário fazer-se um investimento em termos de material informático e nas condições técnicas de acesso à Internet. Realçou, por outro lado, que em Agosto do ano passado o IAPI levou a cabo um encontro com algumas empresas, universidades e câmaras de comércio para incentivar os jovens a criarem invenções e protegê-
-las para o seu auto-emprego.

A directora garantiu que o custeamento das despesas para este projecto está garantido pela OMPI e ou- tros parceiros, cabendo ao IAPI trabalhar no sentido de até Agosto tentar alcançar os resultados preconizados.

Questionada sobre a morosidade no que concerne à nova legislação, Antónia Bandeira, respondeu que o ante-projecto de lei já está inscrito no programa do Governo desde o ano passado e acredita que dentro dos próximos meses serão contactados pela equipa técnico do Conselho de Ministro para a sua discussão.
Avançou ainda que a lei vai incorporar todos os aspectos previsto no acordo sobre os Direitos de Propriedades Intelectual Relativos ao Comércio (ADPIC).
O encontro que tem o seu termo previsto para hoje vai discutir ainda “A introdução sobre os acordos de ADPIC”, “Lei sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC)”, “O Direito de Autor”, “A situação dos direitos de autores”, “A propriedade industrial”, “Panorâmica sobre DPI em Angola”, “Protecção da inovação para as patentes”, “DPI e saúde pública”, “Biotecnologia/ biodiversidade e conhecimento tradicional”.


 
Adesivo inteligente gruda e se solta sem deixar resíduos na superfície


Mídia eletrônica: Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br
Da redação
11/02/2008


Que os pés das lagartixas são a chave para melhores adesivos, os cientistas sabem há muito tempo. O problema é que é extremamente difícil duplicar de forma sintética o que a natureza levou milhões de anos para aprimorar.
Agora, cientistas da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, conseguiram dar um primeiro passo firme nesse sentido. Eles criaram o material sintético que mais se aproxima da estrutura existente nos pés das lagartixas. O material é um aprimoramento da versão anterior, apresentada em 2006 (veja Microfibras de altíssima fricção são inspiradas nos pés de lagartixas).
Adesivo inteligente
Os pesquisadores esperam que seu novo adesivo um dia possa permitir a construção de robôs que andem pelas paredes (veja também Robôs-lagartixa poderão ser usados para exploração espacial). Isso será facilitado pelo fato de que o adesivo funciona quando ele tenta "deslizar" sobre uma superfície, e não quando ele é pressionado contra ela, o que diminuirá o gasto de energia dos robôs.
O material agora aprimorado pode também ser considerado uma espécie de "adesivo inteligente", na medida em que ele aumenta sua aderência com o uso e com o aumento da carga imposta sobre ele. "Mais microfibras se curvam e se juntam automaticamente à medida em que o peso aumenta. Quando a carga é removida, as microfibras se soltam," explica o professor Ronald Fearing.
Sem deixar resíduos na superfície
Um "tapete" de microfibras de dois centímetros quadrados consegue suportar 400 gramas. Ao se sustentar o peso manualmente o adesivo inteligente se solta, sem deixar resíduos na superfíce. As microfibras, feitas de polipropileno, têm 20 micrômetros de comprimento - cerca de um quinto da espessura de uma folha de papel - e um diâmetro de 0,6 micrômetro.
Apesar do avanço registrado, o material ainda não está pronto para uso. Pelo menos não para uso geral, já que ele funciona apenas em superfícies lisas e limpas, como o vidro. E ele também captura por força eletrostática qualquer minúscula sujeira que exista sobre a superfície, o que deteriora sua ação ao longo do tempo. É justamente nesses dois aspectos que os cientistas agora vão trabalhar.

 


Lula elogia maranhense que criou máquina de gerar energia   volta


Mídia eletrônica: Imirante
http://imirante.globo.com
13/02/2008


SÃO LUÍS - Depois de quase 25 anos de pesquisa, o inventor maranhense Pedro Oliveira Costa, 61 anos, natural de Araioses, conseguiu, enfim, a primeira luz de sua invenção. O invento, batizado e patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Maranhão (Inpi) como Máquina de Geração de Energia Hidrelétrica, promete substituir usinas de energia e abastecer até 300 casas, com um custo de R$ 30 mil, em sua área de atuação.

Ano passado, o projeto foi enviado ao Governo Federal e encaminhado ao Ministério de Minas e Energia (MNE), sob elogios do presidente Lula. “Há mais de 20 anos, venho aperfeiçoando este invento. Durante esse tempo, já montei oito máquinas, uma maior que a outra, até descobrir toda a funcionalidade do sistema”, contou o inventor autodidata.

O princípio do funcionamento da engenhoca parte da força exercida pela água sob uma roda de 13 m de diâmetro interligada a outras rodas menores por meio de correias. O movimento da roda é capaz de encher 47 canecas com 20 litros d’água, cada. Entre uma cisterna, no solo, e uma caixa d’água suspensa, a máquina cria um movimento giratório contínuo, acionando um gerador de energia sem interrupção de tempo.

De acordo com o responsável pelo invento, a grande vantagem da máquina estaria na economia, tanto de força consumida quanto de custo, em relação às formas convencionais de distribuição de energia elétrica, como as usinas hidrelétricas, por exemplo.

“Enquanto algumas hidrelétricas precisam de aproximadamente 200 mil hectares para gerar energia, uma máquina como essa exige apenas 4 hectares. Se cada cidade adotasse a idéia, investindo para que essa máquina fosse ainda maior, nós economizaríamos não só com a construção de hidrelétricas mas também com a quantidade de fios, que levam a energia da fonte até os receptores”, explicou Pedro Costa.

Além das vantagens econômicas, observadas pelo inventor maranhense, a máquina teria outra peculiaridade. Ao contrário das usinas, que necessitam de água corrente natural, a estrutura consumiria apenas 1% de sua produção de energia, disponibilizando todo o restante para o consumo externo.

“Essa, com certeza, é a única máquina que oferece, praticamente, toda a sua produção, ou seja, 99% por cento da energia gerada”, acrescentou.
O Estado do Maranhão


 

Ufba é apontada como 18a melhor universidade da América Latina  volta
 
Pesquisa levou em conta visibilidade e trabalhos da instituição na internet

 
Mídia eletrônica: Correio da Bahia
http://www.correiodabahia.com.br
Maíra Portela
14/02/2008

Uma pesquisa publicada no site Webometrics Ranking of World Universities, promovida pelo Centro Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, elegeu, em janeiro de 2008, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) como a 18ª melhor instituição da América Latina, a 11ª no Brasil e a 7ª entre as federais no país. Em vez de avaliar o ensino mundial, os critérios levam em conta apenas aspectos da internet como extensão do site, visibilidade no mundo digital, riqueza de arquivos e número de documentos citados no Google Scholar.

No Top Mundial, o Massachusetts Institute Of Technology está em primeiro lugar. Já a Universidade de São Paulo (USP) aparece na 114ª posição e a Ufba na 751ª no mundo. A USP ocupa o primeiro lugar no Top Brasil e o segundo no Top América Latina, que tem como número um a Universidade Nacional Autônoma do México. Já a Universidade Federal de Santa Catarina é a melhor colocada entre as federais do país: terceira do Brasil, quinta da América Latina e a 234ª do mundo.

A colocação da Ufba é considerada satisfatória pelo reitor Naomar Almeida. Nos rankings anteriores, a instituição aparecia como a 15ª e 20ª entre as universidades do país. Em 2002, a posição era 10ª e em 2008 alcançou o 7º lugar. “O melhoramento da posição da Ufba foi devido ao aumento dos programas de pós-graduação e os grupos de pesquisa”, informa. O saldo de 2007 aponta que a entidade possui um total de 32 doutorados. Em 2007 eram apenas 17.

A qualidade dos programas também melhorou. Atualmente, são cinco programas avaliados pelo conceito do Centro de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com nível seis, excelência, já que o máximo é cinco. O reitor ainda salienta as colocações da Ufba em outras pesquisas, a exemplo do Centro de Tecnologia e Inovação da Universidade de Paris, que em outubro de 2007 posicionou a instituição como 253a “Eles checam a origem universitária dos executivos importantes das grandes empresas”, explica Naomar.

Produção - Já no ranking da universidade de Xangai, que avalia a produção científica, o tamanho da instituição e o conjunto de artigos científicos e patentes, o ranking vai até a cem. “Apenas a USP aparece, até porque ela é muito maior que a Ufba, isso influência na quantidade de material produzido”, reconhece. O crescimento da entidade de ensino superior baiana promete aumentar com a implantação do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Em 2007, o valor do patrimônio ultrapassou R$1,070 bilhão.

As perspectivas para 2009 são grandes. O orçamento do Reuni é de R$86 milhões destinados para construção e instalações em equipamentos para reforçar mais o crescimento. No próximo ano, serão abertas duas mil novas vagas e em 2012 a previsão é de nove mil. Até o momento, a Ufba já conta com o avanço tecnológico na área de engenharia. Sem falar nos programas novos de pós-graduação, abertos em 2007, em ciência da computação e da informação, energia e meio ambiente, engenharia industrial e química.

 


Convênio garante R$ 500 mil para infra-estrutura de pesquisas   volta


Mídia eletrônica: Jornal da Mídia
http://www.jornaldamidia.com.br
13/02/2008


Salvador- O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, e o reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Joaquim Bastos, asssinaram, hoje (13), um convênio para aquisição de equipamentos para ampliação da infra-estrutura de pesquisas. Serão disponibilizados R$ 500 mil, originários do Programa Estadual de Incentivos à Inovação Tecnológica (Inovatec), para a ação.

Criado pelo Governo do Estado para promover o desenvolvimento da economia baiana, através de investimentos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, o Inovatec já está recebendo propostas das empresas e instituições interessadas no benefício.

Até 2010, o Inovatec contará com recursos de R$ 60 milhões para ampliar a infra-estrutura de base tecnológica da Bahia. Poderão se beneficiar do programa as empresas e instituições dispostas a realizar novos investimentos de base tecnológica e órgãos e instituições da administração direta e indireta municipal, estadual ou federal que efetuem sistematicamente investimentos em ciência e tecnologia na Bahia. Os interessados podem ter mais informações pelo site www.secti.ba.gov.br.



Portugal no grupo dos mais atrasados em matéria de inovação   volta

Portugal faz parte do grupo de países europeus mais atrasados em matéria de inovação, segundo o painel de avaliação de 2007 publicado hoje pela Comissão Europeia em Bruxelas.

Mídia eletrônica: Diário Digital (Portugal)
http://diariodigital.sapo.pt
14/02/2008


O estudo comparativo da capacidade de inovação mostra que a União Europeia continua, nesta área, atrasada em relação ao seu grande concorrente económico, os Estados Unidos, apesar de, nos últimos cinco anos, a diferença ter diminuído.
Segundo Bruxelas, Portugal tem «fraquezas relativas» nas áreas da «criação de conhecimentos» e «propriedade intelectual».
O painel de avaliação estabelece um balanço anual dos resultados na área da inovação e é baseado numa grande variedade de indicadores: condições estruturais, criação de saber, esforços das empresas em matéria de inovação e os resultados em termos de novidades (produtos, serviços e propriedade intelectual).
O executivo comunitário divide os países estudados e comparados em quatro grupos, colocando à cabeça aqueles que chama os «campeões da inovação»: Suécia, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Israel, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.
Em seguida vêm os «países seguintes», com a Áustria, Bélgica, Canadá, França, Islândia, Irlanda, Luxemburgo e Holanda.
No terceiro grupo de «inovadores moderados» estão Chipre, República Checa, Estónia, Itália, Noruega, Eslovénia, Espanha e Austrália.
Finalmente, vêm os «países a recuperar terreno», com a Bulgária, Croácia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Portugal, Roménia e Eslováquia. A Turquia é a «lanterna vermelha».
Diário Digital / Lusa


Acordo pode firmar Brasil como potência, diz analista  volta

Especialista alerta, porém, para risco de ''''novo ciclo de dependência externa''''


Mídia eletrônica: Estadão
http://www.estadao.com.br
Roberto Godoy
14/02/2008


O acordo de cooperação e transferência de tecnologia militar que os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vão assinar no fim do ano, em Brasília, "pode servir para consolidar a liderança do País como potência regional", acredita o cientista social Marcos Oliveira Osório, do Centro de Estudos Estratégicos da Universidade de San Andrés. Para o analista, a negociação do amplo pacote "precisa ser feita com grande cuidado, sob pena de levar as Forças Armadas a um novo ciclo de dependência externa".

Há dois dias, Sarkozy disse na Guiana Francesa que seu governo está disposto a abrir para o Brasil livre acesso ao conhecimento necessário à produção e desenvolvimento de caças supersônicos Rafale, de quinta geração, submarinos diesel-elétricos Scorpéne, helicópteros Dauphin e Cougar, além dos diversos sistemas de armas destinados a esse equipamento. Na entrevista coletiva, o presidente francês afirmou que o acordo deve marcar "um novo tipo de relacionamento bilateral no setor dos assuntos de defesa".

O analista Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologia, Relações Internacionais e Segurança - CeTRIS, considera essa oportunidade "excelente para o Brasil explorar o desdobramento econômico e social da política de defesa". Raza, todavia, ressalta "a necessidade de assegurar que as opções bélicas sejam alinhadas com o projeto nacional de força, e que os contratos garantam efetivamente a potencialização tecnológica da capacidade industrial do País".

EFEITO MULTIPLICADOR

O acordo promoveria o isolamento do Brasil em relação ao núcleo de fornecedores internacionais? Para Raza, "o efeito será exatamente o contrário: um projeto desse tipo representa um poderoso fator atrativo para a inovação tecnológica em áreas correlatas, servindo como indutor de moderno e sofisticado sistema de defesa capaz de assegurar alto grau de autonomia estratégica e logística".

O sociólogo Eliezer de Oliveira, do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, destaca as vantagens para o País, "a contar do crescimento de seu perfil estratégico, significando o eventual acordo uma conexão útil do Brasil com a segurança da Europa". Na área militar brasileira, o tratado bilateral é visto com entusiasmo cuidadoso, como disse ao Estado um oficial do setor de pesquisa e desenvolvimento.

Ele assegura que o governo francês tem procurado obter informações sobre a tecnologia nacional do álcool e do biodiesel, considerados pelo oficial a moeda do País na hora de sentar à mesa e discutir a troca de conhecimento avançado.



MERCOSUL terá agência para desenvolvimento e inovação tecnológica   volta


Mídia eletrônica: Ansa
http://www.ansa.it/
14/02/2008


MONTEVIDÉU, 14 FEV (ANSA) - Uma Agência para o Desenvolvimento e a Inovação Tecnológica será criada no Mercosul com o objetivo de avançar na "integração produtiva", informaram hoje em Montevidéu autoridades do bloco regional.

A agência buscará "a integração produtiva e a distribuição de fundos para a pequena e média empresa (PME), abordando temáticas centrais relacionadas à sociedade do conhecimento", disse um comunicado da presidência da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, cujo presidente é o argentino Carlos "Chacho" Alvarez.


Alvarez considerou "inadiável ampliar a concepção comercial do bloco e implementar a formação de cadeias produtivas na região". A nota destacou também a importância de estimular o protagonismo das PME na região.

Trata-se de "firmar as bases de um Mercosul produtivo e social" e "superar a etapa neoliberal", acrescentou.

A nova agência sintetizará e dará suporte organizacional e institucional às políticas em andamento, principalmente no que diz respeito à integração produtiva e a instrumentação do Fundo Pymes (sigla de pequenas e médias empresas em espanhol, ndr.), aprovado em 2007, e a acordos de cooperação firmados nas áreas de Ciência e Técnica.

A Argentina exerce atualmente a presidência pro tempore do bloco que é integrado por Brasil, Uruguai e Paraguai, com a Venezuela em processo de integração plena. (ANSA)
 


  

Tecnologia catarinense está entre as mais inovadoras do País   volta


Mídia eletrônica: Convergência Digital
http://www.convergenciadigital.com.br
14/02/2008


A catarinense Audaces, especializada em soluções tecnológicas para automação de processos produtivos em confecções, acaba de ter seu software Digiflash eleito como um dos mais inovadores do País pelo estudo "O Brasil que Inova", realizado pela Revista EXAME em parceria com a Monitor, empresa global de consultoria, investimento e desenvolvimento de competências. A solução da Audaces busca oferecer ao mercado de confecções o que há de mais moderno em digitalização de moldes de peças de roupas, transformando um processo manual, caro e demorado, em um processo econômico, rápido e com alta qualidade. A solução, eleita entre 228 inscritos e única representante do segmento, está presente na América, Europa e África.

O grande diferencial do Audaces Digiflash está em digitalizar um conjunto de moldes de roupas em com apenas uma única fotografia digital. O software detecta os moldes, que são fixados com imãs em um quadro magnético flexível, captura automaticamente todos os pontos destes moldes, oferecendo precisão e alta produtividade. O quadro – único material necessário além da câmera fotográfica, que pode ser amadora (de baixo custo) – é extremamente simples e compacto, e pode ser enrolado e guardado em qualquer lugar, facilitando o transporte.

O Digiflash é uma das primeiras etapas de um processo de produção automatizado dentro de qualquer confecção e satisfaz pequenos, médios e grandes confeccionistas. A partir dele, os moldes podem ser manipulados no computador (criar grandes tamanhos, pences, etc), proporcionando uma agilidade incomparável em relação ao processo manual. Sem o Digiflash, os pontos do perímetro do molde são capturados com auxílio de scanners ou mesas digitalizadoras.

Graças ao caráter inovador e de fácil utilização, o software foi escolhido para ser implantado em todas as unidades SENAI do Brasil, através de uma parceria firmada em setembro de 2007. Outras importantes instituições de ensino do País também adotaram a tecnologia da Audaces a fim de formar mão de obra qualificada e proporcionar significativa melhoria no setor. Em janeiro de 2008, o Audaces Digiflash, com patente requerida mundialmente, foi destaque na Cool Zone (área de lançamentos inovadores) da Feira Colombiatex, em Bogotá. Em 2005, conquistou o "Prêmio Finep de Inovação Tecnológica", na categoria produto, e foi destaque na IMB, recebendo o Inovation Award 2006, na Alemanha.

A empresa

No mercado desde 1992, a Audaces Automação, que desenvolve soluções tecnológicas para automação de processos produtivos, tem como foco principal o desenvolvimento de softwares user friendly (fáceis de usar), que ofereçam resultados com rapidez, precisão e economia. Seus produtos estão concentrados nos ramos de confecções, móveis, estofados, transportes, vidros, papel e metalmecânico. Além disso, é a única produtora latino-americana de impressoras de grandes formatos (plotter) jato de tinta para confecção.

A Audaces é líder de vendas CAD/CAM para confecção na América Latina. Com 15 anos de experiência e mais três mil clientes, a empresa aumentou 50% o número de colaboradores nos últimos dois anos. Possui produtos e serviços disponíveis em 27 países, em toda a América Latina, na Europa, na África e na Ásia. Entre seus clientes estão marcas como: Cavalera, Lenny, Mormaii, Animale, Brinquedos Estrela, M. Officer, Rede Globo de Televisão, Zara, Renner, Hugo Boss, C&A, Riachelo, entre outras. Também tem parceria com cerca de cem unidades de ensino em todo País, entre elas SENAI, UNERJ, UNIVALI, UDESC, UNOESC, UNISAL, UNIPAR, CEFET, SEBRAE.

Em 2007, a Audaces recebeu o prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador, na categoria Empresa Graduada, concedido pela Anprotec durante o XVII Seminário de Parques Tecnológicos e Incubadoras.

Pesquisa

"O Brasil que Inova" é o maior levantamento sobre inovação já feito no País. Foram inscritos 228 projetos de companhias brasileiras e subsidiárias de multinacionais e selecionados apenas dez como os mais inovadores. O estudo é uma realização da revista EXAME em parceria com a Monitor, empresa global, de reconhecida excelência nas áreas de inovação, estratégia, marketing e organização. Atuante nas áreas de consultoria, investimento e desenvolvimento de competências, já realizou estudos sobre inovação em nove países (China, Índia, Japão, Coréia, Cingapura, Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e Brasil), englobando mais de 400 empresas.

As inovações inscritas na pesquisa foram avaliadas por uma equipe de analistas da consultoria Monitor, de acordo com originalidade e impacto no público alvo, buscando abranger empresas de diferentes indústrias, regiões e tamanhos. Na segunda etapa, um conselho formado por 14 especialistas ficou responsável por selecionar, dentre o grupo de finalistas, as principais inovações brasileiras.


 

Disputa comercial pode encarecer autopeças   volta

Mercado 'paralelo' de peças copia modelos de carros prontos.
Diferença de preços entre original e similar pode chegar a 1000%, segundo pesquisa.


Mídia eletrônica: Portal G1
http://g1.globo.com
Do G1, com informações do Jornal Nacional
15/02/2008
 
As montadoras Ford, Fiat e Volkswagen disputam na Justiça com a Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças (Anfape) o direito de exclusividade na comercialização de peças automotivas.

 

O objetivo é combater a indústria independente de autopeças, que abastece o mercado com produtos mais baratos do que aqueles vendidos nas concessionárias.
 
Para fabricar essas peças, a indústria independente usa a chamada engenharia reversa. ou seja: copia de um carro pronto. Mas, para algumas montadoras, o projeto, o desenho, pertence a elas. Uma espécie de patente.

A diferença nos preços é gritante: segundo pesquisa da Anfape, a diferença pode passar de 100%.

Faróis para o mesmo modelo de carro, por exemplo, podem custar R$ 265 na versão origina e R$ 159 na versão similar. Com os paralamas, mesma coisa: o original custa R$ 317. O outro, R$ 111.

Segurança
Por ordem da Justiça, algumas peças já foram recolhidas do mercado. Em nota, a Fiat diz que faz investimentos em pesquisa para garantir a qualidade e segurança, preocupação que, segundo ela, não existe no mercado “paralelo”.

A Volkswagen também afirma que as peças copiadas das originais podem representar problemas de qualidade e segurança ao consumidor final.

Em resposta, fabricantes de autopeças enviaram uma representação à Secretaria de Direito Econômico, em que afirmam que as montadoras cometem "abuso de direitos de propriedade industrial, com o objetivo de monopolizar o mercado de autopeças".

“O consumidor será o grande prejudicado, uma vez que só terão a possibilidade de fazer a manutenção do seu carro na rede autorizada”, diz Renato Fonseca, presidente da Anfape.

 



Alimentos transgênicos são seguros?   volta


Mídia eletrônica: Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br
14/02/2008


Segundo o pesquisador da do Centro de Recursos Genéticos de Biotecnologia da Embrapa, Francisco Aragão, os testes que analisam os transgênicos têm quatro grandes pilares: “No primeiro é feita uma descaracterização molecular destes organismos, ou seja, saber onde o DNA foi inserido no genoma, saber como isso está funcionando”.

O segundo, no caso de plantas, é a realização de uma avaliação agronômica para analisar o campo e comparar com as plantas não-transgênicas, para saber de houve um efeito negativo sobre características importantes.

“Depois é feita a avaliação de segurança ambiental, para saber se a planta transgênica não está sendo negativa para o meio ambiente”, ressalta Aragão. “Por último, vem a análise de segurança alimentar. Depois que é liberado para cultivo, esse alimento continua sendo monitorado”. Ele afirma que o processo é longo e dura em média cinco anos. “Após estas análises, pode-se dizer que as plantas transgênicas são mais seguras que qualquer outra, porque as outras não são analisadas”.

O pesquisador alerta para o fato de que alimentos transgênicos não são, em geral, mais nutritivos do que os não-transgênicos. Apenas se ele tiver sido modificado para isso. “Quando você quer uma planta resistente a uma praga, a um vírus ou inseto, ela não é alterada na sua capacidade nutricional”. Aragão explica que se as análises mostrarem o contrário, a planta não poderá ser liberada, nem transformada em produto comercial.

Ensaios experimentais apontam que os alimentos transgênicos podem causar alergias alimentares. Aragão ressalta que se isto acontece durante os ensaios, as plantas não são liberadas. “Nos alimentos que foram liberados isso nunca foi observado; alergias têm sido observadas em plantas não-transgênicas e que não passam por essa análise”. Segundo o especialista, há uma grande diferença entre duas variedades de um mesmo alimento. A pessoa pode ter alergia a um arroz Y e não ter a um arroz X.



Um mundo de novos perfumes   volta


Valor Econômico
Por Maristela Harada, para o Valor, de São Paulo
15/02/2008
 
Do seu Q.G. em Paris, Cécile Poignant, especialista em tendências globais por mais de 20 anos, observa os hábitos dos consumidores de todo o mundo. Seus gostos e desgostos. Suas emoções e seus sentimentos. Essas observações são analisadas e submetidas a um centro criativo de especialistas em fragrâncias, que reagem olfativamente às informações recebidas de Cécile e sua equipe. O resultado? Cheiros inovadores que influenciam positivamente os consumidores.
"Criamos novos odores como uma reação espontânea às análises das tendências mundiais", afirma Marc Jourdin-Gassin, vice-presidente do Centro Criativo de Perfumaria Fina da Firmenich na Europa. "É um trabalho artístico e subjetivo." Segundo ele, a idéia é traduzir os conceitos em cheiros de uma maneira natural. Criar sem as limitações que trazem o direcionamento de uma marca específica ou um determinado público-alvo.

Essas criações foram reunidas em cinco vertentes, que respondem aos desejos do consumidor num futuro próximo. De acordo com o perfumista, o objetivo é sensibilizar o cliente em relação à inovação. "Queremos que eles reajam de maneira positiva a nossos impulsos criativos; por isso, apresentamos acordes olfativos muito inovadores que poderão apoiar as novas fragrâncias", afirma. "É uma forma de compartilharmos nossa visão de futuro."

E no olhar futurístico da Firmenich está uma proposta de reviravolta no mundo plano em que vivemos: iPods, celulares e TV com tela plana. Tudo se aplainou. As mulheres com um novo padrão de beleza (magérrimas), o dinheiro com o maior uso dos cartões eletrônicos e até o mundo com o avanço da tecnologia e a eliminação dos limites físicos, como escreveu o colunista do "New York Times" Thomas L. Friedman no livro "The World Is Flat" (O Mundo é Plano).

Na análise de Cécile Poignant, o mundo está carente de massa, da beleza das formas e do conforto que o volume propicia. A inspiração para a nova criação olfativa contra a "planificação" veio das esculturas douradas, luminosas, monumentais e intensas.

São cheiros doces e cremosos modificados ligeiramente por especiarias. Entre os ingredientes, destacam-se caramelo líquido, hidromel, labdano (resina) e pimenta. É como comer um bolo quentinho e açucarado acompanhado de um suco cítrico levemente picante.

Novos perfumes estão associados também a substâncias inovadoras, tecnologias e, até mesmo, novos métodos de captura do cheiro. "A idéia é usar matérias-primas e técnicas novas para provocar sensações diferenciadas", afirma Alessandra Tucci, diretora de Perfumaria Fina da Firmenich. Essa tendência responde a um novo público consumidor, a geração dos que já nasceram com a internet e o MP3.

Os aromas desta vertente parecem conhecidos, porém provocam um impacto diferente. Um dos acordes cheira a flores congeladas, por exemplo. Isso porque as notas florais foram modificadas por um toque de pimenta extraída pelo "soft act", um congelamento supercrítico, como explica a executiva. "Essa tecnologia permite a obtenção de um ingrediente mais puro, livre de solventes e sem alteração das características naturais pela ausência do cozimento."

O contraponto da superexposição a que todos estamos sujeitos no mundo atual, principalmente quando se trata de relacionamentos, também serviu de inspiração. "Tudo é muito transparente, conhecido e superficial", diz Ana Maria Paez, gerente de marketing da Firmenich. "O ser humano está começando a se cansar disso."

Para chegar ao perfume do futuro, simbolizar sombra, mistério e profundidade não são suficientes. Essa soturna interpretação já é usual no universo das fragrâncias e muito comum para expressar a sensualidade. A solução foi trabalhar sob um outro ângulo, sobre o contraste.
Nem chipre para a profundidade, nem floral para a transparência. O odor é envolvente e quente, porém com um início suave e fresco. "É sensual, porém num estágio mais maduro, mais velado", afirma Alessandra Tucci.

Outra faceta da atualidade que deve mudar é a volta do "carpe diem" (aproveite o dia). "Estamos sempre contemplando um futuro melhor e nos esquecemos de valorizar os momentos presentes que nos fazem felizes", diz Ana Maria Paez.

Para a Firmenich, esses momentos são acontecimentos simples, mas marcantes, como o nascimento do filho, as férias na praia, o cochilo na grama. Um dos acordes, o "Conte Blanc" remete ao leite materno, tem cheiro de leite com açúcar e baunilha, sem o princípio azedo do nosso primeiro alimento, é claro.

A última vertente expressa um novo relacionamento do homem com a natureza, mais próximo e profundo, bem diferente do distante contato urbano de hoje, que só remete ao verde. A visão de futuro é exuberante, saturada em cores, exótica e intoxicante.

Frutas, flores, verduras, madeiras, musgos e sementes. Tudo é permitido para simbolizar o natural, até o artificial, como o hedione (molécula modificada que potencializa o cheiro da rosa da Bulgária).

 


Haverá limite para a internet?   volta


O Estado de São Paulo
Washington Novaes
15/02/208


Durante milênios convivemos com a convicção de que não haveria limites para a atividade humana, seja quanto ao uso de recursos e serviços naturais, seja de energia, de praticamente tudo. O tempo encarregou-se de mostrar o contrário - com os limites na área dos recursos hídricos acentuados pelo crescimento da população; com o uso de combustíveis fósseis detonando a questão das mudanças do clima; com a insustentabilidade dos atuais padrões de produção e consumo, além da capacidade de reposição do planeta. Agora, mais alguns limites se esboçam no horizonte para a fabricação e uso de computadores, por causa do consumo de energia; da emissão de gases em razão do seu uso; da sobrecarga em vários tipos de utilização, que ameaça até com um “apagão planetário”; e da geração de lixo tecnológico.

Estudo recente do pesquisador Jonathan Kooney, do Lawrence Berkeley National Laboratory, na Califórnia, mostrou que o consumo de energia pelos computadores no mundo todo mais do que dobrou entre 2000 e 2005; passou de 29 bilhões de kilowatts-hora (kWh) para 61 bilhões de kWh; nos EUA, subiu de 12,5 bilhões de kWh para 24 bilhões de kWh. Outro estudo, do Global Action Plan, situa as emissões de gases poluentes geradas pelas tecnologias de informação e comunicação no mesmo nível das emissões feitas pelo transporte aéreo no mundo, 2% do total.

São números que começam a preocupar a própria indústria de produção de equipamentos nessas áreas. Uma semana depois da divulgação do último relatório, as principais produtoras desses equipamentos no mundo criaram um sistema conjunto para aumentar a eficiência de hardwares e softwares. Pensam em novas formas de suprimento de energia, talvez a solar, em substituição do tipo de corrente nos centros armazenadores de informações e em disseminar informações que advirtam sobre os problemas de estocagem ilimitada de informações, imagens ou som. A IBM, uma das maiores interessadas na questão, está investindo US$ 1 bilhão no projeto Big Green, segundo a revista New Scientist, para dobrar a capacidade de processamento de data centers sem aumentar o consumo de energia.

Há outros ângulos do problema que chegam a atingir o campo da política, como nos EUA, porque, como informou este jornal (6/2), os procedimentos antiéticos preocupam. Já na eleição presidencial de 2002, mensagens provocadoras ou portadoras de falsas informações abarrotaram os computadores de eleitores do Partido Democrata. Em 2006, na Califórnia, os eleitores latinos receberam mensagens dizendo que seu voto era ilegal e que poderiam ser deportados se exercessem esse direito. O candidato republicano John McCain descobriu que haviam aberto um site em seu nome, no qual anunciava ser ele a favor de reivindicações de homossexuais - o que poderia levá-lo a perder votos de eleitores contrários a esse posicionamento.

Nem é preciso falar no problema dos spams, que entopem as caixas de recepção de mensagens no mundo, todos os dias, muitos deles portadores de vírus extremamente problemáticos. E ainda não é tudo. Em vários pontos do mundo, especialistas começam a perguntar se também haverá um limite de utilização para a internet, se poderá haver um “apagão” geral no mundo por causa da sobrecarga. Os efeitos desastrosos dessa possibilidade foram parcialmente sentidos há poucos dias, quando se romperam cabos submarinos que ligavam o Egito ao Oriente Médio, à Índia e a outras partes da Ásia. Mais de 70% do sistema foi interrompido no Egito; 60%, na Índia; um pouco menos, na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait. O ministro egípcio das telecomunicações chegou a pedir aos internautas que deixassem de fazer downloads de filmes e arquivos, para que se pudesse dar prioridade ao uso da rede para negócios - prioridade que não foi aceita sem protestos.

E ainda há o problema do lixo tecnológico (peças e pedaços de computadores, pilhas, baterias), já tão grave que a própria ONU criou para ele um programa denominado Solving the E-waste Program (SEP), com diretrizes mundiais que apontam caminhos para ampliar a vida dos componentes e promover a reciclagem. No Brasil, para pilhas e baterias já existe uma resolução (nº 257) do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que determina a entrega de pilhas e baterias que contenham cádmio, chumbo, mercúrio e seus compostos, bem como produtos eletroeletrônicos que as incluam, aos estabelecimentos que os comercializem ou à rede de assistência técnica das respectivas indústrias, para que repassem aos fabricantes ou importadores, que deverão reutilizá-los, reciclá-los ou lhes dar destinação final adequada.

Mas o cumprimento ainda é escasso, mesmo com o crescimento acelerado da produção de lixo tecnológico. E este é fruto da utilização cada vez maior de computadores. Nos EUA, por exemplo, em 2006 se venderam mais computadores que aparelhos de TV. No Brasil, segundo a associação das indústrias do setor, no ano passado as vendas cresceram 23%, com 10,1 milhões de computadores (PCs) e 2,1 milhões de notebooks (211% mais que no ano anterior). Hoje, 19% dos domicílios já têm 40 milhões de computadores (a média mundial é de 17%; nos EUA, de 80%) e se prevêem que serão 60 milhões em 2010. No mundo, este ano vai chegar a 1 bilhão.

Um dos exemplos mais claros da gravidade do problema do lixo tecnológico está em sua exportação para países pobres. Lagos, a capital da Nigéria, recebe a cada mês 500 contêineres carregados com 500 mil monitores de computadores ou 175 mil aparelhos de TV (Envolverde, 30/1), dos quais 75% são considerados lixo eletrônico, embora exportados sob pretexto de reutilização.

Como diz o poeta Manoel de Barros, “louvo a ciência por seus benefícios à humanidade; mas não concordo que a ciência não se aplique em produzir encantamentos”.

Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br



Também quero um!   volta


O Estado de São Paulo
João Mellão Neto
15/02/2008


Os cartões de crédito corporativos, a princípio, são uma boa idéia. Antes do surgimento deles, as pequenas ou emergenciais despesas do governo eram pagas em dinheiro vivo, causando transtornos desnecessários no caixa, ou então eram quitadas pelo próprio agente administrativo, que, para recuperar o que gastou, tinha de apresentar um longo e circunstanciado relatório justificando o porquê daquele dispêndio. Prática adotada em quase todos os países adiantados, eles surgiram por aqui na gestão de FHC. Entre outras vantagens, o cartão de crédito apresenta, em seus extratos, o que, quanto, onde e quando se realizaram as despesas. Mas no Brasil, onde há quem guarde dólares na cueca e existe gente disposta a falsificar cédulas de R$ 2, algum tipo de fraude ainda haveria de ser inventada tendo por base o vulnerável e flexível “dinheiro de plástico”.

No início, apenas autoridades de primeiro escalão e sua assessoria direta tinham direito de portar o cartão. Logo, como seria de prever, autoridades de menor expressão fizeram uma irresistível pressão para que o benefício fosse estendido a elas. Quando o volume de cartões passou da casa do milhar, não havia mais auditoria, por mais eficiente que fosse, capaz de analisar e controlar um a um. O problema agravou-se com o Partido dos Trabalhadores (PT) no poder. Ser portador de um cartão dava status. Além de demonstrar o prestígio de seu detentor, ele representava uma espécie de “licença para gastar”. O volume de cartões se multiplicou, a ponto de tornar impossível a sua checagem e análise.

Além disso, virou praxe o saque em dinheiro, nos caixas eletrônicos, o que tornava impraticável checar o destino do dinheiro. Nos dias de hoje, qualquer barnabé bem relacionado obtém com facilidade o seu cartão corporativo e sai por aí, a gastar impunemente. Apesar de já existirem vários milhares de cartões, não se tem notícia de um único servidor público que tenha sido punido pelo seu uso impróprio. O partido que se diz do povo se vale do dinheiro do próprio povo para custear as suas mordomias. E ninguém tem o direito de reclamar, visto serem seus membros legítimos delegados do próprio povo. Ficam criados, assim, além dos gastos de consumo supérfluo da odiosa burguesia, os dispêndios indispensáveis para o trabalho dos agentes do povo - não importando, no caso, que os tipos de despesas sejam idênticos. Vá lá que era o próprio PT, quando estava na oposição, o campeão inconteste dos requerimentos de CPIs. Mas agora, meia década passada, o partido amadureceu. E todos ali concordam com a tese de que tais comissões só servem para fazer barulho. Pode existir iniciativa tão impatriótica?

Provavelmente, não. E é por isso que os bravos parlamentares do PT lutam, no limite de suas forças, para impedir que tal comissão seja instalada. Se isso não for conseguido, a alternativa será o caos. Haverá inúmeras acusações levianas e sem fundamento por parte da ala oportunista da oposição; todos terçarão armas com todos para que, no final, pouca coisa seja comprovada. E assim vai mais um ano legislativo, o qual o presidente Lula pretendia que fosse utilizado para as imprescindíveis reformas de base, tão necessárias ao País.

Quais seriam as tais reformas? Ora, o governo já acenou que pretende criar um grupo de estudos para analisar quais reformas mereceriam prioridade. Como estes trabalhos demandam tempo, o presidente espera contar com as inestimáveis contribuições de seu secretário para ações a longo prazo, o qual, até lá, já teria concluído o ciclo básico de seu curso de Português. Pelo que se sabe, ele já aprendeu a manejar, com maestria, a máquina eletrônica em que opera o seu cartão corporativo.

Ao invés de promover inúteis CPIs, os congressistas poderiam, por exemplo, editar um livro com todos os discursos proferidos, até hoje, nos microfones das duas Casas, nesta legislatura. Os jovens ficariam sabendo, em detalhes, como o idioma português foi sendo barbaramente torturado e esquartejado pelos oradores das tribunas.

E quanto ao Lula? Este poderia governar em paz. Enquanto o texto das reformas de base não fica pronto (como já se passaram cinco anos, muita gente maldosa insinua que o presidente não pretende realizar reforma nenhuma…), Lula poderia dedicar-se com maior afinco àquela que é a sua obra maior, o Programa Bolsa-Família.

Ele - quem diria - nasceu quase por acidente. O presidente Lula, em seu primeiro dia de trabalho, anunciou à Nação, com toda a pompa possível, que iria erradicar o fantasma da fome no Brasil. Imediatamente deu posse ao ministro encarregado da façanha, o economista José Graziano. Os publicitários foram rápidos na elaboração do nome do programa, que passou a ser conhecido como Fome Zero - aberto às contribuições voluntárias dos cidadãos comuns.

Mas, se o marketing foi rápido, as ações efetivas teimavam em não sair do papel. Quem salvou a cara do governo Lula foi algum tecnocrata gaiato que alertou o presidente de que o cadastro de nomes já existia desde o governo FHC. O então presidente criara um programa social, com a devida lista de nomes, em que constavam todas as mães do País com filhos em idade escolar. A idéia era conceder benefícios a essas genitoras, desde que seus filhos fossem assíduos nas escolas.

Havia dois preciosos cadastros mais: o Bolsa-Escola e o Vale-Gás. Lula unificou os três cadastros, deu a esse somatório o nome de Bolsa-Família e, a partir daí, ampliou o programa até atingir 11 milhões de famílias.

Do jeito que os cartões corporativos estão se multiplicando, que ninguém duvide que o governo ainda acabe criando o “Vale-Cartão”. Afinal o programa do PT prega que sejamos todos iguais, não é mesmo?

João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado E-mail: j.mellao@uol.com.br. FAX: 11 3845-1794


 

Uma vitória da CTNBio   volta


O Estado de São Paulo
15/02/2008


Dos 23 países que praticam a agricultura biotecnológica, o Brasil tem a terceira maior área plantada do gênero (depois dos Estados Unidos e da Argentina), com 15 milhões de hectares ocupados por variedades geneticamente alteradas de soja e, em muito menor escala, de algodão. No ano passado, as lavouras transgênicas nacionais se expandiram à razão de 30%, duas vezes e meia além da média mundial. Essa foi a primeira vitória de uma luta contra os incansáveis fabricantes de obstáculos para impedir a incorporação do que há de mais avançado, no mundo, testado e aprovado em matéria de conhecimento científico em benefício da economia rural. Com a tenacidade dos fanáticos, as forças que se opõem aos transgênicos, como parte de sua campanha ideológica contra as multinacionais do agronegócio, reagem a cada derrota com novas investidas visando a reverter o curso da história.

Pouco se lhes dá que os fatos acumulados ao longo de quase duas décadas, em todos os quadrantes do planeta, desmintam explicitamente as suas alegações de que o emprego de organismos geneticamente modificados na agricultura, mesmo com os imprescindíveis controles caso a caso, chancelados por cientistas credenciados, representa uma ameaça de proporções catastróficas ao meio ambiente e à saúde humana e animal. O seu objetivo não é demonstrar o que seria um inimaginável equívoco da ciência de ponta, mas, em toda parte e notoriamente no Brasil, desqualificar aqueles a quem mais abominam - os cientistas independentes que “se dispõem a trabalhar para manter a rigidez dos critérios na emissão de laudos (sobre os pedidos de plantio comercial de sementes transgênicas) fundamentados em ciência, não em crenças”. As palavras entre aspas são do matemático Marco Antonio Raupp, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso, em artigo publicado domingo neste jornal.

Ele se referia ao corpo de especialistas reunidos na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), entidade multidisciplinar vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, instituída para julgar os riscos potenciais de variedades transgênicas cuja liberação é solicitada. No ano passado, apesar das insistentes ações de retaguarda daqueles de seus membros com critérios políticos e não científicos, que se valem de sua condição para impedi-la de funcionar, a comissão conseguiu autorizar o cultivo de sementes de milho criadas para tornar a planta resistente à praga das lagartas e a herbicidas usados contra ervas daninhas. Contrários à decisão, mas principalmente, ao que tudo indica, interessados em solapar a autoridade que a Lei de Biossegurança confere à CTNBio, o Ibama e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recorreram ao órgão de cúpula do setor, o Conselho Nacional de Biossegurança, integrado por 11 ministros, sob a presidência da titular da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Foi dela a iniciativa de consultar a Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a matéria. A AGU entendeu que o Ibama e a Anvisa tinham o direito de recorrer das decisões da comissão, sem, no entanto, que isso pusesse em questão a sua prerrogativa de se pronunciar, com exclusividade, sobre os efeitos do uso dos transgênicos que se queira cultivar no País sobre o meio ambiente e a saúde. E foi esse parecer que norteou a posição afinal assumida pelo conselho, por 7 votos a 4, endossando a liberação de duas das três variedades de milho transgênico autorizadas pela CTNBio, por ser definitivo o seu julgamento técnico garantindo a sua inocuidade. (Os recursos contra a terceira ainda não foram examinados.) A pá de cal colocada sobre o falso problema das prerrogativas da comissão não parece ter encerrado, porém, a questão específica do milho transgênico - comprovando-se, mais uma vez, que as armadilhas continuarão a ser montadas, a qualquer pretexto, para tolher o desenvolvimento da agroindústria de base biotecnológica no Brasil.

Para a Anvisa, com efeito, é como se não tivesse ocorrido o ato do conselho ministerial liberando o comércio de variedades transgênicas do produto. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, um dos quatro votos vencidos na ocasião, anunciou que os alimentos que contenham milho transgênico na sua composição só poderão ser vendidos se a Anvisa considerar o seu consumo seguro. A CTNBio venceu uma batalha. Mas a luta continua.


 

Brasil participará de cúpula sobre Mercosul e Golfo   volta

Amorim anuncia também que Lula pode fazer primeira visita a Israel


O Estado de São Paulo
Michel Gawendo, TEL-AVIV
15/02/2008


O Brasil participará neste ano de novo encontro de cúpula com países do Oriente Médio para avançar nas negociações entre o Mercosul e o Golfo Pérsico. O anúncio foi feito ontem pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em Tel-Aviv. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar do evento e pode, pela primeira vez, incluir Israel no itinerário.

Segundo Amorim, o encontro será realizado no Catar, mas ainda não há data marcada. “Será a continuidade da cúpula Sul-Sul realizada em Brasília em 2005”, disse o ministro, que esteve também na Arábia Saudita, na Síria, na Jordânia e nos territórios palestinos. Os detalhes da reunião serão debatidos por ministros do Exterior da América do Sul e de países árabes nos dias 20 e 21 de fevereiro, em Buenos Aires.

Em dezembro, o bloco assinou uma parceria de livre comércio com o Mercosul. O acordo atenuou o “desconforto diplomático” entre Brasil e Israel depois da cúpula com países árabes em Brasília. Fontes da diplomacia israelense informaram ao Estado que gostariam de ver uma visita exclusiva de Lula a Israel, e não como parte de outros compromissos.

Em sua viagem anterior a Israel, em 2005, Amorim já havia acenado com uma possível visita de Lula, mas desta vez disse haver uma “firme intenção” do presidente de viajar ao país.

O chanceler disse que há um “otimismo moderado” em relação às negociações entre israelenses e palestinos. “É preciso aproveitar a janela de oportunidade e de necessidade para a paz”, afirmou o ministro. “Na minha visão, os principais envolvidos estão interessados em avançar. Não vejo atividades de obstrução nem desvio das questões principais.”

Amorim disse esperar que o Estado palestino seja criado em 2008, conforme a visão do presidente dos EUA, George W. Bush. “Acho que ele (Bush) está bem intencionado e seria uma lástima perder esta oportunidade, perder o engajamento do presidente americano e da comunidade internacional.”

Durante a visita, o chanceler reuniu-se com os principais líderes da região. Em Ramallah, encontrou-se com o negociador palestino Saeb Erekat e afirmou que os 10 milhões de dólares que o Brasil doou para a Autoridade Palestina já estão disponíveis para projetos de educação e saúde.

Ontem, em Tel-Aviv, ele se reuniu com a ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, e com o premiê Ehud Olmert. No encontro, Olmert ressaltou a preocupação de Israel com o programa nuclear do Irã e tratou da necessidade de sanções econômicas para evitar que o país obtenha armas atômicas. “Neste ponto, a posição brasileira é a de seguir as determinações do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou o brasileiro.

Amorim disse ainda que existe uma disposição por parte de Israel e da Síria em conversar. Os dois países vizinhos estão tecnicamente em guerra e a diplomacia brasileira acredita que pode atuar como um facilitador para a aproximação de inimigos no Oriente Médio.